Corrida pela Diabetes (Lisboa)

Realizou-se hoje a primeira edição da Corrida pela Diabetes, em Lisboa.

Soube desta prova há poucos dias e aproveitei já que apenas tinha uma prova planeada para Novembro (dia 28).

As únicas coisas que sabia era que a corrida começava no Princípe Real e acabava nos Restauradores, tendo uma duração total anunciada de 10.5 Km.

Antes da prova

Hoje saí de casa para ir para a corrida. Cheguei à paragem do transporte… e o mesmo já estava a ir embora. O seguinte era daí a 20 minutos, pelo que tinha tempo de ir a andar até à paragem seguinte (demoro 15 min a chegar lá) e apanhar o mesmo quando chegasse aí.

Quando ia a andar a caminho da outra paragem, lembrei-me… do medidor de frequência cardíaca! Tinha ficado em casa! Lá comecei a andar em direcção de casa. Não era um item essencial, mas era o primeiro teste do Garmin em prova, pelo que queria levar a tralha toda.

Ao chegar a casa toquei à campaínha (porque quando vou às provas não gosto levar chave) e não tive sorte. “Devem ter ido ao supermercado” – pensei. Então lá fui eu ao supermercado (é perto) buscar a chave. Tive sorte e arranjei chave, fui a casa, peguei no medidor, molhei os contactos do mesmo, coloquei-o à volta do peito e siga para a paragem. Mas antes disso, fui devolver a chave. Entre devolver a chave e voltar para a paragem, perdi novamente o transporte…

Olho para o relógio da estação e vejo que o próximo é apenas às 09:33. Ora aquilo demora cerca de 23 minutos, portanto já me estava a ver meio tramado para chegar a tempo. “Pode ser que atrasem um pouco o início da corrida.” – pensei eu – um gajo tem direito a estar numa onda optimista de vez em quando :).

Cheguei ao Rossio às 09:56, liguei o Garmin (para ir apanhando o sinal do satélite) e toca a correr aquelas escadas para chegar ao Princípe Real. Pelo menos aquecimento já ia ter :).

Prova

Chegado lá ao suposto local de início da prova, vejo que estão a esvaziar o balão da Partida! Era o último. É inédito… Pedi umas indicações a uma Sra. da organização, olhei para o Garmin para começar a marcar e… não havia Satélite.

Como eu queria era correr e já ia bem atrasado (já tinham arrancado as pessoas da Corrida e as pessoas da Caminhada) e até o carro dos bombeiros que ia atrás de todo o pelotão já tinha arrancado, desatei a correr pela Rua da Academia de Ciências em direcção ao Rato. Passei pelos bombeiros, passei pelos caminheiros… e o Garmin teimava em não encontrar o Satélite.

Quando cheguei ali ao Rato desliguei o Garmin e voltei a ligar, para ver se tinha sorte. Passado um pouco apanhou o sinal, ali a meio da Rua Braamcamp. Penso que já tinha corrido pelo menos uns 500 ou 700 metros.

Nesta altura já ia no meio de pessoal que ia meio a correr, meio a andar. Fiquei mais animado, pois já não faltaria muito para apanhar o pessoal que corre 10 Km em 50 minutos. Passei no Marquês, subi a Fontes Pereira de Melo e lá percebi que o percurso ia ser semelhante ao da Corrida do Pai (e ao do GP de Natal de 2009) que acho muito porreiro.

O “problema” deste percurso são as passagens nos túneis. Aquele sobe e desce ao fim de algum tempo começa a fazer mossa. Como eu gosto de subir tenho mania de acelerar na parte de regresso à superfície 🙂 mas adiante.

Estava curioso em relação ao que o Garmin iria fazer ao passar nos túneis. Correu mais ou menos: nos túneis mais longos ele acabava por queixar-se de falta de satélite.

Depois de fazer os túneis na direcção do Campo Grande cheguei ao ponto de retorno e toca a voltar para o Saldanha.

Na subida depois do último túnel, reparei que um outro corredor tinha feito a mesma com um ritmo forte, pelo que me juntei a ele e fomos juntos durante um bocado. Um bocado antes do Saldanha só o oiço a dizer “f***-se nunca mais acaba a subida“.

Do Saldanha para baixo era sempre a descer. Fiz a descida do Saldanha até ao Marquês num ritmo controlado. Depois quando entrei na Avenida da Liberdade soltei-me e foi a puxar na descida até aos Restauradores. Estes dois últimos Km são praticamente sempre a descer, o que facilita um bocado a vida a quem começou a puxar cedo.

Com isto tudo acabei por fazer um tempo decente: o Garmin, durante o tempo que esteve a apanhar Satelite, marcou 10.01 Km em 48:16 minutos (*). O resto da prova durante a qual não tivesse Satélite (mais 500 e tal metros) meteu o tempo total nos 50:30 (min).

(*) Tendo em conta estas confusões todas e os 2 últimos Km sempre a descer, não vou contar o tempo como record.

Pontos positivos

  • Saco de oferta no final – Pão, 3 pacotes de bolachas, um pacote de sumo, 2 garrafas de água e ainda havia distribuição de fruta (maças).
  • Percurso

Pontos negativos

  • Não havia distribuição de água durante o percurso.
    • Se estivesse mais calor ia ser tramado. Não senti falta física mas quando estava a chegar ao 5º Km tinha expectativa de encontrar água. Mas depois não me lembrei mais disso.
  • Não havia marcação dos vários pontos quilométricos do percurso.

Para mim é uma prova a repetir, mas no próximo ano vou tentar não ser o último a arrancar :p, porque depois para recuperar foi preciso andar a apertar durante o percurso quase todo.

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3 Respostas to “Corrida pela Diabetes (Lisboa)”

  1. Osvaldo Says:

    Ahahahahahha… Pro ano vou ver se vou tb

  2. eRui Says:

    Viva,

    Também uso Garmin, no meu caso o 205 e tambem já me aconteceu o sucedido no que toca à captação de sinal.

    Existem duas possibilidades que costumam resultar, a 1ª é exactamente a que fêz, quando vir que está a demorar muito tempo o melhor é desligar o Garmin e voltar a ligar.

    A outra possibilidade é que durante a pesquisa de sinal se estiver a demorar muito tempo optar por carregar uma vez no botão “mode” que o levará para o painel normal de visualização de dados e onde passados alguns segundos o sinal finalmente aparece.

    Também tenho esse objectivo dos 45′ aos 10km mas infelizmente para mim ainda estou longe, o melhor que consegui até à data foram 49′.

    Bons treinos!
    Rui Estrelinha

    • thenewroadrunner Says:

      Olá Rui, obrigado pelo comentário.

      Realmente ligar e desligar o Garmin parece “acelerar” o processo. Voltei a fazer isso recentemente quando o aparelho estava com dificuldades em encontrar o satétlite e após ligar e voltar a ligar encontrou com alguma rapidez.

      Boa sorte (e bons treinos) na procura dos “45 aos 10” :).

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