Archive for Dezembro, 2010

São Silvestre da Amadora (2010)

Dezembro 31, 2010

Estive lá para participar pela primeira vez nesta São Silvestre e para fazer a minha 15ª prova deste ano. Não vou escrever grande coisa, porque é fim de ano e quero ir comer mais uns doces 🙂 antes de voltar a fechar a loja nesse aspecto para a “limpeza de Ano Novo”.

Gostei do percurso, cheio de subidas. Havia muito público nas ruas a apoiar, apesar do frio.

Fiz a coisa nas calmas pois ia a acompanhar um amigo e acabei por fazer o meu pior tempo de sempre aos 10 Km (59 minutos e qualquer coisa). Na semana passada foi o melhor tempo, esta semana o pior. Parece-me justo :p.

Pro ano há mais, e já falta pouco para o próximo ano :).

Bom Ano!

Um Bom 2011…

Dezembro 31, 2010

Desejo um Bom Ano de 2011 a todos, de preferência com muita saúde e muitos quilómetros nas pernas 🙂

 

São Silvestre de Lisboa (2010)

Dezembro 26, 2010

Fui esta tarde fazer a prova de São Silvestre de Lisboa.

Levava pendurado na t-shirt o peluche que me foi oferecido pela madrinha Pirata na quinta-feira passada, o que fez com que alguns piratas me chamassem para a conversa e para tirar umas fotos. Entretanto até a madrinha Pirata apareceu :).

Como mencionei no post anterior, no ano passado desisti a meio caminho desta prova, devido a uma dor-de-burro valente que me tinha dado entre o 3º e o 4º Km. Portanto este ano queria mesmo acabar esta prova, para não ficar com “macaquinhos no sotão”. Desta forma era importante controlar o passo nos quilómetros iniciais. O Garmin ia dar uma ajuda valente nesse aspecto.

Entrei na área dos sub-50. Estava um mar de pessoas (acho que este ano aumentaram o número de vagas disponíveis).

Liguei o Garmin, para ir apanhando o satelite. Satelite ele encontrou mas… ficou sem bateria. Lá se foi o meu controlo de passo e também o controlo do tempo final “real”.  A lebre dos sub-50 estava um pouco mais à frente, pelo que decidi ir atrás dela (ou melhor, dele).

Começou a prova, com uma grande confusão para chegar à linha da partida. Arranquei e passados uns 300 metros cheguei ao pé da lebre. Mantive-me ali a uns metros dela e fui recuperando. Ao 1º quilómetro já estava a correr ao lado da lebre. Continuei ao lado da dita até à volta nos Restauradores onde a lebre acabou por ficar para trás devido a alguma confusão que por ali ia. Em vez de esperar pela lebre deixei-me ir. Não me sentia a correr demasiado depressa mas como já tinha passado a lebre,  já estava a ver o filme a ser parecido ao do ano passado… continuei e estava-me a sentir bem. Passei o 3º quilómetro bem, ao contrário do ano passado. Passei o 4º e também estava bem… mas não durou muito. Antes da zona de retorno antes do 5º Km (perto dos 4300 metros, mais coisa, menos coisa) começou-me a dar uma dor-de-burro. Reduzi logo o andamento e comecei a fazer massagens na zona. Comecei também a ficar com pouca força na parte inferior das pernas… comecei a ser ultrapassado por todos os lados. Onde é que já vi este filme?

Quando cheguei ao início da 2ª subida para os Restauradores (6º Km), já me sentia um pouco melhor, mas continuava lento como tudo. Acabou por ser a subida até ao Marquês que me ajudou a recuperar. Quando cheguei lá cima já estava bem melhor do “burro” e as pernas já não estavam sem força. A partir dali o percurso ficou mais fácil pois era só descer até ao Rossio e depois era sempre em recta sem desnível, apenas sendo necessário fazer duas curvas.

Quando entrei na recta da meta já ia a correr a um bom ritmo. A certa altura deparo-me com o cameraman e outro homem, que estavam a filmar aquilo mesmo no meio da rua. Tive de me baixar para não ir contra eles (passei por baixo do braço de um :)). Suponho que devem ter apanhado imagens giras, mas não me pareceu boa ideia estarem mesmo ali no meio, na zona dos sprints para a meta… :p

Cruzei a meta. Estava feita e o objectivo de terminar estava alcançado. Tempo oficial: 50:20 (min). Não sei se é tempo líquido (chip) ou bruto. Gostava de saber o meu tempo aos 5 Km para ver se realmente apertei muito na primeira metade, mas o site não dá essa indicação 😦

De qualquer forma fico na dúvida sobre se estas dores-de-burro fortes são à custa de ritmo exagerado meu, ou se a alimentação descuidada desta época também contribui para isto.

Falta a São Silvestre da Amadora para fechar o ano em termos de corridas.

PS: Entretanto publicaram os resultados com os tempos de chip. Fiz 48:46 (min). É o meu novo record em 10 Km.

A corrida que eu não terminei…

Dezembro 26, 2010

Foi apenas uma no meio de um número que penso que já se vai tornando respeitável.

Em Dezembro de 2009 inscrevi-me pela primeira vez numa “Corrida de São Silvestre”. As corridas de “São Silvestre” são realizadas nos últimos dias de cada ano e têm a particularidade de decorrerem ao final do dia.

Estava em boa forma, embora tivesse um pouco constipado. Tinha feito o GP de Natal uma semana e meia antes em bom tempo pelo que sabia que as pernas estavam boas. Tinha noção que estava capaz de correr os 10 Km, pelo que não deixei a constipação agarrar-me ao sofá.

Lá fui eu para o Rossio, ao final da tarde, correr esta prova.

Fiz alguns exercícios de aquecimento durante alguns minutos, fui filmado para uma foto-reportagem

Entrei no separador dos <50 minutos.

Lá começou a corrida.

Durante os primeiros mil ou mil e quinhentos metros estava-me a sentir bem, com força nas pernas e a respirar bem (era a minha principal preocupação, devido à constipação). Um pouco depois da confusão inicial juntei-me à lebre dos (???) e mantive-me perto da mesma. A certa altura, não sei o que me passou na cabeça, mas resolvi andar mais rápido. Estava antes do 3º Km. Passei a lebre e desatei a correr por ali fora. Pouco depois deu-me uma dor-de-burro muito forte que me obrigou a acalmar imenso o passo… ao ponto de me ter metido a andar. Andei durante alguns metros e voltei a correr novamente passado um pouco. No entanto não durou muito tempo a minha tentativa de continuar em prova, pois não estava a conseguir lidar com a dor-de-burro.

Lá tive de desistir. Foi a única prova que não acabei, e isso aconteceu por burríce minha. Não consegui controlar o meu impeto e a minha vontade de fazer um bom tempo.

Depois disso já fiz mais provas e não voltei a abandonar nenhuma, embora por vezes ainda me estique no ritmo que imponho no início da corrida.

Hoje vou novamente à São Silvestre de Lisboa. Desta vez espero ter mais juízo na cabeça. A ideia é acabar a prova e acaba-la bem… 🙂

Bom Natal

Dezembro 24, 2010

 

Um Bom Natal a todos :).

(Sou um pirata!)

Dezembro 24, 2010

Tudo começou quando alguém no fórum “O Mundo da Corrida” se lembrou que podia ser engraçado fazer uma corrida de São Silvestre fora de estrada, “só para ser diferente”. Pouco tempo depois a coisa já tinha nome (“São Silvestre Pirata de Monsanto”), logótipo e alguns inscritos. Falava-se num percurso com cerca de 12 a 15 Km.

Uma corrida nocturna, no meio do mato, sem taxa de inscrição, sem classificações, sem gajos da televisão a falar ao microfone, sem a confusão das provas grandes… Parecia interessante e era tentador, pelo que fiz a minha inscrição e comecei a tentar recrutar malta. Consegui convencer o Luís a fazer-me companhia (e nem sequer tive muito trabalho para o convencer).

A certa altura, um dos organizadores da pirataria, arranjou uns dorsais e começou a pedir ao pessoal para escolher o número que queria – sim, porque pirata que se preze escolhe o seu próprio número e não fica à espera que alguém escolha por si :).

Entretanto iam aparecendo propostas para percursos. Primeiro, um de 15.5 Km, e depois uma mini (9 Km).

A certa altura já estavam inscritas mais de 70 pessoas.

No meio disto eu e o Luís fomos ao “Corte Inglês” para levantar os nossos dorsais para a São Silvestre de Lisboa. Ao levantar o dorsal vi por lá dois senhores com uns dorsais todos catitas iguais aos que tinha visto lá no fórum. Meti conversa com eles e perguntei se estavam a falar da São Silvestre Pirata. Responderam que sim, disse-lhes que também estava inscrito e descobri que um deles era o membro do fórum que tinha arranjado os dorsais piratas. Esse pirata foi simpático e deu-nos logo os nossos dorsais piratas.

Dia 23

O tempo estava porreiro, ao contrário dos últimos dias. Ainda bem. Lá fomos para Monsanto. Chegámos um bocado antes das 22:00, metemos o equipamento (bendito frontal!). Tirámos umas fotos e passado um pouco começou a pirataria.

O percurso inicial era asfalto, mas ia-se entrando em pequenos trilhos. Não demorámos muito a entrar em subidas que foram criando divisões no grupo inicial.

A certa altura, depois de passar o Chimarrão, alguém reparou que estavamos fora do percurso. Andámos um pouco para trás e entrámos num trilho do lado esquerdo da estrada de onde tinhamos vindo inicialmente. Nisto, um monte de piratas vindos de outro trilho (do lado direito da mesma estrada), juntou-se a nós. Conclusão, alguém já estava a piratetar o percurso! Passado um bocado, percebi pela conversa, que ia com quase menos um quilómetro do que alguns dos piratas que iam ao meu lado. Portanto o meu grupo é que tinha feito a pirataria. Nada a fazer, tinhamos de continuar a correr :).

Havia algumas zonas com lama devido às chuvas dos últimos dias (novamente, bentido frontal). De vez em quando alguém gritava “pedras”, “água”, “ramo” e afins para avisar de mudanças no terreno. Piratas simpáticos, quem diria :p.

A certa altura viramos à esquerda e começamos uma subida longa e inclinada. Mas… era mais um engano. Iamos em contra-mão e só percebemos quando vinham carros na direcção oposta. Toca a descer. Ao descer atravessamos a estrada e entrámos novamente no trilho certo (suponho). Aí cruzamo-nos com um grupo que vinha mais atrasado e que entretanto nos tinha apanhado (quem é que nos mandou aldrabar o percurso?).

Mais variedade de terreno e entrámos num outro trilho, que era paralelo à estrada. O pessoal dividiu-se entre trilho e estrada. Eu fui pelo trilho. Não haviam mudanças de inclinação no percurso, mas eram precisas muitas mudanças de direcção. Havia por lá muitas pequenas poças lama que me faziam ter de correr com o pé na extremidade das mesmas. Em algumas das poças não consegui ir para a extremidade e acabei por me salpicar todo. Curiosamente, apesar das poças de lama, esta parte do trilho era bem rápida. Não vi ninguém a cair mas não me admirava que tivesse acontecido.

No final desta zona voltámos a entrar numa secção que já tinhamos feito a subir logo no início da prova. Daqui para a frente era principalmente a descer, com algumas rectas.

Peguei no telemóvel e liguei ao Luís para saber por onde andava. Disse-me que estava perto do 10º quilómetro o que era boa notícia. Mas sabe-se lá onde é que estariam, com tanta pirataria do percurso :p.

Juntei-me a um corredor que ia mais rápido e lá fomos até à “meta”, que era na saída do Parque de campismo do Monsanto. Mas, para a pirataria acabar em grande, iamos lançados para a entrada o Parque que é um pouco mais à frente… quando reparámos lá invertemos e chegamos ao sítio certo, onde estavam duas senhoras a tirar fotos da chegada.

Fiz uns alongamentos, andei por ali… E fiquei à espera que o Luís chegasse. Passou algum tempo e nada de novos corredores.

Houve uma quebra muito grande entre os grupos da frente e os grupos de trás. O que me faz pensar o que terá acontecido ao percurso “mini” ? Foi pirateado, de certeza :p

A certa altura dois piratas começaram a fazer backtracking do percurso, para tentar encontrar o pessoal atrasado. Juntei-me a eles para ver se encontrava o Luís. Voltei a telefonar-lhe, mas, nem ele nem ninguém no grupo dele, conseguiam dar um ponto característico que nos permitisse encontrá-los. Fomos correndo mais um pouco. Devemos ter feito uns 2 Km antes de voltarmos para trás. Durante este tempo todo não vimos ninguém.

Chegados novamente à zona da “meta”, uma senhora veio ter comigo e disse-me para tirar um pacote de um saco. A senhora era a madrinha pirata Célia e o pacote era uma prenda de Natal para os piratas :).

Nesta altura já eramos só uns 5 ou 6, à espera de quem ainda estava a correr.

Passados mais uns 10 minutos apareceu um grupo, onde vinha o Luís. Nunca tinha corrido tanto. Já passava da meia-noite e tinhamos de ir embora, portanto acabámos por não ir à confraternização pós-corrida.

Foi interessante a pirataria. Diverti-me bastante a correr ali nos trilhos de Monsanto sem preocupações de tempos ou ritmo. Correr por correr.

Em algumas das poças não consegui

Grande Prémio de Natal (Lisboa, 2010)

Dezembro 19, 2010

Mais uma prova que repeti em relação ao ano passado, embora o percurso deste ano fosse mais curto.

Ia com alguma curiosidade para ver se alguma coisa iria correr mal em termos organizativos, porque esta prova no ano passado deu alguma barraca (*).

O percurso desta prova é muito interessante porque passa em zonas tipo Saldanha, Campo Grande, Marquês de Pombal, Av. da Liberdade e Restauradores, que tipicamente estão cheias de carros. A prova é muito rápida devido às características do percurso que a partir do 6º Km (segunda passagem no Saldanha) é sempre a descer.

O percurso apenas tem uma dificuldade que é o sobe-e-desce dos túneis, mas para raramente faz um treino sem subidas, acaba por ser inconsequente :).

O tempo estava fresco, o que ajudava a correr mais rápido.

Comecei lento, mas depois fui metendo um ritmo mais forte. Quando cheguei ao 6º Km foi descer de forma controlada até lá abaixo. Ao chegar à meta lá fiz um sprint para a fotografia, mas dois senhores resolveram tapar-me o caminho, pelo que tive de dar uns passos para o lado e entrar novamente no sprint para cruzar a meta. Quando passei nem me lembrei de parar o relógio, mas parei-o pouco depois, quando marcava 38:06 (min). O Garmin diz que o percurso tinha 8.76 Km.

(*) A barraca de 2009

No ano passado as pessoas foram sendo “paradas” antes da meta para ficarem numa fila para poderem cortar a meta. Esta fila foi crescendo e quem chegava mais tarde ia ficando cada vez mais para trás. Eu, por exemplo, fui parado a 20 ou 25 metros da Meta, quando ia com 43 minutos e qualquer coisa. Esses 20/25 metros foram feitos a caminhar, em fila indiana. Quando efectivamente passei a Meta, ia com 48 minutos…

De volta a 2010

Desta vez não dei por problemas de maior, embora algumas pessoas se estivessem a queixar da forma como estava organizada a saída da meta até à zona dos brindes. Admito que andar ali às voltinhas na praça foi chato, mas ao menos evitou o problema da fila para cruzar a meta…

Relativamente ao percurso, e comparando com 2009, tive alguma pena por terem retirado a volta à Praça D. Pedro IV, que no ano passado achei que era porreira para acalmar o ritmo depois de uma descida rápida desde lá de cima do Saldanha. Espero que no próximo ano voltem a integrar essa volta no percurso.

De qualquer forma, suspeito que no próximo ano vou repetir :).

PS: Esta foi a minha 15ª prova deste ano. Ainda pretendo fazer mais 2 até ao final do ano.

PS2: Levei 3 “acompanhantes” para esta prova: o Osvaldo, o Rodolfo e o Amilcar (pai dos dois anteriores). O Luís (o tal que se estreou na Luzia Dias) era para ir mas ficou doente.

A minha primeira meia :)

Dezembro 5, 2010

Background

Há cerca de um mês escrevi um post aqui no blog intitulado “Entretido a pensar em fazer uma meia-maratona“. Nessa altura andei a pesquisar por provas, perto de Lisboa, com a distância de meia-maratona. A minha ideia era fazer a meia-maratona em Janeiro ou Fevereiro, pois isso dar-me-ia tempo para treinar de forma confortavel para a mesma. No entanto, a únicas provas de meia-maratona seriam a de hoje e a Meia-Maratona de Lisboa em Março. Não me apetecia nada esperar até Março mas também não sabia se estaria pronto para os fazer já em 2010.

A vida ensinou-me (e recentemente lembrou-me) que às vezes não podemos esperar até estarmos muito confortáveis, pois corremos o risco de perder algo importante enquanto esperamos. Começou-se então a formar na minha cabeça a ideia de que poderia (ou melhor, deveria) ir a estra prova. O facto de ter andado a ler o primeiro livro do Dean Karnazes também não ajudou a ter juízo :p.

Ia ter cerca de três semanas para treinar. Peguei num plano de treinos (orientado para 5 semanas), adaptei-o à padeiro (para as 3 semanas que eu iria ter). Fui cumprindo o mesmo mais ou menos, embora, à posteriori, tenha chegado à conclusão de que o plano era muito ambicioso (em termos de quilometragem semanal) para aquilo a que eu estava habituado. Acabei por preferir pausar quando estava cansado, fugindo ao plano sem sentimentos de culpa.

Prova

Chegado o dia da prova, fui para a zona de partida, perto de Santos.  Estava um pouco nervoso, confesso. Tinha lido que o limite de tempo para prova eram 2h15min. Eu estava a apontar para as 2h00m, mas nunca se sabe o que pode correr mal – uma dor-de-burro, uma queda, mau tempo…. diversos factores que podiam até fazer com que não chegasse ao fim da distância. Eu tinha dois pacotes de açucar no bolso para o caso de precisar de “acordar” a meio da corrida. Se não precisasse deles, melhor, mas estava a pensar que lá para os 15 ou 17 Km iria precisar de comer algo.

A certa altura fomos avisados que estaria de perto a passagem dos atletas da Maratona ali pela zona. Lá foram passando os primeiros, com passadas e formas impressionantes. O pessoal da meia-maratona batia palmas à passagem de cada pequeno grupo de maratonistas.

Passados alguns minutos mandaram o pessoal da meia-maratona chegar-se para a zona da partida. Lá fui. À minha volta havia tantos estrangeiros como portugueses, principalmente espanhois. Mas também havia muita gente de pele clara e cabelo loirinho que pareciam ser de outras bandas.

Foi dada a partida e lá fomos para fazer os 21097.5 metros da prova.

Eu tinha pensado em correr à volta dos 5:30 ou 5:40 (min/km) durante pelo menos uns 10 ou 15 Km, para evitar ficar cansado ou sem reservas muito cedo. Nas provas existe sempre alguma adrenalina que faz com que se vá um bocado mais rápido, o que se for feito demasiado cedo pode fazer com que o cansaço chegue muito antes do final da prova. Portanto, ao contrário do que faço em 10 Km, eu estava a impor a mim próprio um ritmo lento, com a ajuda do Garmin. De vez em quando lá reparava que ia mais depressa do que o objectivo (tipicamente porque tinha colado a alguém) e abrandava um pouco o ritmo.

Estava algum vento contra, o que dificultava a tarefa. A certa altura eu ia a correr ao lado de senhor que se “encaixou” entre dois corredores mais altos, que de certeza que lhe estavam a tapar o vento todo. O homem ia tão em cima dos outros que se arriscava a bater com o nariz num dos da frente :p.

Por volta do 5º quilómetro fiquei com uma pequena dor num joelho. Felizmente não demorou a passar.

A prova tinha um retorno por volta dos 6.500 m (antes de chegar a Algés). Nesse ponto de retorno corri um bocado mais depressa e separei-me do senhor-que-corria-encostado-aos-da-frente. Passados alguns minutos passei por uma rapariga que ia a correr com uns Vibram Five Fingers. Lembrei-me que ando a pensar em comprar uns e continuei pra frente.

Quando passei aos 10 Km lembrei-me que é por ali que costumo ficar. Mas desta vez ia um pouco mais longe 🙂 e estava-me a sentir bem. Estava a conseguir controlar o ritmo e isso era meio caminho andado para conseguir acabar a prova. Prova disso foram os 55/56 minutos com os quais passei aos 10 Km (mais 11 minutos do que nos 9.5 Km da prova de Domingo passado).

Na estação de abastecimento agarrei numa garrafa de água e num cubo de qualquer coisa alaranjada que por ali estava enrolado em plástico. Pensei que seria marmelada, mas não tinha certeza. Foi pro bolso pois ainda era cedo para estar a recorrer a comida.

Continuei a correr e na estação seguinte arranjei mais um cubo daqueles.

Na zona do Cais do Sodré havia algum público a apoiar os corredores, o que me fez andar um bocado mais rápido durante alguns metros :p. Um pouco mais à frente, aos 14.500 m comi o primeiro cubo alaranjado: era mesmo marmelada. Epá aquilo era bom e veio mesmo a calhar.

Chegado ao Martim Moniz, onde estava o 15º Km, era altura de subir. E também era altura de andar mais rápido, se queria fazer um bocado abaixo das 2 horas, pois estava à volta das 01h23min. Os próximos 6 Km tinham de ser feitos em cerca de 25 minutos, para conseguir chegar antes das 2 horas.

Esta subida era a parte complicada do percurso da meia-maratona, que até ali era praticamente todo plano. Mas, depois de 15 Km planos, fazer 6 Km a subir poderia ser um problema, porque não estou habituado a estas distâncias. A meio da subida lá comi o outro cubo, para ver se o efeito era algo estilo poção Mágica do Druída da aldeia do Asterix e do Obelix. Adiante. Subir aquilo custou-me principalmente porque ia a puxar muito, para tentar recuperar o tempo…

Chegado ao Areeiro a subida parou e transformou-se em recta, com cerca de 200 metros. Já me ia a custar manter aquele ritmo mas estava tão perto – só faltavam 3 ou 4 Km. Já dava para perceber que ia ficar abaixo das 2 horas. No final da recta, nova subida, desta vez até ao cruzamento com a Av. dos Est. Unidos da América. Aqui o terreno passou a descer, até ao cruzamento com a Av. Rio de Janeiro, onde fica o Estádio 1º de Maio. Aproveitei o embalo da descida para entrar forte na recta que me levaria à porta do Estádio.

Quando entrei no estádio 1º de Maio estava à espera que a meta fosse logo ali, porque ontem quando tinha ido buscar o dorsal o balão estava a uns 15 ou 20 metros do portão. E eu estava a contar que ele aí estivesse, porque já vinha a precisar de acalmar o ritmo. Quando vi que o balão não estava lá no mesmo sítio e percebi que ainda tinha de ir para a pista do atletismo…  pensei que já me tinha lixado com aquela brincadeira. Mas pronto, lá segui para o tartan, encostei à linha de dentro, fui ultrapassado por um senhor, voltei a ultrapassar o mesmo senhor uns 30 metros mais à frente… e passei a meta. Estava feita!

Tempo final: 1 hora, 54 minutos e 16 segundos.

Fiquei muito contente com a prova. Consegui conter-me durante a primeira metade, consegui correr mais forte no último terço. Consegui fazer a minha primeira meia-maratona, sempre a correr e abaixo das 2 horas. Algo que acho curioso sobre a forma como a prova me correu foi que nem dei pelo tempo a passar. Quase duas horas a correr, sempre entretido.

PS: bem-ditas as subidas que fiz nos treinos. Se não treinasse em subidas não sei como tinha feito do 15º ao 21º Km.

PS2: Já estava com vontade de aumentar a distância que corro confortavelmente e agora ainda tenho mais vontade.

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