Archive for Janeiro, 2011

Grande Prémio “Fim da Europa” (2011)

Janeiro 30, 2011

Fui hoje correr o Grande Prémio “Fim da Europa”, cujo percurso liga Sintra ao Cabo da Roca (o ponto mais ocidental da Europa). Era a minha primeira participação nesta prova. Levei o Osvaldo, que ia fazer pela primeira vez uma prova acima dos 10 Km.

Tinha feito o meu trabalho de casa para saber como abordar a prova: primeiros 4 Km eram sempre a subir, portanto era para ir nas calmas. Depois do 4º 10º o terreno era ondulado, tendo várias partes de descida. No 10º havia uma “parede” após a qual era quase sempre a descer. Fiz umas contas por alto e apontei para algo perto da 1h30m ou, com sorte, 1h25m.

Durante a semana também fiz vários treinos com foco em subidas. No Domingo anterior tinha ido até ao Parque Florestal de Monsanto com o Osvaldo, onde fizemos um treino de 19 Km.

Hoje, quando chegámos a Sintra, estava um frio desgraçado. Algo perto dos 5 graus… a camisola desta prova é feita a pensar no frio, pois tem manga comprida, mas mesmo assim levei uma outra t-shirt por baixo dessa e uma camisola mais grossa. Já sabia que me ia arrepender quando começasse a suar, mas ainda tinha de esperar uma hora e tal pela partida e não queria estar a ficar congelado.

Enquanto esperava ali perto da partida, fui “recrutado” por uma rapariga Chinesa (suponho eu) que me puxou literalmente pelo braço  para o lado esquerdo dela (já tinha o Osvaldo do lado direito) para que uma amiga dela nos tirasse uma foto aos três. Comentário: é assim que as fotos das pessoas vão parar ao facebook :p (e eu bem tento fugir dessa praga).

Lá descemos para perto do balão da partida.

Passado um pouco, a prova começou e lá fui nas calmas, cumprindo o meu plano dos quatro-primeiros-kms-sem-me-esticar-muito. Depois disso deixei-me ir com um ritmo um pouco mais forte, mas mantive a garrafa de água comigo para ir bebendo aos poucos.

Praticamente todo o percurso foi feito numa estrada coberta por árvores. De vez em quando olhava em volta para observar a bonita paisagem da Serra de Sintra.

Ao chegar perto do 10º Km fui-me preparando para a “parede”. Não foi tão complicada como pensava que seria. Passei aquilo bem e depois foi quase sempre a descer. Deixei as pernas soltarem-se e, com passadas largas, fui vendo os quilómetros a passar. E fui ficando cheio de calor, à custa da roupa extra que levava :).

A meta ficava numa zona com uma pequena subida. Entrei nessa zona a subir, fiz o sprint do costume e passei a meta a sentir as pernas bastante fortes. Estava tão concentrado que não parei logo o cronómetro (já vão duas provas em que isto acontece) mas parei pouco depois com ele a marcar 1h24m54s (para 16.59 Km). Um pouco abaixo da minha melhor perspectiva, mas muito à custa das longas descidas onde consegui acelerar mais do que o costume (fiz dois Km com ritmo abaixo dos 4 min / km).

No final fui receber a medalha e o saco de comida. O saco estava bem composto: uma sandes de queijo, uma barra de cereais, uma banana, uma garrafa de água e uma garrafa de uma bebida isótica qualquer). Também havia por lá chá quentinho.

Esperei um pouco pelo Osvaldo e lá fomos em direcção ao autocarro. Não esperámos mais do que 15 minutos para entrar e foi numa fila sempre em andamento. A coisa estava bem organizada. Dentro do autocarro tivemos um pouco à espera antes de partir.

Ao esperar pelo arranque do autocarro vimos a chegada do último participante. Mas não era um, eram dois: um casal já com uma certa idade, a correrem tão perto um do outro que se calhar iam mesmo colados. Gostei de ver.

Claramente uma prova a repetir.

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“Esos locos que corren”

Janeiro 19, 2011

Se inscriben en todas las carreras… pero no ganan ninguna.

Empiezan a correrla en la noche anterior, sueñan que trotan y a la mañana se levantan como niños en Día de Reyes.

(o texto completo)

Corrida São Domingos de Benfica (2010)

Janeiro 16, 2011

Fui hoje até Sete-Rios para enfrentar o frio matinal e fazer uns KMs. Fui para lá muita cedo para levantar o dorsal, e realmente apanhei com o frio todo durante mai de 1 hora de espera à frente do Zoo. Para compensar estive um pouco à conversa com o José Magro d’O Mundo da Corrida e com a senhora Analice (uma das Madrinhas-Pirata de Monsanto).

Durante a semana apenas fiz um treino (ontem, nos trilhos do Parque Florestal de Monsanto) pois tinha estado constipado…

A coisa começou rápida. Passei aos 5 Km com pouco mais de 22 minutos. Já estava a ver que ia dar para record mas não conhecia o percurso portanto não sabia bem o que ia sair dali (normalmente tenho o cuidado de pesquisar informação sobre a altimetria, mas desta vez não tive tempo). A certa altura houve lá uma subida que me deu cabo do juízo porque estava-me a sentir com pouca força nas pernas (e eu normalmente subo bem) e aquilo parecia que nunca mais acabava. Já ontem no treino em Monsanto tinha estado com alguma dificuldade em subir… Mas pronto, tive de me aguentar à bronca e não desanimar com a falta de resposta das pernas.

Como o que sobe tem de descer, a certa altura aquilo começou a descer. Os últimos dois quilómetros eram novamente em terreno sem desnivel, portanto a coisa estava bem encaminhada. Colei-me a um senhor que me tinha passado na subida e fui com ele até que estava perto o suficiente para aumentar um pouco mais o ritmo. Passei a meta em sprint. Estava tão concentrado no sprint que não parei logo o relógio…

Resultado 46:16 (min), que é um novo record pessoal 🙂

O Garmin marcou 10.22 Km.

Ainda um Pirata…

Janeiro 8, 2011

Duas semanas depois do ataque pirata ao Parque Florestal do Monsanto, os piratas desorganizadores lembraram-se de ir atacar a Margem Sul: o alvo era o Parque da Paz, em Almada. O nome do ataque pirata era “1º Super Trail Nocturno Amigos do Parque da Paz”. Como é que um ataque pirata pode ter nome ? Fácil: é pirata. 🙂

Num instante se inscreveram mais de 90 piratas. No próprio dia apareceram mais de 100.

Eu e o Luís estavamos novamente na lista.

A primeira parte do percurso constituia em correr um pouco no Parque e depois sair do mesmo e correr pelas ruas de Almada, regressando novamente ao Parque. Uma volta de 10 ou 11 Km. A segunda parte era um percurso dentro do próprio Parque da Paz, com mais uns 5 Km.

A pirataria começou e lá fomos nós para dentro de Almada. Eu não conheço a cidade, portanto, em geral, não sei detalhar por onde é que andamos a passar…

Foi interessante ver a reacção das pessoas. A certa altura passámos por restaurantes e dava para ver as pessoas lá dentro a olharem para nós. Algumas sorriam. Não sei o que lhes passou pela cabeça, mas agora que penso nisso, como seria a minha reacção se estivesse a jantar num restaurante e, de repente, passassem montes de gajos a correr com luzes na testa? Será que ficava com vontade de me juntar? Quem sabe :).

Desta vez houve algum cuidado dos “padrinhos” em lembrar o pessoal que ia à frente a acalmar o ritmo para evitar quebras como as que aconteceram na pirataria original, em Monsanto.

Para mim, o primeiro ponto alto, foi a subida até ao Cristo Rei. Uma inclinação interessante que dava vontade de correr depressa por ali acima. A certa altura o próprio “padrinho” até “autorizou” a malta que estivesse com vontade de soltar por ali acima a fazê-lo, desde que se esperasse no topo, ao pé do Cristo Rei.

A certa altura, no regresso ao Parque da Paz, lá houve uma pirataria do percurso: o grupo da frente não conhecia bem a coisa (típico :p) e andou alguns metros em frente, em vez de virar à esquerda. Até que alguém mais atrás começou a dizer que era para virar… toca a andar na outra direcção para corrigir o percurso.

De volta ao Parque, andámos ali às voltas a saltar poças de água e afins. A certa altura, ao olhar para trás, vi uma fila enorme de luzes dos frontais… Pareciam pirilampos :). Criou-se uma imagem fantástica para colorir aquela experiência.

Na parte final fizemos praí 1 Km de trilhos mais “técnicos” (o chão estava cheio de raízes e desníveis) e isto foi, para mim o segundo ponto alto, a confirmar que gosto mesmo de correr em chão maluco. Depois disto foi só correr em direcção ao estádio do Cova da Piedade (que cedeu uma sala para a gente se juntar e comer), onde re-encontrei o Luís (que tinha dado cabo dos ténis durante a corrida e acabou com parte das duas solas na mão) e onde nos esperavam montes de bolos }:) :oops:, pão, frango e outros alimentos (uns oferecidos por uma pastelaria da zona, outros oferecidos por alguns dos piratas).

Como sou da margem norte, dificilmente me passaria pela cabeça ir correr a Almada. Sem esta pirataria possivelmente nunca iria correr lá de baixo do Ginjal até ao Cristo Rei. E quem sabe se alguma vez iria experimentar os trilhos “técnicos” do Parque da Paz ? 🙂

Estas coisas estão a pegar. Até já há propostas para Treinos ao Luar, na praia. Enfim, isto está cheio de malucos que adoram correr à molhada 🙂

2010

Janeiro 2, 2011

Pontos altos de 2010 em termos de corrida:

Fiz 15 provas

Mais do triplo das que tinha feito em 2009.

Terminei todas as provas que comecei

Em 2009 não acabei uma das quatro provas nas quais entrei.

Corri uma Meia-Maratona em prova

Mais 3 treinos de 21 Km e um de 24 Km. E fiquei com vontade de correr mais….

Melhorei o meu tempo aos 10 Km

Mas ainda um bocado para falta baixar dos 48:46 (min) para os 45 minutos 🙂

Fiz uma pirataria

E diverti-me muito a correr em Monsanto, à noite, com bocados de lama a saltar-me para as pernas 🙂

(Vamos lá ver o que trás 2011…)