Ainda um Pirata…

Duas semanas depois do ataque pirata ao Parque Florestal do Monsanto, os piratas desorganizadores lembraram-se de ir atacar a Margem Sul: o alvo era o Parque da Paz, em Almada. O nome do ataque pirata era “1º Super Trail Nocturno Amigos do Parque da Paz”. Como é que um ataque pirata pode ter nome ? Fácil: é pirata. 🙂

Num instante se inscreveram mais de 90 piratas. No próprio dia apareceram mais de 100.

Eu e o Luís estavamos novamente na lista.

A primeira parte do percurso constituia em correr um pouco no Parque e depois sair do mesmo e correr pelas ruas de Almada, regressando novamente ao Parque. Uma volta de 10 ou 11 Km. A segunda parte era um percurso dentro do próprio Parque da Paz, com mais uns 5 Km.

A pirataria começou e lá fomos nós para dentro de Almada. Eu não conheço a cidade, portanto, em geral, não sei detalhar por onde é que andamos a passar…

Foi interessante ver a reacção das pessoas. A certa altura passámos por restaurantes e dava para ver as pessoas lá dentro a olharem para nós. Algumas sorriam. Não sei o que lhes passou pela cabeça, mas agora que penso nisso, como seria a minha reacção se estivesse a jantar num restaurante e, de repente, passassem montes de gajos a correr com luzes na testa? Será que ficava com vontade de me juntar? Quem sabe :).

Desta vez houve algum cuidado dos “padrinhos” em lembrar o pessoal que ia à frente a acalmar o ritmo para evitar quebras como as que aconteceram na pirataria original, em Monsanto.

Para mim, o primeiro ponto alto, foi a subida até ao Cristo Rei. Uma inclinação interessante que dava vontade de correr depressa por ali acima. A certa altura o próprio “padrinho” até “autorizou” a malta que estivesse com vontade de soltar por ali acima a fazê-lo, desde que se esperasse no topo, ao pé do Cristo Rei.

A certa altura, no regresso ao Parque da Paz, lá houve uma pirataria do percurso: o grupo da frente não conhecia bem a coisa (típico :p) e andou alguns metros em frente, em vez de virar à esquerda. Até que alguém mais atrás começou a dizer que era para virar… toca a andar na outra direcção para corrigir o percurso.

De volta ao Parque, andámos ali às voltas a saltar poças de água e afins. A certa altura, ao olhar para trás, vi uma fila enorme de luzes dos frontais… Pareciam pirilampos :). Criou-se uma imagem fantástica para colorir aquela experiência.

Na parte final fizemos praí 1 Km de trilhos mais “técnicos” (o chão estava cheio de raízes e desníveis) e isto foi, para mim o segundo ponto alto, a confirmar que gosto mesmo de correr em chão maluco. Depois disto foi só correr em direcção ao estádio do Cova da Piedade (que cedeu uma sala para a gente se juntar e comer), onde re-encontrei o Luís (que tinha dado cabo dos ténis durante a corrida e acabou com parte das duas solas na mão) e onde nos esperavam montes de bolos }:) :oops:, pão, frango e outros alimentos (uns oferecidos por uma pastelaria da zona, outros oferecidos por alguns dos piratas).

Como sou da margem norte, dificilmente me passaria pela cabeça ir correr a Almada. Sem esta pirataria possivelmente nunca iria correr lá de baixo do Ginjal até ao Cristo Rei. E quem sabe se alguma vez iria experimentar os trilhos “técnicos” do Parque da Paz ? 🙂

Estas coisas estão a pegar. Até já há propostas para Treinos ao Luar, na praia. Enfim, isto está cheio de malucos que adoram correr à molhada 🙂

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