Archive for Abril, 2012

35 km / semana – a execução

Abril 30, 2012

Durante as últimas três semanas de Abril, executei o pseudo-plano sobre o qual tinha anteriormente falado, com o objectivo de voltar a correr regularmente e de começar a perder algum peso extra que ganhei  durante o primeiro trimestre deste ano, devido a poucos cuidados com a alimentação e à realização de pouco exercício físico.

Segue-se o relatório de cada uma das semanas.

Primeira semana (9 a 15 de Abril):

  • 2ª feira, 11 km
  • 4ª feira, 10.5 km
  • 6ª feira, 7.5 Km
  • Domingo, 20 km

Total da semana: 11 + 10.5 + 7.5 + 20 = 49 km (objectivo alcançado).

Nesta primeira semana acabei por fazer bem mais do que os 35 km, muito à custa de ter feito uma prova de 20 km no final da semana.

Segunda semana (16 a 22 de Abril):

  • 3ª feira, 7.5 km
  • 5ª feira, 12 km
  • Sábado, 6 km
  • Domingo, 19 km

Total da semana: 7.5 + 12 + 6 + 19 = 44.5 km

Novamente acima dos 35 km de forma folgada, embora não tanto como na semana anterior. Não sou grande apreciador de treinos abaixo dos 7 km

Terceira semana (23 a 29 de Abril)

  • 5ª feira, 12 km
  • Sábado, 15.5 km
  • Domingo, 11.5 km
Esta semana não me portei tão bem, embora tenha conseguido alcançar os 35 km. Na segunda-feira foi dia de folga, na terça-feira estava cansado. Na quarta cansado estava… Acabei por fazer apenas 3 treinos e por condensar o treino quase todo no fim de semana, o que não é bom pois amanhã (terça-feira, dia 1) vou fazer a Corrida do Primeiro de Maio, e devia ter descansado mais no fim de semana.

Total da semana: 12 + 15.5 + 11.5 = 38 km (objectivo alcançado).

 

Resumindo…

 

Em Abril corri 12 vezes, 11 das quais dentro deste pseudo-plano. Em Março tinha feito 8 corridas, com cerca de 95 Km. Em Abril as 12 corridas deram mais de 145 Km…

A melhoria só não foi mais notória porque só comecei com este objectivo na segunda semana de Abril…

 

A desvantagem de correr com um objectivo fixo em termos de distância mas sem fixar os dias em que se vai correr é que, caso não se seja regular, fazem-se parvoíces como acumular muita distância em poucos dias. Isto é algo a melhorar.

O calendário com os treinos de Abril

 

Olhando aqui para o calendário dá para perceber a diferença entre a balda do início do mês e a maior regularidade de treinos do resto do mês.

Objectivo para Maio: vou manter os 35 Km por semana como mínimo, mas vou tentar ser mais regular de forma nos treinos. Era interessante nunca estar mais de dois dias seguidos sem correr.

Agora vem aí a corrida do Primeiro de Maio e, no Domingo, a Meia-Maratona na Areia. Nunca corri grande distância em areia, portanto vai ser um bom desafio…

Prova Livre da Estafeta Cascais -> Oeiras -> Lisboa

Abril 17, 2012

No passado Domingo, fui até ao Estoril para participar, pela segunda vez, nesta “Prova Livre” de 20 Km. A ideia é começar no Estoril e acabar em Lisboa ao pé dos Jerónimos, passando por Oeiras, sempre à beira-mar.

A “Estafeta” propriamente dita já conta com 73 anos de história, mas a “Prova Livre” vai apenas na segunda edição. No ano passado tinha lá estado a fazer de lebre (grande falhanço) mas este ano já lá fui na onda competitiva, para testar a minha forma.

Fiz a viagem de comboio, partindo no Cais do Sodré. Gosto de andar de comboio nesta linha pois a paisagem é muito agradável (bem melhor do que a linha de Sintra) e como já se sabe, isto que eu faço não é desporto, é turismo desportivo.

Por um erro de planeamento não comi quase nada de manhã: apenas um yogurt, umas dentadas numa maça que estava meio… duvidosa, e uns rebuçados que tinha trazido do restaurante Japonês onde tinha jantado no Sábado à noite.

Estava um pouco preocupado com este fraco abastecimento matinal mas, felizmente, o jantar do dia anterior tinha sido bem carregado em hidratos de carbono…

Esta prova tem um percurso cheio de sobe e desce. Começa numa subida, à qual se segue uma descida longa, à qual se se uma subida inclinada, à qual se segue outra descida, à qual se segue outra subida inclinada (sim, é mesmo assim) e só depois estabiliza mais ou menos em recta durante alguns quilómetros. É um percurso que facilmente faz mossa naqueles quilómetros iniciais.

Comecei a prova num ritmo conservador (parece que o juízo está a voltar). Estava algum frio, o que facilita imenso a prática da corrida. Fui rolando e passei aos 5 Km com cerca de 26 minutos. Mais alguns quilómetros num ritmo conservador e passei aos 10 km com 52 minutos e meio. Por esta altura estava a passar por Oeiras e já havia algum sol mais forte, mas nada que incomodasse, até porque tinha levado o meu chapéu do deserto.

No abastecimento dos 10 km aconteceu uma coisa um bocado caricata: ia para apanhar uma garrafa e o distribuidor de água puxou a mesma da minha frente. Já aconteceu outros corredores roubarem a água, mas o distribuidor… é inédito. Aposto que vinha alguma rapariga bonita atrás de mim… Mandei uma boca e apanhei outra garrafa no distribuidor seguinte.

Mais alguns quilómetros a rolar à beira-mar (a paisagem desta prova é muito bonita) e finalmente cheguei à zona do Jamor. Nesta altura, começou a chover de forma significativa… Bem, admito que a chuva veio mesmo a jeito porque ajudou a arrefecer sem ter de desperdiçar água e isso ajudou-me a preparar o arranque para os 5 quilómetros finais. Nesta altura (15 Km) ia com cerca de 1h19m, ou seja, continuava dentro do ritmo que tinha feito até então.

Nos últimos cinco quilómetros ganhei algum ritmo e fiz quatro quilómetros a ritmos abaixo de 5 min/km.

O Garmin marcou 20.16 Km feitos em 1h43m59s.

Acabei por ficar satisfeito com o resultado. Foram menos alguns minutos do que o tempo feito há 2 meses nos 20 Km de Cascais, embora a temperatura me tenha ajudado. O mais relevante foram mesmo os últimos cinco quilómetros, nos quais já notei algumas melhorias de forma. O facto de ter tido cabeça e ter conseguido gerir o ritmo inicial de forma a acabar a prova em crescendo de ritmo também é positivo.

Em relação à organização, não tenho grande coisa a assinalar, salvo aquela história da garrafa de água, que vou atribuir à eventual existência de alguma deusa que devia merecer mais a água do que eu.

De resto, gosto muito do percurso desta prova e claramente é daquelas a repetir.

35 km / semana

Abril 9, 2012

Bem, hoje tive esta brilhante ideia:

começando hoje e até ao final de Abril, vou tentar fazer 35 km / semana em corrida. Estou preocupado apenas com distância e não com o tipo de treinos.

Objectivos

  • recuperar alguma forma e endurance;
  • perder algum peso (estou com mais 4 / 5 Kg do que o meu peso da Maratona e com mais uns 6/7 Kg do que o meu peso na altura em que fazia os 10 km em 45 minutos);

Não há um plano de treino rígido e posso distribuir os Km como bem me apetecer, embora sujeito às seguintes regras:

  • no final de cada semana, tenho de ter feito pelo menos 35 Km;
  • treinos acima de 25 Km só contam 25 Km
    • (o objectivo disto é evitar cair na tentação de fazer treinos muito grandes para compensar a falta de treinos durante a semana);
  • treinos abaixo de 3 Km não contam (apenas para evitar cair na tentação de para a meio de um treino);
  • eventuais “excessos” não transitam para a semana seguinte.
  • distância percorrida em prova também conta para o total semanal;
Porquê 35 Km?
 
A razão principal é que é uma quilometragem semanal que, não sendo muito exigente, já pede 3 ou 4 treinos para ser feita sem haver grandes cargas num só dia. Também é uma distância que é um bom ponto de entrada para treino de maratona (no ano passado não estava a correr essa distância quando arranquei com o plano para a Maratona).
 
No final do mês vou reavaliar este pseudo-plano e, eventualmente, definir algo semelhante para os próximos meses.

Comecei hoje, com 11 Km feitos.

Off topic: As crises

Abril 9, 2012

Este fim de semana fui visitar uma das minhas avós, que vive numa zona rural. Enquanto lá estava, apareceram por lá umas vizinhas dela para nos cumprimentar. Uma delas trazia uma criança, que era um dos seus netos.

Pouco depois, essa senhora foi-se embora, mas o míudo ficou por lá. Uma das outras vizinhas chamou-me ao lado e disse-me algo deste género:

“Ó Bruno, tens de levar este para tua casa. A mãe abandonou-o há dois anos…”

Comecei a falar com o míudo, perguntei-lhe a idade e quando é que fazia anos. Depois resolvi perguntar-lhe se gostava mais de fazer anos ou do Natal…

<muído> Do Natal.

<eu> Porquê?

<miúdo> Porque me dão prendas.

<eu>E nos anos, não tens prendas?

<miúdo> Não.

<eu> Mas tens bolo de anos.

<miúdo> Não…

<eu> Porquê?

<miúdo> Porque não compram.

<eu> Então e no Natal, tens bolo-rei?

<miúdo> Não, não compram.

Era claramente cada tiro, cada melro. Fiquei-me a sentir um bocado mal e fui à loja comprar um ovo da Páscoa para lhe dar.

Para meter em perspectiva as alturas em que nos queixamos das crises: há sempre alguém bem pior…

Obviamente eu sei que estas situações são comuns, mas acho que muitas vezes acabo por estar tão longe delas que acabo por me ir abstraindo das mesmas. Claro que eu vejo pedintes aos montes nas ruas de Lisboa, mas uma coisa é ver e saber que existem, e outra coisa bem diferente é falar com as pessoas e ouvir as suas histórias. De vez em quando convém que nos lembremos que isto acontece. Não custa nada fazer um pequeno gesto que, não mudando a vida das pessoas, pode melhorar um bocadinho do dia.

(Entrando um bocadinho no tópico: na Meia-Maratona na Areia deste ano haverá recolha de alimentos e roupa para entrega a uma associação de solidariedade social.)

Corrida dos Sinos (Mafra, 2012)

Abril 1, 2012

Hoje fui até Mafra para participar, pela segunda vez, nesta prova de 15 Km.

O tempo não estava grande coisa e antes da partida ainda choveu durante mais de meia hora.

Enquanto esperava na zona da partida ainda havia chuva a cair, o que não estava a ser muito agradável. A vantagem é que a temperatura estava baixa, o que é quase sempre bom para correr, e provavelmente acabou por me ajudar durante a prova.

Nesta prova o “tiro de partida” é dado através do toque de um sino (muito temático). Depois do sino arranquei e fui nas calmas encostado à direita. Não estava com grande pressa pois não queria ter uma quebra como a da semana passada na Meia-Maratona.

Passado um bocado, apareceu uma alteração ao percurso relativamente ao ano passado: havia um corte para obras na estrada, o que fez com que o percurso da corrida fosse dar a volta ao Mosteiro. Nisto, acabei por descobrir que as traseiras do Mosteiro são um quartel do exército.

Passando o quartel e dando a volta ao Mosteiro, comecei-me a lembrar que o percurso desta prova é bastante enganador: a primeira metade é bastante fácil, pois tem muitas descidas longas, e a segunda metade implica voltar para trás, sendo quase toda a subir. Ao lembrar-me disto resolvi ir ainda com mais calma, para conseguir voltar para trás em condições (estratégia que já tinha dado bons resultados no ano passado).

Havia montes de corredores, alguns deles provavelmente incautos, a aproveitar o embalo da descida. Apesar da tentação fui-me mantendo no meu ritmo.

Chegando ao ponto de retorno, por volta do 8º Km, era altura de subir. Eu até gosto de subir e tinha poupado energia, portando fui recuperando caminho a muita gente, o que acaba por ser motivador.

E os quilómetros lá foram passando, até chegar ao 14º e à entrada do parque desportivo de Mafra. Os últimos 750 metros (mais ou menos) desta prova são feitos dentro do Parque, numa volta que eu acho um bocado chata, pois existe uma primeira fase em que nos afastamos da meta para depois voltar na direcção oposta. Tive uma ligeira quebra nesta fase e até chegar à pista de tartan.

Eu tinha vindo a pensar se tinha energia para tentar um sprint no final. Não estava plenamente convencido, mas quando entrei na curva antes da recta da meta, consegui meter um ritmo mais forte. Nisto, sinto que vem um corredor atrás de mim, pela direita, também em sprint. Tive imediatamente a reacção de sprintar ainda mais rápido, para não o deixar passar… e consegui.

O mais engraçado do final desta prova é que é propício a estas coisas, pois o estádio tem uma bancada onde se junta muita gente para ver os corredores a chegar. Estas pessoas têm alguma tendência a apoiar bastante chegadas, principalmente quando são sprints parvos de pessoal que não via ganhar nada na prova :). No meio disto, devo ter feito um dos finais em sprint mais rápidos da minha “carreira”.  Já no no ano passado também tinha terminado esta prova de forma parecida. Depois de passar a linha fui cumprimentar o adversário (também um rapaz novo e bem disposto), pois acho que o meu sprint só foi tão forte porque causa da pressão causada pelo sprint dele.

Acabei a prova com 1h16m04s. No ano passado tinha feito 1h10m42s. Apesar do tempo final não ser grande coisa, a “estratégia” do ritmo calmo ao inicio resultou bem pois não tive nenhuma quebra forte e fiz a prova em crescendo de ritmo. Ainda assim, este tempo foi bem melhor do que o tempo que fiz nos 15 Km das Lezirias no mês passado, embora o percurso e a temperatura tenham ajudado.

No final lá me deram o típico Sino. Desta vez é de vidro, bem mais pesado do que o de porcelana que me deram no ano passado. Claramente uma prova a repetir, nem que seja para poder fazer o sprint final em frente das bancadas… e trazer mais um Sino.

(Seguem-se os 20 Km da Prova Livre da Estafeta Cascais -> Oeiras -> Lisboa…)

Meia-Maratona de Lisboa (2012)

Abril 1, 2012

No Domingo passado fui até ao Pragal para correr de volta para Lisboa na Meia-Maratona naquela que provavelmente é a prova mais populada (e mais popular) do país (pelo que li uns dias antes, estavam cerca de 37 mil pessoas inscritas nesta edição).

Não sou grande apreciador do percurso desta prova pois, tirando um dos quilómetros iniciais, é muito em linha, o que não me favorece nada (pode parecer estranho, mas dou-me melhor em provas com sobe e desce, mesmo quando o “sobe” é significativo). No entanto é uma prova à qual gosto de voltar, apesar da confusão, talvez por ter sido a primeira na qual participei (quando era miudo fui duas vezes à mini). Também não há muitas meias-maratonas cá em Lisboa, portanto há que aproveitar.

Acordei às 6h00 para apanhar o comboio da CP das 7h30, que chegaria a Sete-Rios às 7h48, mesmo a tempo de mudar para o comboio da Fertagus em direcção ao Pragal que partia às 7h49. Pequeno problema: o comboio da CP chegou dois minutos atrasado e quando cheguei a Sete-Rios, já o comboio da Fertagus tinha partido… Enfim, foi só meia hora de sono para o caraças.

Esperei mais meia hora e lá apanhei o comboio seguinte, que vinha cheio e ficou apinhado com as pessoas que entraram em Sete-Rios. Logo aqui assisti a uma situação parva: uma funcionária da Fertagus fechou a porta do comboio, devido à enchente verificada. Logo a seguir um artista que estava de fora resolveu voltar a abrir a porta. Logo aqui começou um diálogo “interessante”:

<funcionária da Fertagus> Você não abre a porta depois de eu a fechar!

<artista> Não abro porquê?

Após isto a funcionária começou a mandar vir com ele e meteu-o no devido lugar… Nada como um teatrinho matinal para começar o dia de forma animada.

Chegado ao Pragal, fiz o percurso do costume até à ponte. Ao contrário do ano passado, a passagem para o tabuleiro da ponte não estava bloqueada, pelo que consegui descer logo para o mesmo, sem qualquer tempo de espera (uma melhoria muito significativa em relação ao ano passado). Ao chegar ao tabuleiro deparei-me com a carrinha dos Comandos que trazia os seus “representantes” (que, tal como no ano passado, correram a meia-maratona de botas, para envergonhar o pessoal dos ténis da moda). Um pouco mais à frente, e tal como no ano passado, havia uma separação fisica entre as pessoas das duas provas, o que me permitiu ficar bem colocado para conseguir partir e correr à vontade.

Enquanto esperava ia vendo o pessoal que estava à volta e ia reconhecendo algumas caras. Vi por lá um grupo de três espanhois (ou italianos, já não me lembro) todos equipados da mesma forma, com uns protectores contra o frio nos braços (amarelos e alusivos à Maratona de NY) que me pareciam bem familiares. Não sei se os tinha visto na Maratona de Lisboa (em Dezembro de 2011) ou na edição do ano passado desta mesma prova. Também estavam por lá um grupo de alemães no qual se destacava uma moça com uns olhos azuis muito bonitos e familiares… mas pronto, podia ser só a minha imaginação, de tão bonitos que eram…

A certa altura chegam três personagens portugueses muito estranhos: não tinham aspecto físico de corredores e um deles tinha uma camisa de flanela. Pensei que se tivessem enganado e que fossem da mini, mas tinham dorsais da meia. O mais engraçado foi quando começaram a sacar de equipamento: o da camisa de flanela tinha um Garmin e começou a beber isótonico como se fosse água, outro deles tinha vários pacotes de gel numa bolsa à cintura… enfim, fiquei curioso para ver como se iam portar, mas não os voltei a ver durante a prova.

O tempo ia passando e de 15 em 15 minutos a organização deixava o pessoal aproximar-se um pouco mais da linha de partida. E lá deram o arranque…

Tenho de admitir uma coisa: Eu não sei correr esta prova. Provavelmente porque não lhe tenho o devido respeito, apesar de no ano passado me ter custado imenso a fazê-la e a trazer de lá o que na altura era um record pessoal (por cerca de 4 minutos).

Comecei com um ritmo mais alto do que devia e por volta do 10º quilómetro comecei a notar a quebra. Já no ano passado tinha sido assim. Por essa altura começou também a aparecer o calor e foi-me custando cada vez mais percorrer o espaço.

Este ano havia imensa gente a correr a minha volta. Talvez tenha notado mais pessoas por ir num ritmo mais lento do que no ano passado, mas de qualquer forma pareceu-me que havia mesmo muita gente a fazer a meia.

Por volta do 15º e até ao 18º Km, passou-me várias vezes pela cabeça encostar ao lado e andar um bocado. Mas lá me fuiaguentando e, no ponto de retorno, consegui recuperar algum ânimo.

No final da prova o meu Garmin marcava 1h54m30s, o que é o meu pior tempo de sempre numa meia-maratona. No ano passado tinha feito 1h50m54s nesta prova.

Sobre a organização, parece-me que as pessoas por trás desta prova têm aprendido com os seus erros. No entanto, continuo com algumas críticas, que já tinha feito no ano passado:

  • A hora de início é muito tardia: Começar a correr uma meia-maratona às 10h30m leva a que grande parte dos corredores populares esteja a correr na altura em que o sol está mais alto.
  • Abastecimentos sólidos muito tardios: de que servem as bananas ao Km 18º / 19º ?

De resto, há vários pequenos pormenores que se podiam apontar, mas são coisas essencialmente de logística que me parecem complicadas de gerir quando estão mais de 30 mil pessoas a participar num evento. De resto, havia abastecimentos líquidos (água e isotónico) com fartura e até Gel de energia distribuíram.

Este ano foi a sexta vez que percorri a Ponte 25 de Abril a pé: quatro vezes na mini-maratona e duas vezes na meia-maratona. Espero voltar no próximo ano, para, com algum juízo, fazer um tempo de jeito…