Meia-Maratona de Lisboa (2012)

No Domingo passado fui até ao Pragal para correr de volta para Lisboa na Meia-Maratona naquela que provavelmente é a prova mais populada (e mais popular) do país (pelo que li uns dias antes, estavam cerca de 37 mil pessoas inscritas nesta edição).

Não sou grande apreciador do percurso desta prova pois, tirando um dos quilómetros iniciais, é muito em linha, o que não me favorece nada (pode parecer estranho, mas dou-me melhor em provas com sobe e desce, mesmo quando o “sobe” é significativo). No entanto é uma prova à qual gosto de voltar, apesar da confusão, talvez por ter sido a primeira na qual participei (quando era miudo fui duas vezes à mini). Também não há muitas meias-maratonas cá em Lisboa, portanto há que aproveitar.

Acordei às 6h00 para apanhar o comboio da CP das 7h30, que chegaria a Sete-Rios às 7h48, mesmo a tempo de mudar para o comboio da Fertagus em direcção ao Pragal que partia às 7h49. Pequeno problema: o comboio da CP chegou dois minutos atrasado e quando cheguei a Sete-Rios, já o comboio da Fertagus tinha partido… Enfim, foi só meia hora de sono para o caraças.

Esperei mais meia hora e lá apanhei o comboio seguinte, que vinha cheio e ficou apinhado com as pessoas que entraram em Sete-Rios. Logo aqui assisti a uma situação parva: uma funcionária da Fertagus fechou a porta do comboio, devido à enchente verificada. Logo a seguir um artista que estava de fora resolveu voltar a abrir a porta. Logo aqui começou um diálogo “interessante”:

<funcionária da Fertagus> Você não abre a porta depois de eu a fechar!

<artista> Não abro porquê?

Após isto a funcionária começou a mandar vir com ele e meteu-o no devido lugar… Nada como um teatrinho matinal para começar o dia de forma animada.

Chegado ao Pragal, fiz o percurso do costume até à ponte. Ao contrário do ano passado, a passagem para o tabuleiro da ponte não estava bloqueada, pelo que consegui descer logo para o mesmo, sem qualquer tempo de espera (uma melhoria muito significativa em relação ao ano passado). Ao chegar ao tabuleiro deparei-me com a carrinha dos Comandos que trazia os seus “representantes” (que, tal como no ano passado, correram a meia-maratona de botas, para envergonhar o pessoal dos ténis da moda). Um pouco mais à frente, e tal como no ano passado, havia uma separação fisica entre as pessoas das duas provas, o que me permitiu ficar bem colocado para conseguir partir e correr à vontade.

Enquanto esperava ia vendo o pessoal que estava à volta e ia reconhecendo algumas caras. Vi por lá um grupo de três espanhois (ou italianos, já não me lembro) todos equipados da mesma forma, com uns protectores contra o frio nos braços (amarelos e alusivos à Maratona de NY) que me pareciam bem familiares. Não sei se os tinha visto na Maratona de Lisboa (em Dezembro de 2011) ou na edição do ano passado desta mesma prova. Também estavam por lá um grupo de alemães no qual se destacava uma moça com uns olhos azuis muito bonitos e familiares… mas pronto, podia ser só a minha imaginação, de tão bonitos que eram…

A certa altura chegam três personagens portugueses muito estranhos: não tinham aspecto físico de corredores e um deles tinha uma camisa de flanela. Pensei que se tivessem enganado e que fossem da mini, mas tinham dorsais da meia. O mais engraçado foi quando começaram a sacar de equipamento: o da camisa de flanela tinha um Garmin e começou a beber isótonico como se fosse água, outro deles tinha vários pacotes de gel numa bolsa à cintura… enfim, fiquei curioso para ver como se iam portar, mas não os voltei a ver durante a prova.

O tempo ia passando e de 15 em 15 minutos a organização deixava o pessoal aproximar-se um pouco mais da linha de partida. E lá deram o arranque…

Tenho de admitir uma coisa: Eu não sei correr esta prova. Provavelmente porque não lhe tenho o devido respeito, apesar de no ano passado me ter custado imenso a fazê-la e a trazer de lá o que na altura era um record pessoal (por cerca de 4 minutos).

Comecei com um ritmo mais alto do que devia e por volta do 10º quilómetro comecei a notar a quebra. Já no ano passado tinha sido assim. Por essa altura começou também a aparecer o calor e foi-me custando cada vez mais percorrer o espaço.

Este ano havia imensa gente a correr a minha volta. Talvez tenha notado mais pessoas por ir num ritmo mais lento do que no ano passado, mas de qualquer forma pareceu-me que havia mesmo muita gente a fazer a meia.

Por volta do 15º e até ao 18º Km, passou-me várias vezes pela cabeça encostar ao lado e andar um bocado. Mas lá me fuiaguentando e, no ponto de retorno, consegui recuperar algum ânimo.

No final da prova o meu Garmin marcava 1h54m30s, o que é o meu pior tempo de sempre numa meia-maratona. No ano passado tinha feito 1h50m54s nesta prova.

Sobre a organização, parece-me que as pessoas por trás desta prova têm aprendido com os seus erros. No entanto, continuo com algumas críticas, que já tinha feito no ano passado:

  • A hora de início é muito tardia: Começar a correr uma meia-maratona às 10h30m leva a que grande parte dos corredores populares esteja a correr na altura em que o sol está mais alto.
  • Abastecimentos sólidos muito tardios: de que servem as bananas ao Km 18º / 19º ?

De resto, há vários pequenos pormenores que se podiam apontar, mas são coisas essencialmente de logística que me parecem complicadas de gerir quando estão mais de 30 mil pessoas a participar num evento. De resto, havia abastecimentos líquidos (água e isotónico) com fartura e até Gel de energia distribuíram.

Este ano foi a sexta vez que percorri a Ponte 25 de Abril a pé: quatro vezes na mini-maratona e duas vezes na meia-maratona. Espero voltar no próximo ano, para, com algum juízo, fazer um tempo de jeito…

Uma resposta to “Meia-Maratona de Lisboa (2012)”

  1. bluewater68 Says:

    Bom dia. É curioso, pois passei exactamente pelos mesmos sentimentos nas mesmas ocasiões. O começar demasiado rápido, ver aos 10Km que assim não dava, a longa recta até Algés, a vontade de andar entre o Km 15 e 18, etc.
    Para o ano, se houver condições para isso, talvez repita a ida a Lisboa para fazer uma corrida que me custou bastante. Mas nesse caso, a estratégia terá de ser melhor pensada.
    22ª Meia Maratona de Lisboa EDP
    Bons treinos

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