Archive for Maio, 2012

Corrida do Guincho (2012)

Maio 27, 2012

“Entre Serra e Mar” era o sub-título desta Corrida do Guincho, organizada pela Sociedade de Instrução e Recreio de Janes, ao pé da Malveira da Serra. A prova prometia alguns trilhos e já tinha lido algures que tinha uma “subida impossível”.

A corrida começou numa zona de asfalto com um perfil bastante fácil. Comecei num ritmo calmo, quase de aquecimento. Antes do final do primeiro quilómetro entrámos numa zona de terra batida que tinha algumas descidas e onde de vez em quando havia alguém quase a cair… Nesta zona alguém que ia atrás de mim escorregou, o que me chamou à atenção para o perigo de ir ali na confusão, pelo que resolvi apertar um bocado um bocado o ritmo e ir mais para a frente.

Pouco depois tivemos de descer para uma espécie de canal. Na entrada, alguém da organização disse que “este ano está seco” e pelos vistos isso eram boas notícias. O chão era muito irregular e estava cheio de pedras e era preciso algum cuidado para não escorregar ou meter o pé no meio das pedras. Realmente com água ou lama aquilo deve ser bem pior, porque perde-se noção do caminho.

Depois disto houve uma passagem por dentro de um túnel. Pormenor engraçado: o túnel estava iluminado por pequenas tochas colocadas no lado direito.

Logo na saída do túnel havia alguma lentidão, com algumas pessoas a fazerem fila para passar uma pequena ponte de madeira (se tivesse saltado aquilo tinha ido mais depressa). Era aqui a marca do 2º km que foi logo inaugurado com mais uma subida. A partir daqui o percurso ficou simples, embora de vez em quando houvesse uma pequena subida.

Perto da zona das praias entrámos num trilho no qual só dava para passar uma pessoa de cada vez. Nesta zona havia mais uma vez algum congestionamento, pois havia pessoal um pouco mais lento que ia à frente a tapar o caminho. De vez em quando havia umas zonas onde dava para fazer ultrapassagens, e eu ia aproveitando isso para ir um pouco mais rápido.

Também havia um par de zonas em que, de repente, era preciso descer, e isso voltava a tornar o percurso mais lento. Zonas de descida estavam a ser lentas. Mal sabia eu como seriam as subidas…

Passei então à parte em que era para subir. Estava por volta do 6º km e apareceu-me pela frente mais uma zona longa daquelas em que só passa uma pessoa de cada vez. Lá fui eu, subida a cima, sempre a correr. Às vezes quase parava em resposta à malta da frente, mas maioritariamente conseguia ir a correr.

A certa altura vejo muita gente a parar para andar. “O que é que eles sabem que eu não sei”, pensei. Continuei a correr.

Um pouco mais à frente, acho que por volta da marca do 7º km, estava numa subida muito íngreme, o chão não ajudava e já vinha cansado… lá decidi fazer alguns metros a andar. Fiz essa subida a andar e voltei a meter-me a correr numa subida menos íngreme que apareceu logo a seguir. Mas não durou muito até voltar a meter-me a andar.

A certa altura, cheguei a um cruzamento numa estrada e voltei a correr normalmente até chegar à distribuição de água. A zona de distribuição de água estava colocada após uma subida à qual se seguia mais uma subida, esta ainda mais íngreme. No sentido contrário vinham pessoas da caminhada e uma delas disse algo do género “Têm aqui uma grande subida, preparem-se.”. Alguns metros depois voltei a caminhar… e um longo caminho foi.

Aquilo não era uma subida, era um muro.

Não sei quanto espaço percorri, mas foi bastante, e foi bastante lento. Do pessoal que ia à minha volta ninguém estava a correr. Foi passado por dois participantes que iam a andar mais rápido do que eu, mas não vi ninguém a correr. Não era nada fácil.

Chegado lá cima o percurso voltou ter alguma descida. Meti-me a correr, mas estava com as pernas tão cansadas que não consegui ganhar grande ritmo. Mas também não era por aí, porque pouco depois aquilo voltou a subir. E novamente a descer.

Eventualmente lá cheguei à marca do 10º Km, que me pareceu estar mal marcado e muito cedo em relação ao 9º (o meu Garmin ia com 9500 e tal nessa altura). Nesta zona já estava a conseguir correr melhor.

Eventualmente entrámos numa zona de mato fechado. À entrada, um membro da organização disse que o chão não estava grande coisa. Fiquei curioso para ver o que ia sair dali.

O que saiu foi um dos trilhos mais porreiros por onde já corri. Era uma zona tipo mato, com montes de pedras para evitar e árvores para contornar. Muito fixe e a melhor parte do percurso. Felizmente esta parte era no sentido descendente.

Saindo desta área mais fechada entrou-se numa zona muito rápida, sempre a descer. Mas ainda havia mais um par de subidas pela frente, até chegar à descida final.

Entrando na descida final a prova estava feita. Foi só descer, aproveitando a gravidade para ir mais rápido e depois ganhar balanço para a subida da meta…

No final o meu Garmin marcava 11.77 Km feitos em 1h14m20s. Se fosse uma prova de estrada, este tempo era uma bela treta. Sendo uma prova de trail e ainda por cima tendo aquela “Sra. Parede”, é um resultado satisfatório.

É uma bela prova, com um percurso bem duro. Espero lá voltar no próximo ano e dessa vez espero conseguir passar menos tempo a andar e mais tempo a correr :).

Corrida do Direito Rugby (2012)

Maio 20, 2012

Hoje fui até Monsanto para participar nesta prova organizada pelo Clube Desportivo Direito. Era a minha primeira participação nesta prova e era também a primeira prova de 10 km na qual eu ia participar este ano.

Já há alguns meses que não ia correr no Monsanto, que é um dos melhores sítios para correr em Lisboa.

Sabia que a prova ir ser à base do sobe-e-desce mas não tinha arranjado um gráfico da altimetria.

Fui cedo para Monsanto, levantei o dorsal e fiquei por lá à espera que o tempo passasse. E estava algum frio e de vez em quando caiam umas pingas de chuva.

Enquanto esperava pareceu-me ver, ao longe, um cão a correr com um dorsal… talvez fosse o sono a pregar-me alguma partida…

Um pouco antes da partida o tempo parecia e o céu estava claro. Pensei que já não fosse chover. Um pouco depois da partida, começou a chover imenso. Alguns dos participantes até pararam para se abrigarem da chuva…

A parte inicial da corrida começa com uma subida com cerca de 500 metros. Depois o percurso dá uma volta no Bairro da Boavista, onde se faz uma subida ainda mais íngreme do que a anterior. Depois volta a entrar na recta que vai ter à zona da partida, repetindo a subida inicial. Por esta altura a chuva já tinha parado. Nesta segunda passagem da subida inicial o percurso continuou numa direcção diferente, tendo desta vez passado por baixo da A5, com mais uma subida íngreme para abrandar a malta.

Um pouco antes dos 5 km passei por um cruzamento onde alguns carros estavam parados devido ao corte de transito feito pela polícia. No meio disto alguns condutores estavam a mostrar muita falta de civismo na sua forma de “reclamar” pelo corte do transito.

Lá continuei a correr, aproveitando as descidas para recuperar o tempo que ia perdendo nas subidas.

A pior subida da prova deve ser a subida do 7º km. São uns 800 metros de subida íngreme. Um pouco antes do 8º km a prova entra numa descida longa, que dura cerca de 1500 metros e que é ideal para ganhar velocidade. Foi só soltar as pernas e aproveitar a gravidade para fazer o quilómetro mais rápido da prova.

Chegado ao final da descida faltava pouco menos de 1 km para a meta. Apertei um bocadinho para fazer um final rápido, aproveitando o facto de ainda ter energia para isso.

Cheguei ao fim com 51:17 (min), tendo o Garmin marcado 10.12 km.

Fiquei satisfeito com o resultado, principalmente porque me senti sempre bem durante as subidas e porque ainda acabei com força. Esta prova é um bom desafio devido às muitas subidas que fazem parte do percurso.

Em princípio será uma prova para repetir.

Até à próxima.

Meia na Areia (Costa da Caparica, 2012)

Maio 6, 2012

Hoje fui até à Costa da Caparica para participar, pela primeira vez, na Meia-Maratona na Areia. Esta prova é organizada pel’ O Mundo da Corrida e tem boa fama (“por corredores, para corredores” e essas coisas). Era para lá ter ido em 2011, mas, por alguma razão que agora não me lembro, acabei por não ir. Este ano não quis deixar passar a oportunidade e inscrevi-me atempadamente.

Nunca tinha corrido grande distância em areia de praia. Já tinha feito alguns treinos em que passei alguns metros em areia de praia e já tinha feito algumas corridas em dias de praia, mas acho que nunca tinha feito um quilómetro sequer seguido em areia de praia. Por esta razão, não tinha grandes expectativas e ia lá para ver como era correr em areia.

Chegado à Caparica fui buscar o dorsal. No saco do dorsal vinha uma t-shirt técnica alusiva à prova, o dorsal (feito de um material mais rijo do que o normal) e o chip preso ao dorsal.

O tempo estava agradável e não havia sinal do vento que eu tinha lido que às vezes aparece naquela zona.

Deram o arranque e lá fui eu à descoberta da areia. A partida é feita numa zona em que a areia está seca e muito mexida, o que causou alguma dificuldade de locomoção. O pelotão rapidamente se deslocou para a zona da areia molhada e compacta, e a partir daí as coisas ficaram mais normalizadas.

Já me tinham dito que, como a areia está molhada, a coisa parece estrada mas… era um bocadito para o diferente. Ainda ia no primeiro quilómetro e começa-me a doer a parte da frente da perna. Parecia que o “feedback” que a perna recebia do chão era diferente do costume. Estava a correr à volta de 5m30s/km mas ia em esforço. Até parecia que estava a correr em trilhos.

O pelotão não demorou muito tempo a partir-se aos bocados.

Andei durante muito tempo a correr à volta dos 5:20 / 5:30 (min/km).

Quando estava a chegar aos 10 km, comecei a ver alguns corredores a correr na minha direcção. O engraçado foi que o pessoal estava totalmente espalhado no areal: uns mais junto à água, uns mais para cima. Nunca tinha visto tal coisa numa prova (normalmente, em estrada, as vias encontram-se bem definidas).

Uma coisa muito boa desta prova é a envolvente: azul imenso de um lado, verde do outro lado. No meio estava a areia castanha que era a coisa chata e que impedia a progressão. Em termos de envolvente acho que esta é das provas mais bonitas em que já participei, a par com o Grande Prémio “Fim da Europa” (que este ano não se realizou por razões financeiras).

Passei aos 10 Km com 55 minutos. Apanhei o abastecimento líquido mas nem vi que também lá havia bananas e laranjas (grande falha minha). Depois da marca dos 10 Km ainda se percorreu alguma distância na mesma direcção, até chegar ao ponto de retorno. Para retornar era necessário fazer uma curva para entrar numa zona que implicava entrar na areia mole. Ou seja, estava a tentar curvar em areia mole sem perder velocidade. Não caí mas aquilo foi um bocado atabalhoado.

Voltando a passar na zona dos 10 km lá reparei na fruta e lembrei-me que tinha marmelada no bolso, portanto desatei a comer um cubo. Já há muito tempo que não comia cubos de marmelada durante uma corrida.

Se antes de fazer a primeira metade da prova já tinha notado que o pelotão estava um bocado partido, no regresso a coisa ainda parecia “pior”, com muitos corredores a correr a solo.

Ia olhando para o relógio e estava-me a parecer que o regresso estava a ser ligeiramente mais fácil. Talvez o terreno estivesse melhor, talvez fosse o corpo a pedir mais velocidade. Não sei ao certo. Eu estava a fazer melhores tempos do que na primeira metade, portanto fui passando algumas pessoas. No entanto continuava a ser cansativo progredir naquele terreno.

No abastecimento dos 15 km aconteceu uma coisa meio tola: algumas pessoas ficaram paradas à volta da mesa de abastecimento, o que fez com que fosse preciso parar para conseguir apanhar água.

Um pouco depois passei numa das tendas da organização (acho que era o 5º km) e estava por lá o José Magro que me reconheceu e puxou por mim. Costumo ver o José nas provas, mas normalmente é a correr. Desta vez ele estava de “serviço” à prova.

A certa altura olho em frente e vejo que à minha frente é só areia e banhistas, pelo menos durante uns 50 metros. Mais ao longe via alguns corredores, mas só me passava pela cabeça que “nem pensar que eu consigo apanhar aqueles, a não ser que quebrem imenso”.

Nos 19 km olhei para o relógio: ia abaixo de 1h44m, portanto com algum esforço extra ainda dava para fazer abaixo da 1h55m. Comecei a meter mais algum ritmo. Os dois últimos quilómetros foram os mais rápidos que fiz na prova (do 19º ao 20º em 5:15.5 s e do 20º ao 21º em 5:00.9 s). Neste bloco ainda apanhei alguns corredores (afinal era possível) e pareceu-me que estavam todos em quebra, até porque acho que ninguém tentou sequer aproveitar a (minha) boleia…

Para chegar ao final era necessário voltar a subir para a zona da meta que, como referi anteriormente, era na areia mole. Lá fui subindo e a vontade de sprintar apareceu. Mas como é que se faz um sprint naquela areia maluca? Já estava com dificuldades só para me equilibrar… e lá cruzei a meta, cansado mas satisfeito.

No final o relógio marcava 1h50m40s. Este foi o meu pior tempo numa meia-maratona, mas o facto de ser na areia torna a prova mais difícil do que uma meia de estrada.

Como prémio de participação foi entregue uma caneta alusiva à prova.

Organização

A organização em geral esteve bem e viram-se coisas boas e diferentes:

[+] os dorsais rígidos são muito melhores do que os habituais, que se costumam estragar com a água que cai (relevante para quem os colecciona);

[+] Chip preso ao dorsal, o que facilita a sua devolução no final sem ter de estar a desapertar os sapatos quando já nem há força para os voltar a apertar.

[+] No final da prova havia abastecimentos sólidos e líquidos de vários tipos, com algumas coisas que nunca tinha visto nas outras provas (p.e. muesli e batatas fritas).

Tenho alguns pequenos reparos:

[-] Água em copos – pessoalmente achei que era pouca água. Eu costumo ficar com as garrafas e levar as mesmas e ir bebendo durante algum tempo. O facto de ser em copos largos também não ajudava, pois acabava por sair muita água com o balançar da corrida. Sei que a intenção da organização era evitar garrafas espalhadas pela praia, portanto isto acaba por não me chatear muito.

[-] Pessoal parado nos ponto de abastecimento dos 15 Km a impedir que se chegasse à água. A atitude é das pessoas, mas a organização podia pedir-lhes para terem em conta que estão numa corrida.

No geral o balanço é bastante positivo e é uma prova que espero repetir.

Corrida do Primeiro de Maio (2012)

Maio 4, 2012

No primeiro dia deste mês andei a correr pelas principais ruas de Lisboa, naquela que foi a minha segunda participação na Corrida do Primeiro de Maio.

Já conhecia o percurso do ano passado, e sabia que a primeira parte é rápida e enganadora, permitindo uns andamentos rápidos que no final se podem pagar… E se for para pagar, a factura provavelmente vem na subida da Almirante Reis.

Ora, eu e a Almirante Reis até andamos amigos (pelo menos desde a Maratona) e eu não estava na prova para me chatear com a senhora Avenida. Portanto o plano era ir nas calminhas até lá baixo, aproveitar as descidas para andar rápido sem grande esforço e depois fazer a segunda metade a recuperar terreno.

Antes do início da prova estava uma chuva ligeira a refrescar a malta. A temperatura estava muito boa para correr.

A menos de meia hora do arranque, a organização anunciou algumas alterações ao percurso. Segundo disseram, as alterações foram pedidas pela polícia devido a obras. Eram duas alterações: retirada da volta à Praça do Comércio e no Areeiro não se ia fazer a rotunda. A segunda alteração era mínima, mas ficou óbvio que a primeira alteração ia tirar uma quantidade relevante de metros à prova.

Enquanto esperava o início da prova atrás da linha de partida, começou a chover bastante. Mas mesmo bastante, daquelas pingas que quando acertam aleijam… O pessoal começou a ficar impaciente…

E lá foi o arranque. Encostei-me à direita, meti-me no ritmo dos 5m30s e deixei-me ir por ali. Quando estava quase a sair do tartan do Estádio 1º de Maio, olhei para o lado de dentro da pista e dava para ver que ainda havia muito pessoal lá para trás… ou seja, estava muita gente ali na prova, o que não é de admirar tendo em conta o simpático preço de inscrição (3 euros).

Lá fui a correr na chuva, nas calmas, sem me esticar no ritmo e sem ir atrás do engodo. Passados uns dois ou três quilómetros a chuva parou, mas a temperatura continuou bastante boa para correr. E fui assim, nas calmas, até ao Saldanha, onde aproveitei a descida até ao ponto de retorno (um pouco antes da Praça do Comércio) para ganhar alguma velocidade mas sem entrar em esforço extra.

Chegado ao ponto de retorno comecei a recuperar caminho, colocando em jogo a força que tinha estado a poupar desde início. A subida da Almirante Reis correu bem, tendo ultrapassado muita gente, o que normalmente é bom indicador (embora possa parecer egoísta).

Perto do final da subida começou a ser óbvio o “encurtar” de distância da prova. As marcas de quilómetro começaram a aparecer mais rapidamente, com o Garmin a discordar da distância em alguns quilómetros em cerca de 200 metros, o que é muita fruta, mesmo tendo em conta eventuais erros do GPS. E não era só o meu, pois ouvi o mesmo comentário de outro participante.

Depois do Areeiro ainda estava com forças e consegui uns bons ritmos. Um pouco antes da entrada na Av. Primeiro de Janeiro comecei a sentir algum cansaço e tive de reduzir o andamento, mas quando cheguei à referida Avenida, embalei em resposta ao aumento de ritmo por parte de outro corredor (uma daquelas reacções que acontecem sem se pensar muito) e acabei por voltar a um bom ritmo (ainda havia energia).

Após entrar no Estádio Primeiro de Maio foi só dar um saltinho até à pista de atletismo, encostar à esquerda e apertar ligeiramente para cruzar a meta.

No final prova o meu Garmin marcava 14.79 Km, feitos em 1h13m58s.

Acabei a prova a sentir-me muito bem, sem excesso de cansaço e sem quebras. Podia ter arriscado mais durante a primeira metade, mas ainda não estou com aquele género de forma que permite arriscar muito e que leva a resultados fixes. Uma boa execução de prova exige cabeça, mas também exige algum risco, caso contrário em vez de se perder tempo na eventual quebra, perde-se nos caldos de galinha.

Comparação 2012 vs 2011

A comparação com a minha participação nesta prova no ano passado fica um bocado complicada devido às alterações ao percurso. No ano passado o meu Garmin tinha marcado 15.21 Km, e este ano marcou menos 400 metros. De qualquer forma é fácil de ver que este ano o resultado final não foi tão bom, como já vem sendo hábito.

Aqui fica uma tabela para comparação rápida entre os dois anos. O único tempo parcial que introduzi foi o dos 5 km porque foi o único parcial cuja distância se manteve igual ao ano passado.

Ano Tempo aos 5 km Distância Tempo Final
2012 25m56s 14.78 1h13m58s
2011 21m45s 15.21 1h09m14s

Se o tempo deste ano, por si só, já era pior do que o tempo do ano passado, a menor distância ainda o torna pior… No tempo aos 5 km então é que se nota mesmo bem a diferença.

Para isso também contribui o facto de no ano passado eu ter tido uma abordagem mais “agressiva” a esta prova, tendo logo de início andado muito forte e quebrado mais para o final. Este ano não tive nenhuma quebra, tendo feito a prova em negative split (a segunda metade foi mais rápida do que a primeira), o que tendo em conta que a segunda metade inclui a subida da Almirante Reis, não é mau de todo.

De qualquer forma, sinto que estou a subir de forma, e isso é que interessa. Mais cedo ou mais tarde, melhores tempos (de prova) virão.

Organização

A única queixa que tenho é mesmo o encurtar da distância da prova.