Maratona Seaside de Lisboa (2012)

Hoje era dia M, de Maratona. Era dia de correr 42.165 metros. E era dia de ir atrás das infames quatro horas nesta distância mítica.

A estratégia

A minha estratégia era simples:

  • Para bater as 4 horas tinha de correr, em média, a um ritmo mínimo de 5m41s / km.
  • Como a prova tem um final difícil (Almirante Reis) iria fazer os primeiros 5 km a um ritmo ligeiramente mais lento (à volta de 5:51 por km) para evitar gasto energético elevado (para ter reservas para atacar a Almirante Reis) e para poder aquecer devidamente “a máquina”.
  • Depois do 5º km começaria a recuperar terreno, baixando progressivamente o ritmo, mas evitando baixar dos 5m36s / km. Nota: os 5m36s foram recomendação de uma pessoa experiente, com base no meu recente tempo à Meia-Maratona.
  • Desta forma teria de fazer a maioria do percurso abaixo de 5m39s, de forma a obter a média referida.

Era a minha segunda participação nesta prova, pelo que já conhecia o percurso.

A incógnita aqui era a Almirante Reis. No ano passado cheguei muito bem à Almirante Reis porque tinha feito a corrida quase toda de forma muito conservadora. Este ano não podia ser tão conservador, pois queria mesmo bater o relógio.

Eu estava convencido de que iria conseguir seguir a estratégia, pelo menos até à Almirante Reis. Se quebrasse na Almirante Reis podia não conseguir o ritmo médio alvejado.

A coisa correu mais ou menos assim, embora em algumas zonas tenha saído significativamente dos ritmos alvo.

A prova

O Estádio Primeiro de Maio estava cheio de pessoal. Não sei o que é que aconteceu, mas havia muito mais gente do que no ano passado. Principalmente estrangeiros, que são bem-vindos porque vêm cá deixar os seus euros e dólares que tanta falta nos fazem (sim, as senhoras loirinhas de olhos azuis embelezam a capital, mas a gente precisa é de euros :)).

Nos bolsos tinha o material da minha estratégia de abastecimento: 4 pacotes de gel de pêra e 3 cubos de Marmelada. Também tinha um telemóvel.

Antes da prova começar estava um pouco nervoso, mas isso passou assim que cruzei a linha da partida.

Comecei um pouco mais lento do que o previsto. Não estava fácil correr pois havia muita gente em prova e ainda demorou um pouco a abrir uma clareira.

Ainda durante o primeiro quilómetro passei por um rapaz que estava a fazer a prova em cadeira de rodas e que, na subida, estava a ser ajudado por alguns corredores. Pelo que percebi havia ali um grupo de três ou quatro pessoas que estavam a fazer a Maratona para ajudar o rapaz. Cruzei-me várias vezes com este grupo durante a prova e achei bastante interessante: não é fácil correr uma Maratona e é de louvar que alguém se disponha a correr a distância mítica para ajudar outra pessoa.

Sair da zona de conforto

Os cinco primeiros quilómetros foram feitos a um ritmo calmo, tendo inclusivamente feito dois quilómetros acima de 6:00 (6:02 e 6:06). O ritmo médio estava à volta dos 5:52, que era 11 segundos acima do médio. Estava na hora de começar a correr ligeiramente mais rápido e de começar a aproximar-me do ritmo pretendido. E assim foi.

Durante estes primeiros quilómetros notei uma pequena dôr na coxa direita, e estava preocupado que isso pudesse vir a dar trabalho mais à frente. Era uma dôr já tinha tido em alguns treinos. A certa altura passou e não me chateou mais :).

Por volta do 13º km tive de fazer uma paragem para ir ao WC (à custa da água que já tinha bebido). Curiosamente fui ao WC no mesmo sítio onde tinha ido no ano passado. Ir ao WC significa perder tempo, mas a decisão era fácil: ou ia ao WC, ou tinha de lidar com o desconforto durante mais 30 km. Nesta ida ao WC perdi uns 20 ou 30 segundos – como foi numa rua em descida, acabou por não ter grande impacto no tempo do quilómetro.

Um pouco mais à frente, ao 15º km e já em Sete Rios, apareceu mais uma subida semi-longa, seguida de outra descida que nos levou para a rua do El Corte Inglés, onde nos apareceu mais uma subida… Enfim, é Lisboa :).

Aproveitei a descida desde o El Corte Inglés até ao Terreiro do Paço para recuperar algum tempo e fiz dois quilómetros a 5:27. Tive de me conter um bocado, porque as descidas são enganadoras e é fácil gastar energia sem se dar por isso. Ainda assim, achei que os 5:27 já eram abusar da sorte…

A recta

Lá cheguei ao Terreiro do Paço. Era altura de acalmar o ritmo e voltar para o intervalo de segurança (5:36 – 5:41).

Eu estava constantemente a olhar para o relógio para perceber se o Ritmo Médio estava a baixar. A cerca altura já ia em 5:43, o que significava que já tinha recuperado significativamente do início mais lento.

Eu quase sempre que olhava para o relógio via que estava a correr o quilómetro actual a 5:38 mas, curiosamente, há muito poucos parciais com 5:38 no registo que o relógio fez. Se calhar estava a sonhar. Na cabeça ia a dúvida sobre se conseguiria manter aquilo ritmo até ao final.

Lá passei na zona em que começa a Meia-Maratona (ainda me lembro de, em 2010, estar nesta zona à espera da partida para a minha primeira Meia-Maratona e de ver passar o pessoal da Maratona e de ter achado as passadas daquela malta impressionantes) e aquilo ainda estava cheio de pessoal que lá estava para a estafeta.

Ao quilómetro 23 cruzei-me com o meu amigo Tiago, que me foi dar dois cubos de marmelada (os bolsos são limitados e não cabia lá tudo) que eu iria usar durante a segunda metade da prova. Tinha dito ao Tiago que ia chegar ao pé dele entre as 11:08 e as 11:15, e passei à volta das 11:12 e qualquer coisa. A coisa estava a correr bem e ainda me sentia em boas condições mas a parte chata da Maratona ainda estava para começar.

Continuo em direcção a Algés e, a certa altura, oiço alguém a gritar o meu nome. Era o Nuno, que estava no outro lado da estrada, de bicicleta, a deslocar-se para o local onde iria esperar por mim para me ajudar nos quilómetros finais. O rapaz fez uma tal baralheira que devem ter ficado a achar que ia maluco :).

Esta parte do percurso é um bocado chata e longa, mas era a parte onde era essencial que eu conseguisse correr abaixo do ritmo alvo, para poder compensar o início mais lento. Ia olhando para o pessoal que corria na direcção contrária, tentando encontrar alguns amigos e conhecidos que vinham na Meia-Maratona. Acabei por não conseguir ver ninguém, ao contrário do ano passado…

A certa altura escorreguei no chão molhado de uma zona de abastecimento e ia caindo (cheguei a tocar com uma mão no chão). Fiquei com umas dores no braço e no dedo grande do pé direito (!) e isso deixou-me um pouco preocupado. Também fiquei um pouco irritado, pois tinha perdido ali alguns segundos e, principalmente, tinha saído do meu ritmo. As dores no braço foram passando, mas o dedo tinha ficado tocado suficiente para causar algum desconforto.

Eu continuava a manter o ritmo e a olhar para o relógio. A certa altura aquilo marcava 5:42 de ritmo médio. Estava quase a entrar no ritmo médio que permitia acabar a Maratona abaixo das 4 horas, mas ainda não estava lá e já tinha corrido vários km abaixo do ritmo desejado. Estariam as minhas expectativas desajustadas? Tinha feito mal as contas?

A companhia

Tal como no ano passado, recrutei o Nuno para me ajudar nos últimos quilómetros da Maratona. Desta vez ele juntou-se a mim perto do 29º km.

Expliquei-lhe a estratégia que estava a seguir e disse-lhe que precisava de continuar a correr abaixo de 5:39 / 5:38 para conseguir baixar o ritmo médio e acabar aquilo bem.

Ali por volta dos 30º km já se começavam a notar algumas quebras no pessoal. Isso acaba por dar algum alento a quem ainda vai bem.

O Nuno perguntou-me como estava o Ritmo Cardíaco e disse-lhe que este ano tinha decidido não ligar ao RC. Estava a fazer a prova usando apenas o ritmo de corrida como referência. Acho que só olhei para o RC uma vez durante a prova toda (até me lembro que marcava 146 bpm na descida do ECI para o Marquês).

Ali por volta do 32º ou 33º comecei a notar alguma dificuldade em manter o ritmo. Tinha de puxar mais pela “máquina” para me conseguir manter naquela zona alvo. Mas ainda conseguia correr normalmente e conseguia falar.

Um pouco antes de chegar à Almirante Reis, o relógio marcou 5:39 (ou 5:40, já nem sei) como ritmo médio. Fiquei contente e esperançado mas, como ainda faltava subir aquilo tudo, ainda não tinha certeza que fosse conseguir as quatro horas. Se mantivesse o ritmo ia conseguir, mas se quebrasse podia desperdiçar quatro meses de trabalho.

A Almirante Reis

Não sei o que se passou mas, a certa altura, já estava em piloto automático e comecei a correr mais rápido. Enquanto subia a Almirante Reis, à qual tinha chegado com 35 km nas pernas. O Nuno chamou à atenção que estávamos a fazer como no ano passado e que estávamos a passar montes de gente.

Apesar dos receios, a Almirante Reis correu-me bem. No entanto custou-me muito, porque ia com as pernas muito cansadas e foi físicamente e psicológicamente exigente manter (ou melhor, acelerar) o ritmo durante aquela subida toda. O meu cérebro deve ter passado para as pernas… Foram várias as vezes em que me vieram lágrimas aos olhos (não estava em sofrimento, mas estava em esforço e um pouco emocionado por perceber que o treino ia dar dividendos). Fiz, durante a subida da Almirante Reis, 2 dos 3 quilómetros mais rápidos de hoje. O apoio do Nuno foi muito importante nesta fase, porque permitiu tirar um bocado a cabeça do desconforto.

Ainda durante a subida ainda tive algumas dores e ameaços de caimbras (que me iam assustando) mas nada que me obrigasse a baixar o ritmo (pelo contrário).

A certa altura o relógio começou a marcar 5:37 de ritmo médio e foi aí que me apercebi que ia conseguir bater as 4 horas com margem. Chegado ao Areeiro ainda tomei o último gel (não sei se terá tido algum efeito… mas estava no bolso, portanto siga) e a partir dali já estava feita :).

O Nuno deixou-me um pouco depois, antes da descida da Av. dos EUA. Ali já estava super feita, era só aproveitar a descida para embalar para o final. À entrada do estádio ainda escorreguei ligeiramente, o que fez com que outra caimbra aparecesse mas era só mais uma ameaça. Vieram-me novamente lágrimas aos olhos enquanto me deslocava para o tartan. Quando entrei no tartan e olhei para o relógio, vi que estava nas 3h57m…

Quando cruzei a meta e parei comecei a ter caimbras em vários músculos das pernas. Ainda bem que a Maratona são só 42165 metros…

Consegui bater as 4 horas. Fiz a prova em 3h57m47s. É o meu novo record pessoal na distância da Maratona. É uma bela prenda de Natal antecipada :).

Quando cheguei ao carro e me sentei, tive uma caimba que me obrigou a sair do carro para alongar os músculos. A minha boleia fez o seguinte comentário “Para que é que é preciso correr 40 km? Não chegam 20?”. Eu nem tentei explicar…

Parciais do Garmin:

  • 10 km – 58m43s
  • 21 km (HM) – 2h01m (+ -)
  • 30 km – 2h51m11s
  • 40 km – 3h47m (+ -)
  • 42.165 m – 3h57m47s

Fiz um parcial negativo de cerca de 3 minutos.

Em 2011 tinha feito esta prova em 4h12m32s, o que significa que o novo record são menos 12m45s.

Eu gosto muito deste percurso e gostaria de melhorar mais o meu tempo no mesmo. Infelizmente, pelo que li recentemente, este terá sido o último ano que a prova teve este percurso. A prova foi adquirida e o percurso previsto para o próximo ano será praticamente todo à beira-mar.

Tenho pena que mudem o percurso, pois acho que é muito desafiante – não só pela Almirante Reis, mas pelo perfil de sobe-e-desce que torna difícil uma “temporização equilibrada”. Percebo que o percurso actual não é grande chamariz para os estrangeiros que querem é provas para bater records, mas Lisboa é sobe e desce. Uma Maratona de Lisboa sem colinas não é uma Maratona de Lisboa :).

—–

Uma nota sobre o treino

Como já tinha dito no post sobre o treino feito em Agosto,
uma das dificuldades do plano era o treino em RM ao Sábado, seguido de um treino longo ao Domingo. Isto fazia com que o treino de Domingo fosse difícil devido às pernas cansadas do treino mais rápido de Sábado. Ao subir a Almirante Reis lembrei-me desses dias em que o treino de Domingo era mais lento do que o planeado (que já era lento por concepção) pois, em termos de resposta ao cansaço, parecia que estava num desses treinos (embora com muito mais esforço, porque estava a correr muito mais depressa).

Outra coisa que o plano recomendava (e que fui fazendo) eram as ocasionais “fast finish long runs“, nas quais o último 1/4 da distância (supostamente – nem sempre fiz tanto) era feito a um ritmo mais rápido do que os 3/4 anteriores, também para treinar a capacidade de correr depressa com as pernas cansadas.

Estou plenamente satisfeito com a escolha de plano para o resultado desejado e efectivamente fiquei preparado para “correr rápido com as pernas cansadas”. Embora não tenha seguido o plano a 100% e apesar de ter feito algumas modificações (essencialmente para adicionar distância) segui o espírito (filosofia?) do mesmo à risca.

Para terminar, deixo os meus parabéns a todos os que se estrearam nesta prova e que entraram na categoria de Maratonistas 🙂 e um agradecimento ao Tiago e ao Nuno pela disponibilidade para irem para o frio a um Domingo de manhã para me ajudarem a alcançar o objectivo.

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15 Respostas to “Maratona Seaside de Lisboa (2012)”

  1. luis Says:

    Espectáculo! Valeu a pena todo o esforço e os pequenos sustos ao longo da prova. Acho impressionante fazer-se os 42 mil metros… Parabéns!

  2. aaiidd Says:

    Gostei de ler a maneira como fizeste a gestão do teu tempo e do teu esforço durante a prova.
    Muitos parabéns, jovem! Cumps!

  3. Manuel Nunes Says:

    Parabéns,

    Este ano também fiz a minha primeira meia-maratona em 1:44:59, a minha intenção era fazer a maratona para o ano que vem.
    Fico com pena em saber que em principio esta prova vai deixar de ter o percurso que teve este ano. mesmo morando na “Linha” e achar o percurso da marginal fantástico, acho que aquela parte da Ribeira das Naus, Rua da prata e Av. Almirante Reis serve como cartão de visita e ao tirar essa parte fico com a ideia que não vai ter tantos atractivos. A Av. Infante Dom Henrique não consegue rivalizar com a Almirante Reis mesmo sendo esta a subir. A data também vai ser complicado para mim pois tem duas provas que eu gosto muito de participar, (Corrida do Aeroporto e Corrida do Tejo) que vão bater mesmo nessa altura, vai ter que ser muito bem pensado, mais isto são coisas pessoais.

    Abraço e força nas pernas.

    Manuel Nunes

    • thenewroadrunner Says:

      Olá Manuel, obrigado pelo comentário.

      Esse é um bom tempo para estreia em Meia-Maratona com este percurso maluco da Almirante Reis :). Quando me estreei na Meia neste mesmo percurso fiz 1h54 e qq coisa.

      Em relação ao novo percurso, vamos ver. Não sou grande apreciador de provas com tendência descendente e está-me a parecer que o novo percurso será desse género. Pode ser que faça com que venham cá mais turistas e que eles nos tirem da crise…

      Boa sorte.

  4. Corre como uma menina Says:

    Eles não sabem… 🙂
    Todo o treino compensou! É bom ler sobre o que vai na cabeça de quem está a correr os 42.195 km. Parabéns!

    • thenewroadrunner Says:

      É verdade, “eles não sabem”.

      É super difícil explicar o que se sente ali depois de correr 42 km e 165 m. Não dá para justificar de forma racional as razões para querer correr tanto.

      Ainda hoje um colega de trabalho me perguntou se durante o percurso nunca pensava que aquilo era idiota. Não só isso não me passa pela cabeça (enquanto corro a prova), como acho mesmo que é uma cena épica, mesmo para alguém que faz um tempo modesto, como eu.

      Obrigado pela tua mensagem :).

  5. António Says:

    Parabéns por mais uma, pelo record e pela gestão da corrida, ser maratonista passa muito por aí, muito bom.
    Abraço.

    • thenewroadrunner Says:

      Olá António. Obrigado pelo seu comentário.

      Concordo que a gestão do esforço numa Maratona é super importante porque, como li uma vez “A Maratona não faz Prisioneiros”. Isso é uma das coisas que me atraí para a distância – convém usar a cabeça. Na Maratona de Lisboa isto ainda se torna mais importante porque estoirar com a Almirante Reis pela frente pode estragar todo o resto da prova.

      Conseguir acabar uma prova destas em crescendo dá-me uma grande moral, principalmente tendo em conta o que fiz na Almirante Reis :).

      Como é que correu a sua prova?

  6. Tiago Says:

    Parabéns pelo tempo e por conseguir acabar a maratona!
    Relembro que é uma (“a”?) prova olímpica e que, mesmo aí, muitos não conseguem acabar (independentemente do tempo).

    Quanto ao porquê de correr uma distância tão grande, vai dos objectivos de cada um e acho que mais importante que a corrida e o tempo foi a “força de vontade” de manter o plano diário apesar do trabalho, aulas, chatices e afins.

    Confesso que a mim me “seduz” muito mais as provas pequenas (8km – 15km) e as provas de ciclismo e mais do que a distância, queria tornar as corridas regulares. Se tu e o Osvaldo fizerem alguma mais pequena em meados do próximo ano, terei o prazer de vos acompanhar.

    Abraço 🙂

  7. Osvaldo Pires Says:

    Granda maluco!
    Belo tempo. Tenho que te acompanhar numa delas 😀

  8. Hélder Melo Says:

    Muitos parabéns pela prova e pelo Recorde Pessoal!
    A tua gestão da corrida foi bastante eficaz e ainda bem que correu bem, porque por vezes basta estarmos num “dia não” e é para esquecer…

    Agora é começar a pensar na próxima e não parar os treinos!

    Boa recuperação!

  9. CO Says:

    Caro amigo, os meus parabéns por ter conseguido atingir os seus objectivos. Espero que nos voltemos a encontrar nos treinos em Massamá pois será sinal de que continua empenhado em novas façanhas atléticas. Abraço

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