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Meia-Maratona dos Descobrimentos (2013)

Dezembro 30, 2013

Nove meses depois, voltei a fazer a uma prova de atletismo popular…

O meu objectivo para esta prova era simplesmente fazê-la e “testar o pé”. Os treinos que tenho feito, apesar de regulares, têm sido entre 40 e 50 km por semana, o que não é nada de mais para o que estava habituado a correr antes da minha lesão, em Janeiro. Também em termos de distâncias, os treinos não têm sido por aí além, sendo que os treinos mais longos que fiz nos últimos meses foram um treino de 16.5 km (a 3 semanas da prova) e outro de 17 km (a 8 dias da prova). O peso também não anda famoso pois estou com 5 ou 6 kg acima do meu “normal”.

Com tudo isto, estava à espera de fazer 1h50, ou pouco melhor, pois esse era o meu resultado típico em Meias-Maratonas e só o tinha descido significativamente em 2012, no pico dos meus treinos para Maratona, com outro nível de treino em cima e, principalmente, com uma quantidade bem menor de “peso inútil” em cima.

Quando regressei aos treinos, há cerca de três meses, comecei a treinar com um grupo de pessoal da minha zona, que dá pelo nome de “Etiopes e Quenianos“. Estes senhores andaram a puxar por mim numa altura em que andava desmotivado e sem grande vontade de correr.

Acontece que um desses colegas de treino, o Valter, falou-me do seu record pessoal na MM de apróx. 1h50m, e eu achava que o conseguia ajudar a baixar aquilo, mesmo que eu acabasse por dar o real estoiro.

Ora lá arrancámos.

Pouco depois do arranque, uma senhora de idade avançada atravessou-se à minha frente e tive de parar e de a segura para garantir que não a deitava ao chão. Logo aqui a má organização a dar sinal:  faltou ali algum tipo de controlo. Alguns metros mais à frente, voltei a ver várias pessoas a cruzar o pessoal da corrida numa passadeira. Adiante.

Passámos aos 7 km com 35 min certinhos. Contas de cabeça, 35 min * 3 dá 1h45m. Isto já era record para Valter, portanto bastava manter o ritmo  e era escusado arriscar mais. Aos 10 km passámos um abaixo dos 50 min. Estávamos a ganhar tempo. A questão era se o ritmo se ia manter até ao final. Ora este padrão foi-se repetindo com o progredir da distância, e aos 15 km eu já estava convencido que ia-mos mesmo fazer à volta de 1h45m.

Até que passámos ao quilómetro 18, com menos de 1h29m, e com ritmo a oscilar entre os 4m40s e os 4m50s / km. Contas de cabeça: 1h29, faltam 3 km, portanto mais 15 min, o que quer dizer 1h44m, mas estou a gastar menos do que 5 min por km, portanto isto dá para RP… Bora lá. E baldei-me dali para fora. Foram três quilómetros bem difíceis e claro que nas contas de cabeça tinham faltado os 97 metros extra…

Cruzei a meta, parei o relógio, por engano carreguei novamente no botão de “start” e tive de o voltar a parar… reparei que marcava 1h43m55. Um novo RP, mas por apenas 14 segundos.

A página da xistarca até diz um pouco menos (1h43m51), possivelmente à custa de eu só ter parado o relógio depois de passados dois pontos de controlo e por causa da patetice de ter carregar no start novamente… mas adiante, o relógio é que conta.

Claro que tenho de agradecer ao percurso, que é quase todo em linha, à temperatura e também ao Valter (que bateu o seu RP por vários minutos) pois acabámos por andar nos puxar um ao outro.

Tenho de agradecer aos “Etiopes e Quenianos” pois, na fase em que eu andava muito desmotivado, foram uma boa motivação para me fazer sair de casa e correr um pouco mais.

Apesar de ser um record magrinho (14 segundos…), fiquei bem satisfeito por voltar a estar nas redondezas da 1h44m. Para quem passou vários meses lesionados, isto é uma conquista a dobrar. E o melhor de tudo foi que o pé não me doeu ao longo dos 21 km. Isto deixa-me com mais alento para próximos eventos.

Eis a mensagem do Garmin connect…

novo-record-mm-2013

… que acaba por mostrar o mesmo ritmo em ambas as provas, embora com tempos finais diferentes, devido a terem sido medidas distâncias diferentes.

Em relação à prova

Positivo:

  • Para quem quer bater records, este percurso é muito bom, devido aos seus 18 km em linha.

Negativo:

  • Aquela longa reta de Belém até St. Apolónia é a real seca. O percurso é bom para bater records, mas não o achei divertido.
  • Mau controlo da multidão.
    • Houve várias partes do percurso em que as pessoas cruzaram a corrida. Particularmente perigoso ao início quando está muita gente junta.
  • Não houve abastecimento sólido a meio da prova. Nem fruta, nem marmelada… nada.

Segue-se a São Silvestre da Amadora, para fechar o ano, como de costume.

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