Archive for Abril, 2014

O dia em que não te apetece treinar…

Abril 28, 2014

… é o dia em que tens de treinar.

Prova Livre da Estafeta Cascais -> Oeiras -> Lisboa

Abril 23, 2014

Esta prova tinha estado nos meus planos, e até me tinha inscrito, mas deixei passar a data de pagamento da inscrição e depois acabei por não me inscrever novamente, porque não me estava a apetecer ir lá.

No entanto, dois ou três dias antes da mesma, surgiu a oferta de um dorsal (via clube dos ferroviários de Portugal) e aproveitei.

Esta prova é porreira e o percurso à beira-rio é agradável, mas tem um problema de logística chato, porque não acaba no mesmo sítio em que começa. Talvez por esta razão não seja uma prova muito frequentada.

Não tenho muito a dizer sobre esta que foi a minha terceira participação na prova. Aquilo não tem muito que saber: começa no Estoril e acaba em Belém. Há algum sobe e desce inicial que tem tendência a fazer mossa, mas de resto é uma prova tendencialmente a descer.

Durante muitos quilómetros pensei que ia fazer abaixo da 1h40, mas tive uma ligeira quebra já após o 15º km, quebra essa que me levou a fazer um par de quilómetros um bocado mais lento do que tinha feito até aí e lixou a média.

No final ainda deu tempo para um quilómetro final em melhoria. Acabei por me juntar a dois corredores para fazer este segmento final. Deu-me ideia que não ficaram muito satisfeitos (nunca vou perceber esta atitude – se eu fosse colado para evitar o vento ainda percebia, mas eu ia ao lado deles…) e ainda acabámos aquilo num sprintzito… Ao menos serviu para acabar a prova com um tempo um bocado melhor :).

Acabei em 1h40m21s. Curiosamente foi o meu melhor tempo nesta prova (o anterior era 1h43m59s, feito em 2012).

A temperatura, tal como em Mafra, esteve excelente para a prática do atletismo, o que também me ajudou…

Corrida dos Sinos (Mafra)

Abril 8, 2014

Dois anos depois, voltei a Mafra, para a minha terceira participação nesta prova de 15 km. É uma das minhas provas favoritas e só não fui no ano passado porque estava lesionado.

Não ia com grande vontade de correr. Tinha estado 15 dias parado, por causa de um dente do siso, e apenas tinha retomado os treinos na semana da prova. Para além disso, os treinos que tenho feito foram todos à volta dos 10 km, o que também não ajuda nada.

Esta prova tem “truque” e é preciso não embandeirar no percurso tendencialmente a descer da primeira metade, para depois ter força para responder no retorno, que é tendencialmente a subir. Era este o plano, como tem sido nos outros anos em que lá fui. O problema é que a forma não é a mesma que nos últimos anos em que lá fui (principalmente em 2011, quando eu estava na melhor forma que já tive).

Fui à prova com os Etíopes e Quenianos, e foi o que me valeu. Basicamente fiz a prova (quase) toda em esforço e puxado por um deles, o Carlos, que podia ter feito um tempo melhor, mas escolheu fazer de reboque a alguém com menos 30 anos do que ele. Eu bem tentei que ele se fosse embora, mas não me quis deixar para trás.

Sempre que fui a esta prova, tive direito a um percurso ligeiramente diferente. Desta vez prolongaram o percurso até ao barril e retiraram a volta dentro do Parque. Sinceramente até gostei, porque aquela volta final dentro do Parque é uma seca: passa-se perto da entrada no estádio, corre-se na direcção oposta, para depois se voltar para o estádio – ou seja, foge-se da zona da meta, para depois se voltar para lá. Não acho esse género de percurso muito apelativo, e há várias provas nesta onda.

Cheguei à meta com 1h16m45s, para 15.26 km marcados pelo Garmin. Sem o Carlos não tinha feito este tempo, portanto a primeira coisa que fiz depois de parar o relógio foi agradecer-lhe.

Este foi o meu pior tempo nesta prova. Quem não chora não mama e quem não treina, não faz bons tempos.

Lá recebi mais um sino, que desta vez é de vidro e amarelado.

Esta prova continua a ser uma das melhores que por aí anda, e vale a pena aparecer. Para o ano espero regressar a Mafra para ir buscar mais um sino e ver se faço um tempo um pouco melhor.

20 Km de Cascais

Abril 6, 2014

Mais uma ida a Cascais, para a minha segunda prova do ano.

No próprio dia descobri que também havia alteração do percurso: ao contrário dos anos anteriores, a prova iria arrancar na direcção da Baía.

Outra novidade deste ano era terem a partida dividida em várias zonas (às quais se tinha acesso enviando um comprovativo de tempo de uma prova feita durante o ano anterior). Estas separações acabaram por não resultar muito bem. O pessoal dos “subs” foi deixado para a última da hora, e nessa altura já a fila onde estava a maioria das pessoas tinha avançado. Mesmo nos “subs” aquilo não estava a ser minimamente controlado (e estamos em Portugal).

A primeira parte da prova é, como de costume, em direcção ao Guincho. A segunda parte é o regresso. Normalmente há ali algum vento contra, e aquilo é uma recta muito longa, e um pouco chata. Foram aqui que começaram as minhas dificuldades. Aos 8 km fui ultrapassado por um conhecido, que me perguntou se estava bem e que no final me disse que eu ali estava com má cara. Esta prova custou-me, não sei bem porquê. Estava à espera de ficar ali à volta dos 1h40m mas foi bem diferente disso.

Depois do ponto de retorno ainda recuperei ligeiramente, mas não o suficiente. Esta zona é novamente outra recta longa, mais ou menos até à zona do Farol da Guia.

Quando apareceu a marca dos 16 km, o meu relógio já tinha passado os 17 km. Nesta altura já a minha quebra se notava no tempo que estava a fazer a cada quilómetro.

Na marca dos 18, o relógio ia com 19 km. Ou o relógio estava maluco, ou a prova não ia acabar no sítio do costume, ou então, estava mal marcada.

Na marca dos 20 Km estava um senhor da organização que nos disse “Hoje é um bocadinho mais, desculpem lá”. Não era o Garmin que estava maluco… Um quilómetro nem é muito, mas, quando se vai em esforço, aquilo parece mais do que os mil metros.

Cheguei ao final com 1h47m (para 21.11 km marcados pelo Garmin).

Não sei se a prova chegou a ter a distância da Meia-Maratona (21097 m), porque o Garmin não é exacto “ao metro”, mas se não teve, andou lá perto.

Novo percurso

Até gostei do novo percurso. Evita-se a repetição da passagem na Baía, embora a recta até ao Guincho seja um pouco mais chata (e contra-vento). Eu nem me chateava nadinha que isto passasse a ser a Meia-Maratona de Cascais. Têm é de avisar o pessoal.

Outra vantagem é que este percurso, como não começa a subir, estica mais rapidamente, o que evita os engarrafamentos que às vezes aconteciam no percurso anterior.

A t-shirt

Esta prova tinha o chamariz de, em cada ano, a camisola ter os nomes do pessoal que tinha concluído a prova no ano anterior. Ora este ano não fizeram essa impressão dos nomes. É uma grande falha, pois muita gente foi lá a contar receber essa t-shirt.