Novamente uma lebre

Há cerca de um ano atrás fui fazer de Lebre, na estreia como Maratonista do Rudolfo na (nova) Maratona de Lisboa. Este ano voltei a fazer parte deste mesmo percurso, com o o Valter, que é um dos meus companheiros regulares de treino (e um dos membros dos EQ, dos quais já aqui falei).

O Valter já me tinha dito várias vezes que queria experimentar fazer um treino à volta dos 30 km, e eu tinha um de 32 km planeado, numa data em que o Valter estava disponível, pelo que resolvemos fazer o percurso Jamor -> Ponte 25 de Abril -> Jamor -> Baleia -> Jamor. Neste treino teríamos a companhia do resto dos EQ em parte do percurso, e depois ia-mos à nossa vida.

Ao deslocar-me para o início desse treino, fiquei a saber, por intermédio dos restantes EQ, que alguém tinha oferecido ao Valter um dorsal para a Maratona de Lisboa. Havia portanto a possibilidade de o Valter ir à prova. Acontece que estávamos a sete dias da mesma. Ofereci-me logo para fazer de lebre, caso ele lá fosse. No dia da prova, eu tinha de fazer 21 km, portanto até calhava bem.

Na quarta-feira seguinte, a quatro dias da prova, o Valter ainda não sabia ao certo se ia à prova, porque ainda não lhe tinham dado o dorsal. Mas, na quinta-feira, já tinha a confirmação.

Aquele longo que era para experimentar a distância, acabou por ser o único longo do Valter, na preparação para a Maratona de Lisboa.

A meio da semana, falei com o Rudolfo, e contei-lhe a história. O Rudolfo decidiu que se ia juntar a nós aos 30 km, para dar também ele uma ajuda (talvez para equilibrar o karma (de lebre) relativo ao ano passado :p), e para participar naquela festa.

No dia da prova, esperei pelo Valter na marca dos 21 Km. O Valter chegou ao pé de mim com boa cara, e dentro do intervalo de tempo que tinha planeado. Estava a cumprir o ritmo que tinha decidido fazer (5m45s / km).

E lá fomos nós, até à zona da Expo, apanhando o Rudolfo no Cais do Sodré.

A prova ficou feita em 4h09m e mais qualquer coisa, o que resultou num ritmo um pouco mais lento do que o objectivo inicial. Nada mau, especialmente para quem não fez treino especifico praticamente nenhum.

Eu tinha algum receio que o Valter fosse estoirar, pela falta de treino específico, mas isso não aconteceu. Teve alguma quebra após dos 30 km, mas isso é normal e esperado. De resto, ainda fez o último quilómetro bem abaixo da média.

Uma coisa me parece que ajudou o muito foi a atitude super positiva com que abordou o desafio. Nunca transpareceu nervosismo ou duvida em relação a conseguir fazer a prova, apesar de não ter feito treino específico. Estes exemplos são bons, porque ajudam a desmistificar a distância, que não é nenhum papão.

Claro que esta prova do Valter só foi possível porque a forma física estava lá e porque o ritmo escolhido estava perto do apropriado. O Valter treina regularmente. Simplesmente não seguiu um plano específico e apenas fez um longo. Se tivesse feito mais longos, provavelmente tinha-se chegado um pouco mais às 4 horas.

Mas a atitude também faz a diferença e o excesso de conservadorismo acaba por causar barreiras. Há metas e records que não se alcançam com excesso de conservadorismo. Algures no tempo, é preciso arriscar. Eu próprio tenho de ter isto mais presente🙂.

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