Posts Tagged ‘15 km’

Corrida dos Sinos (Mafra)

Abril 8, 2014

Dois anos depois, voltei a Mafra, para a minha terceira participação nesta prova de 15 km. É uma das minhas provas favoritas e só não fui no ano passado porque estava lesionado.

Não ia com grande vontade de correr. Tinha estado 15 dias parado, por causa de um dente do siso, e apenas tinha retomado os treinos na semana da prova. Para além disso, os treinos que tenho feito foram todos à volta dos 10 km, o que também não ajuda nada.

Esta prova tem “truque” e é preciso não embandeirar no percurso tendencialmente a descer da primeira metade, para depois ter força para responder no retorno, que é tendencialmente a subir. Era este o plano, como tem sido nos outros anos em que lá fui. O problema é que a forma não é a mesma que nos últimos anos em que lá fui (principalmente em 2011, quando eu estava na melhor forma que já tive).

Fui à prova com os Etíopes e Quenianos, e foi o que me valeu. Basicamente fiz a prova (quase) toda em esforço e puxado por um deles, o Carlos, que podia ter feito um tempo melhor, mas escolheu fazer de reboque a alguém com menos 30 anos do que ele. Eu bem tentei que ele se fosse embora, mas não me quis deixar para trás.

Sempre que fui a esta prova, tive direito a um percurso ligeiramente diferente. Desta vez prolongaram o percurso até ao barril e retiraram a volta dentro do Parque. Sinceramente até gostei, porque aquela volta final dentro do Parque é uma seca: passa-se perto da entrada no estádio, corre-se na direcção oposta, para depois se voltar para o estádio – ou seja, foge-se da zona da meta, para depois se voltar para lá. Não acho esse género de percurso muito apelativo, e há várias provas nesta onda.

Cheguei à meta com 1h16m45s, para 15.26 km marcados pelo Garmin. Sem o Carlos não tinha feito este tempo, portanto a primeira coisa que fiz depois de parar o relógio foi agradecer-lhe.

Este foi o meu pior tempo nesta prova. Quem não chora não mama e quem não treina, não faz bons tempos.

Lá recebi mais um sino, que desta vez é de vidro e amarelado.

Esta prova continua a ser uma das melhores que por aí anda, e vale a pena aparecer. Para o ano espero regressar a Mafra para ir buscar mais um sino e ver se faço um tempo um pouco melhor.

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Corrida das Lezírias (2013)

Março 10, 2013

Hoje fui a Vila-Franca para participar em mais uma Corrida das Lezírias.

Esta era a minha terceira participação nesta prova, à qual fui com o Osvaldo (2ª participação) e com o Horácio (1ª participação).

Eu continuo com o objectivo (simplista) de melhorar os tempos que andei a fazer no ano passado. Não tenho treinado muito, porque há cerca de duas semanas voltei a ter algumas dores no pé. Entretanto essas dores já passaram, mas acabei por perder muitos dias de treino. Este ano tem sido raro conseguir fazer mais do que dois dias de treino consecutivos e tem sido frequente estar cinco ou seis dias parado. Chatices.

O tempo em Lisboa não estava grande coisa, tenho nós apanhado alguma chuva quando nos deslocávamos para a estação de comboio. Se estivesse a chover daquela forma em Vila Franca, ia ser bonito :).

Quando cheguei a Vila Franca estava algum frio, pelo que estava a pensar em fazer a prova de casaco. Mas depois o céu foi abrindo e acabei por meter o casaco na mochila que foi para o bengaleiro.

Pouco depois, lá fomos para a zona da partida. Estava lá imensa gente, como já é habitual. A certa altura vi que os da frente já tinham começado a correr, e eu nem tinha dado pelo sinal de partida.

Isto de ir às provas várias vezes, em anos consecutivos, vai fazendo com que seja cada vez mais difícil falar sobre a prova, sem estar a chover no molhado.

A minha entrada na parte inicial da prova foi bastante calma, até porque há muita gente e as ruas afunilam um bocado. Isto é assim até chegar à Ponte de Vila-Franca, onde já se começa a arranjar espaço (porque a ponte é larga e porque é a subir, o que tem sempre o efeito de partir o pessoal em grupos mais pequenos).

Saindo da ponte, e virando à direita, entra-se no terreno de terra batida (as tais Lezírias), onde se fazem cerca de cinco quilómetros em cada direcção. Na entrada das Lezírias está o campino com o cavalo, característica típica desta prova. O piso não é grande coisa, pois é um bocado duro. As poças de água também não ajudam, porque há sempre aquela tentação de ir aos saltinhos, para não molhar (tanto) os pés e as pernas. Esta fase da corrida foi um bocado chata, porque este ano havia vento contra (na ida). Desde que tinha saído da ponte que ia à volta dos 4m55s por quilómetro. Quando comecei a apanhar o vento, fui um pouco para cima dos 5m por quilómetro. Passei aos 5 km com cerca de 25 minutos de prova – não é mau, mas também não é bom e ainda é cedo para estar com contas. Aos 10 km já se avalia novamente.

Depois do retorno, já não tinha vento contra, e tinha vento a favor, por isso voltei a entrar num ritmo um pouco mais rápido. O vento estava a ajudar, mas o chão continuava duro – não se pode ter tudo. O tempo ia passando, e eu já estava novamente a fazer contas: aos 10 km com 51 minutos iria dar algo perto da 1h15m no final. Seria melhor que no ano anterior, mas ainda longe da minha melhor marcar nas Lezírias.

Saindo das Lezírias, e voltando à estrada, passo pelo cavalo que devia estar bastante confuso em relação à quantidade de pessoal vestido às cores que tinha estado a passar à frente dele na última hora.

Mais uma subida da ponte, onde a pressão de um colega me fez dar um pouco mais, quando estava com vontade de relaxar um pouco. Usei a descida da ponte para descomprimir um pouco. Estava quase, faltavam apenas dois quilómetros.

Passou-me pela cabeça a minha participação de 2011, e como ia em esforço nessa altura. É engraçado, como estar em melhor forma física faz com que seja mais fácil “entrar em esforço”, i.e., dar um pouco mais e entrar naquele ponto de desconforto no qual sentimos que estamos a dar o nosso melhor. Eu esperava que isto fosse proporcional, mas está-me a parecer que não. Talvez seja psicológico. Ou então, sou eu que sou calão e já não tenho espírito para estas coisas :).

Passando a Praça de Toiros, entrei no Parque, preparando-me para ir nas calmas até lá à frente. No entanto, poucos metros mais à frente, alguém se aproximou de mim, o que imediatamente levou ao clique do “isto podia estar a ser mais rápido” e fez com que fizesse aqueles cento e qualquer coisa metros um pouco mais rápido.

Cheguei ao final com o Garmin a marcar 1h15m18s. Não foi mau, e cumpri o objectivo de melhorar o tempo de 2012, apesar do percurso ser diferente, a diferença de mais de seis minutos é significativa. Parece-me que o percurso de 2012 é mais duro, devido às irregularidades do chão.

Segue-se o resumo das minhas participações nesta prova:

lezirias_2011_2013_02

No caso desta prova, tem de se ter em conta que o percurso não foi sempre o mesmo. Os percursos de 2011 e 2013 são praticamente iguais, mas confirmei no mapa do percurso que a partida em 2013 foi feita mais atrás, o que poderá explicar parte da diferença (provavelmente em conjunto com algum erro do GPS). O percurso de 2012 foi diferente em cerca de 5 a 7 km do deste ano.

No final da corrida, andavam lá a vender rifas para ficar com este animal fofo:

2013-03-10 11.50.42

Organização

Para acabar, vou deixar uma crítica à organização desta prova:

Duranta a semana divulgaram (através do site, por telefone e por e-mail) a informação de que os dorsais apenas seriam entregues entre 5ª e Sábado. Isto era o contrário do que tem acontecido nos últimos dois anos, nos quais os dorsais foram dados no dia da prova. Tivemos de arranjar uma solução e, apenas por sorte, não tivemos de ir a Vila-Franca no Sábado. Hoje, quando chegámos a Vila Franca, fomos procurar o bengaleiro e lá estavam, alegremente, a entregar dorsais. Eram cerca de 9h30. Claro que eu já esperava que isto fosse acontecer.

Eu percebo que queiram evitar confusão no próprio dia, mas não faz sentido obrigarem as pessoas a irem até ao local da prova, no dia anterior à mesma, para levantar os dorsais. A alternativa de levantar os dorsais na Xistarca não era realista, devido ao horário indicado: qualquer um de nós os três, para estar na Ajuda às 18h00, teria de sair do trabalho o mais tardar às 17h00.

Corrida do Primeiro de Maio (2012)

Maio 4, 2012

No primeiro dia deste mês andei a correr pelas principais ruas de Lisboa, naquela que foi a minha segunda participação na Corrida do Primeiro de Maio.

Já conhecia o percurso do ano passado, e sabia que a primeira parte é rápida e enganadora, permitindo uns andamentos rápidos que no final se podem pagar… E se for para pagar, a factura provavelmente vem na subida da Almirante Reis.

Ora, eu e a Almirante Reis até andamos amigos (pelo menos desde a Maratona) e eu não estava na prova para me chatear com a senhora Avenida. Portanto o plano era ir nas calminhas até lá baixo, aproveitar as descidas para andar rápido sem grande esforço e depois fazer a segunda metade a recuperar terreno.

Antes do início da prova estava uma chuva ligeira a refrescar a malta. A temperatura estava muito boa para correr.

A menos de meia hora do arranque, a organização anunciou algumas alterações ao percurso. Segundo disseram, as alterações foram pedidas pela polícia devido a obras. Eram duas alterações: retirada da volta à Praça do Comércio e no Areeiro não se ia fazer a rotunda. A segunda alteração era mínima, mas ficou óbvio que a primeira alteração ia tirar uma quantidade relevante de metros à prova.

Enquanto esperava o início da prova atrás da linha de partida, começou a chover bastante. Mas mesmo bastante, daquelas pingas que quando acertam aleijam… O pessoal começou a ficar impaciente…

E lá foi o arranque. Encostei-me à direita, meti-me no ritmo dos 5m30s e deixei-me ir por ali. Quando estava quase a sair do tartan do Estádio 1º de Maio, olhei para o lado de dentro da pista e dava para ver que ainda havia muito pessoal lá para trás… ou seja, estava muita gente ali na prova, o que não é de admirar tendo em conta o simpático preço de inscrição (3 euros).

Lá fui a correr na chuva, nas calmas, sem me esticar no ritmo e sem ir atrás do engodo. Passados uns dois ou três quilómetros a chuva parou, mas a temperatura continuou bastante boa para correr. E fui assim, nas calmas, até ao Saldanha, onde aproveitei a descida até ao ponto de retorno (um pouco antes da Praça do Comércio) para ganhar alguma velocidade mas sem entrar em esforço extra.

Chegado ao ponto de retorno comecei a recuperar caminho, colocando em jogo a força que tinha estado a poupar desde início. A subida da Almirante Reis correu bem, tendo ultrapassado muita gente, o que normalmente é bom indicador (embora possa parecer egoísta).

Perto do final da subida começou a ser óbvio o “encurtar” de distância da prova. As marcas de quilómetro começaram a aparecer mais rapidamente, com o Garmin a discordar da distância em alguns quilómetros em cerca de 200 metros, o que é muita fruta, mesmo tendo em conta eventuais erros do GPS. E não era só o meu, pois ouvi o mesmo comentário de outro participante.

Depois do Areeiro ainda estava com forças e consegui uns bons ritmos. Um pouco antes da entrada na Av. Primeiro de Janeiro comecei a sentir algum cansaço e tive de reduzir o andamento, mas quando cheguei à referida Avenida, embalei em resposta ao aumento de ritmo por parte de outro corredor (uma daquelas reacções que acontecem sem se pensar muito) e acabei por voltar a um bom ritmo (ainda havia energia).

Após entrar no Estádio Primeiro de Maio foi só dar um saltinho até à pista de atletismo, encostar à esquerda e apertar ligeiramente para cruzar a meta.

No final prova o meu Garmin marcava 14.79 Km, feitos em 1h13m58s.

Acabei a prova a sentir-me muito bem, sem excesso de cansaço e sem quebras. Podia ter arriscado mais durante a primeira metade, mas ainda não estou com aquele género de forma que permite arriscar muito e que leva a resultados fixes. Uma boa execução de prova exige cabeça, mas também exige algum risco, caso contrário em vez de se perder tempo na eventual quebra, perde-se nos caldos de galinha.

Comparação 2012 vs 2011

A comparação com a minha participação nesta prova no ano passado fica um bocado complicada devido às alterações ao percurso. No ano passado o meu Garmin tinha marcado 15.21 Km, e este ano marcou menos 400 metros. De qualquer forma é fácil de ver que este ano o resultado final não foi tão bom, como já vem sendo hábito.

Aqui fica uma tabela para comparação rápida entre os dois anos. O único tempo parcial que introduzi foi o dos 5 km porque foi o único parcial cuja distância se manteve igual ao ano passado.

Ano Tempo aos 5 km Distância Tempo Final
2012 25m56s 14.78 1h13m58s
2011 21m45s 15.21 1h09m14s

Se o tempo deste ano, por si só, já era pior do que o tempo do ano passado, a menor distância ainda o torna pior… No tempo aos 5 km então é que se nota mesmo bem a diferença.

Para isso também contribui o facto de no ano passado eu ter tido uma abordagem mais “agressiva” a esta prova, tendo logo de início andado muito forte e quebrado mais para o final. Este ano não tive nenhuma quebra, tendo feito a prova em negative split (a segunda metade foi mais rápida do que a primeira), o que tendo em conta que a segunda metade inclui a subida da Almirante Reis, não é mau de todo.

De qualquer forma, sinto que estou a subir de forma, e isso é que interessa. Mais cedo ou mais tarde, melhores tempos (de prova) virão.

Organização

A única queixa que tenho é mesmo o encurtar da distância da prova.

Corrida dos Sinos (Mafra, 2012)

Abril 1, 2012

Hoje fui até Mafra para participar, pela segunda vez, nesta prova de 15 Km.

O tempo não estava grande coisa e antes da partida ainda choveu durante mais de meia hora.

Enquanto esperava na zona da partida ainda havia chuva a cair, o que não estava a ser muito agradável. A vantagem é que a temperatura estava baixa, o que é quase sempre bom para correr, e provavelmente acabou por me ajudar durante a prova.

Nesta prova o “tiro de partida” é dado através do toque de um sino (muito temático). Depois do sino arranquei e fui nas calmas encostado à direita. Não estava com grande pressa pois não queria ter uma quebra como a da semana passada na Meia-Maratona.

Passado um bocado, apareceu uma alteração ao percurso relativamente ao ano passado: havia um corte para obras na estrada, o que fez com que o percurso da corrida fosse dar a volta ao Mosteiro. Nisto, acabei por descobrir que as traseiras do Mosteiro são um quartel do exército.

Passando o quartel e dando a volta ao Mosteiro, comecei-me a lembrar que o percurso desta prova é bastante enganador: a primeira metade é bastante fácil, pois tem muitas descidas longas, e a segunda metade implica voltar para trás, sendo quase toda a subir. Ao lembrar-me disto resolvi ir ainda com mais calma, para conseguir voltar para trás em condições (estratégia que já tinha dado bons resultados no ano passado).

Havia montes de corredores, alguns deles provavelmente incautos, a aproveitar o embalo da descida. Apesar da tentação fui-me mantendo no meu ritmo.

Chegando ao ponto de retorno, por volta do 8º Km, era altura de subir. Eu até gosto de subir e tinha poupado energia, portando fui recuperando caminho a muita gente, o que acaba por ser motivador.

E os quilómetros lá foram passando, até chegar ao 14º e à entrada do parque desportivo de Mafra. Os últimos 750 metros (mais ou menos) desta prova são feitos dentro do Parque, numa volta que eu acho um bocado chata, pois existe uma primeira fase em que nos afastamos da meta para depois voltar na direcção oposta. Tive uma ligeira quebra nesta fase e até chegar à pista de tartan.

Eu tinha vindo a pensar se tinha energia para tentar um sprint no final. Não estava plenamente convencido, mas quando entrei na curva antes da recta da meta, consegui meter um ritmo mais forte. Nisto, sinto que vem um corredor atrás de mim, pela direita, também em sprint. Tive imediatamente a reacção de sprintar ainda mais rápido, para não o deixar passar… e consegui.

O mais engraçado do final desta prova é que é propício a estas coisas, pois o estádio tem uma bancada onde se junta muita gente para ver os corredores a chegar. Estas pessoas têm alguma tendência a apoiar bastante chegadas, principalmente quando são sprints parvos de pessoal que não via ganhar nada na prova :). No meio disto, devo ter feito um dos finais em sprint mais rápidos da minha “carreira”.  Já no no ano passado também tinha terminado esta prova de forma parecida. Depois de passar a linha fui cumprimentar o adversário (também um rapaz novo e bem disposto), pois acho que o meu sprint só foi tão forte porque causa da pressão causada pelo sprint dele.

Acabei a prova com 1h16m04s. No ano passado tinha feito 1h10m42s. Apesar do tempo final não ser grande coisa, a “estratégia” do ritmo calmo ao inicio resultou bem pois não tive nenhuma quebra forte e fiz a prova em crescendo de ritmo. Ainda assim, este tempo foi bem melhor do que o tempo que fiz nos 15 Km das Lezirias no mês passado, embora o percurso e a temperatura tenham ajudado.

No final lá me deram o típico Sino. Desta vez é de vidro, bem mais pesado do que o de porcelana que me deram no ano passado. Claramente uma prova a repetir, nem que seja para poder fazer o sprint final em frente das bancadas… e trazer mais um Sino.

(Seguem-se os 20 Km da Prova Livre da Estafeta Cascais -> Oeiras -> Lisboa…)

Corrida das Lezírias (2012, Vila Franca de Xira)

Março 11, 2012

Hoje fui a Vila Franca de Xira para participar pela segunda vez nesta prova.

Fui para a zona de entrega dos dorsais e não sabiam do meu dorsal. O meu nome e número estavam na lista mas não encontravam o envelope com o dorsal e o chip. Resultado: fizeram-me um novo dorsal lá na altura para poder correr.

Início da prova: lembrava-me que no ano passado tinha começado num ritmo forte e que depois a segunda metade da prova me tinha custado um bocado, portanto decidi começar bem lento (não estou em forma suficientemente boa para arriscar). Perto do 3º Km, na entrada para as Lezírias, aparece o primeiro campino a cavalo, característica típica desta corrida.

Chegado ao 4º km estava-me a sentir bem, portanto decidi correr um bocado mais depressa.

A certa altura percebi que o percurso nas Lezírias estava a ser diferente do percurso do ano passado, pois não se tinha feito inversão do percurso por volta dos 7 Km. Mais alguns quilómetros feitos e aparece o segundo campino a cavalo.

A mudança de percurso acabou por ser interessante pois alguns quilómetros foram feitos numa parte das Lezírias onde praticamente só se conseguia correr em duas filas paralelas, embora houvesse algum espaço para quem quisesse fazer ultrapassagens pelo meio. Isto era bem diferente da zona inicial onde havia uns bons 5 ou 6 metros de largura e era possível correrem várias pessoas lado a lado.

Um dos problemas que tive foi com o calor que se fazia sentir.

Saindo das Lezírias e voltando a subir a ponte de Vila Franca, tive uma ligeira quebra. Curiosamente (ou não), já no ano passado tinha tido uma quebra no início da segunda passagem na ponte e após sair das Lezírias. No entanto, chegado lá acima, já estava a recuperar o ritmo. Aproveitei a descida para recuperar algum terreno e, a partir daí, fui mais a gerir o ritmo que levava do que outra coisa. Só acelerei mesmo na reta da meta, para acabar em sprint.

No final o Garmin marcava 15.42 Km feitos em 1h21m45seg. Não fiquei muito satisfeito pois estava à espera de fazer algo mais perto da 1h15m. No entanto, acabou por ser um bom treino para a Meia-Maratona de Lisboa, não só devido à distância mas também devido à temperatura, pois é algo que me tem incomodado em provas à beira-mar e que cruzam a hora do calor.

2012 vs 2011

Este tempo foi bem pior do que o meu tempo do ano passado (1h08m59seg), mas o percurso também foi significativamente diferente, pelo que é mais difícil fazer comparações. Uma das razões pelas quais gosto do atletismo enquanto modalidade desportiva é o facto de ser muito justa: os resultados que temos resultam daquilo que metemos nos treinos.

Uma nota negativa em relação à organização

A certa altura ficaram sem camisolas de vários tamanhos e, principalmente, sem água. Um amigo meu chegou à meta e já não havia nada para levar nem água para beber. Será sempre uma falha grave não ter água suficiente no final das provas, mas com o calor que estava ainda se torna pior.

Corrida dos Sinos 2011 (Mafra)

Abril 3, 2011

Mais uma estreia da minha parte numa prova clássica do nosso país.

Tive a companhia do Osvaldo (que tem andado meio baldas nestas coisas das corridas) nos 15 Km (“Sinos”) e do Tiago (segunda corrida de sempre e em fins de semana consecutivos) nos 6 Km (“Sininhos”).

Como nunca lá tinha ido, fui investigar o percurso e li numa discussão n’O Mundo da Corrida que aquilo tinha vários quilómetros a descer mas que depois tinha de se voltar para trás e enfrentar as mesmas ruas mas no percurso ascendente.

Portanto a estratégia era ir com calma durante os primeiros dois ou três quilómetros e depois ir ao ritmo normal. Eu tenho pouca experiência em provas de 15 Km pois, até hoje, apenas tinha feito uma. Claramente não queria fazer como nas Lezírias, onde arranquei forte logo ao início, pois nessa corrida o percurso era praticamente todo plano e o de hoje não seria.

Chegádos a Mafra fomos buscar os dorsais. Vi por lá o Luís Parro e o José Magro, que estão sempre presentes 🙂 nestas “festas”.

Após o início da prova comecei a cumprir o meu plano. Fui com o Osvaldo a um ritmo mais ou menos conservador, fazendo dois quilómetros acima dos 5 min / km. Um bocado depois do terceiro arranquei e fui andar um bocado mais rápido.

O percurso era mais ou menos como tinham dito lá no fórum, portanto fiz a descida com calma embora estivesse a fazer tempos à volta dos 4:30 / 4:40 por km. A meio da descida um dos meus atacadores desatou-se. Ainda fiz alguns metros com o atacador solto, mas tinha tanta gente à volta e faltavam muitos quilómetros, pelo que achei melhor apertar aquilo. Encostei, apertei-o e voltei à prova. Continuei a descer em direcção ao ponto de retorno que seria algures aos 8 Km.

Cheguei ao ponto de retorno e procurei por ali umas referências para a subida. Colei-me lá a dois corredores que vinham a falar um com o outro e tinham pinta de quem ia correr bem. Andei vários quilómetros com eles, embora às vezes tivesse de apertar um pouco para os acompanhar. A certa altura, no topo da subida antes da distribuição de água (dos 9 ou 10 Km) eles ficaram para trás, mas apanharam-me novamente já depois da subida.

Algures entre o 10º e o 11º quilómetro fomos alcançados por um outro corredor que ia num ritmo um bocado mais forte. Resolvi ir atrás dele. Fui ficando por ali durante alguns quilómetros, mas houve outra subida para aí aos 13.5 Km onde fiquei um bocado para trás.

Depois dessa subida consegui começar a recuperar terreno. A cerca altura vejo a placa dos 14 quilómetros e percebi que estava a chegar ao parque onde seria o final da corrida. Deu-me aquela força de quem sabe que está quase na meta e comecei a correr mais rápido. Passei pelo corredor que me tinha deixado para trás um bocado antes e ouvi-o a dizer “força”.

Dentro do tal parque reparei que era preciso dar mais uma volta ali dentro antes de ir para o tartan. É lixado quando estamos virados para acabar a prova e ainda temos de ir correr mais um bocadinho :). Olhei para o relógio e percebi que não dificilmente faria melhor do que nas Lezírias. Fiz ali algumas centenas de metros a um ritmo forte mas sem exagerar.

Até que cheguei à pista. A entrada na pista era a descer, o que permitiu ganhar um bocado de balanço.

Na pista começo a fazer a curva e a analisar a concorrência. Vejo um grupo de quatro corredores, que iam com 10-15 metros de avanço, e defini como alvo alcançar pelo menos aquele grupo. E lá comecei a mexer-me um bocado mais rápido em direcção aos mesmos. Nisto, só vejo um corredor desse grupo a sair para fora para fazer um sprint para ultrapassar os outros. E que é que me passa na cabeça naquele momento? Ultrapassar o tal sprinter, claro.

E nisto começo a correr à parva e a fazer um sprint muita parvo para a fotografia e para apanhar o outro sprinter. A certa altura só oiço alguém na bancada a gritar “Vais passá-lo, vais passá-lo!” com grande entusiasmo. E Lá passei o outro corredor.

Uns metros depois cruzei a meta. O Garmin marcou 1h10m42s em 15.19 Km.

Recebi os prémios (onde se destaca um belo Sino… para variar das medalhas) e fui ter com o Tiago, que tinha acabado os 6 Km muito tempo antes. Passado um bocado voltei a ver o José Magro e o Luís Parro. E o Osvaldo, que teve um problema de sangramento do nariz e acabou com a camisola toda cheia de manchas da cor que ocupa mais espaço na bandeira.

Não fiz melhor do que nas Lezírias (1h08m58s) mas o percurso desta corrida era mais complicado, porque causa do sobe e desce. Além disso nas Lezírias acabei todo roto e nesta corrida tive forças para sprintar de forma forte. De qualquer forma fiquei satisfeito com o resultado. E acho que começo a gostar mais de correr 15 Km do que de correr 10 Km.

Tive pena de não ter visto quem foi a pessoa que estava aos gritos quando me viu a sprintar no final. Teria lá  ido lá agradecer aquela “fé” toda no meu sprint :).

PS: Estava por lá a Rosa Mota, que de vez em quando aparece nestas provas populares e anda a dar apoio à malta. Descobri agora que ela é a recordista feminina desta corrida, com 50:11 feitos em 1987 (um record com 24 anos).