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Prova Livre da Estafeta Cascais -> Oeiras -> Lisboa

Abril 23, 2014

Esta prova tinha estado nos meus planos, e até me tinha inscrito, mas deixei passar a data de pagamento da inscrição e depois acabei por não me inscrever novamente, porque não me estava a apetecer ir lá.

No entanto, dois ou três dias antes da mesma, surgiu a oferta de um dorsal (via clube dos ferroviários de Portugal) e aproveitei.

Esta prova é porreira e o percurso à beira-rio é agradável, mas tem um problema de logística chato, porque não acaba no mesmo sítio em que começa. Talvez por esta razão não seja uma prova muito frequentada.

Não tenho muito a dizer sobre esta que foi a minha terceira participação na prova. Aquilo não tem muito que saber: começa no Estoril e acaba em Belém. Há algum sobe e desce inicial que tem tendência a fazer mossa, mas de resto é uma prova tendencialmente a descer.

Durante muitos quilómetros pensei que ia fazer abaixo da 1h40, mas tive uma ligeira quebra já após o 15º km, quebra essa que me levou a fazer um par de quilómetros um bocado mais lento do que tinha feito até aí e lixou a média.

No final ainda deu tempo para um quilómetro final em melhoria. Acabei por me juntar a dois corredores para fazer este segmento final. Deu-me ideia que não ficaram muito satisfeitos (nunca vou perceber esta atitude – se eu fosse colado para evitar o vento ainda percebia, mas eu ia ao lado deles…) e ainda acabámos aquilo num sprintzito… Ao menos serviu para acabar a prova com um tempo um bocado melhor :).

Acabei em 1h40m21s. Curiosamente foi o meu melhor tempo nesta prova (o anterior era 1h43m59s, feito em 2012).

A temperatura, tal como em Mafra, esteve excelente para a prática do atletismo, o que também me ajudou…

20 Km de Cascais

Abril 6, 2014

Mais uma ida a Cascais, para a minha segunda prova do ano.

No próprio dia descobri que também havia alteração do percurso: ao contrário dos anos anteriores, a prova iria arrancar na direcção da Baía.

Outra novidade deste ano era terem a partida dividida em várias zonas (às quais se tinha acesso enviando um comprovativo de tempo de uma prova feita durante o ano anterior). Estas separações acabaram por não resultar muito bem. O pessoal dos “subs” foi deixado para a última da hora, e nessa altura já a fila onde estava a maioria das pessoas tinha avançado. Mesmo nos “subs” aquilo não estava a ser minimamente controlado (e estamos em Portugal).

A primeira parte da prova é, como de costume, em direcção ao Guincho. A segunda parte é o regresso. Normalmente há ali algum vento contra, e aquilo é uma recta muito longa, e um pouco chata. Foram aqui que começaram as minhas dificuldades. Aos 8 km fui ultrapassado por um conhecido, que me perguntou se estava bem e que no final me disse que eu ali estava com má cara. Esta prova custou-me, não sei bem porquê. Estava à espera de ficar ali à volta dos 1h40m mas foi bem diferente disso.

Depois do ponto de retorno ainda recuperei ligeiramente, mas não o suficiente. Esta zona é novamente outra recta longa, mais ou menos até à zona do Farol da Guia.

Quando apareceu a marca dos 16 km, o meu relógio já tinha passado os 17 km. Nesta altura já a minha quebra se notava no tempo que estava a fazer a cada quilómetro.

Na marca dos 18, o relógio ia com 19 km. Ou o relógio estava maluco, ou a prova não ia acabar no sítio do costume, ou então, estava mal marcada.

Na marca dos 20 Km estava um senhor da organização que nos disse “Hoje é um bocadinho mais, desculpem lá”. Não era o Garmin que estava maluco… Um quilómetro nem é muito, mas, quando se vai em esforço, aquilo parece mais do que os mil metros.

Cheguei ao final com 1h47m (para 21.11 km marcados pelo Garmin).

Não sei se a prova chegou a ter a distância da Meia-Maratona (21097 m), porque o Garmin não é exacto “ao metro”, mas se não teve, andou lá perto.

Novo percurso

Até gostei do novo percurso. Evita-se a repetição da passagem na Baía, embora a recta até ao Guincho seja um pouco mais chata (e contra-vento). Eu nem me chateava nadinha que isto passasse a ser a Meia-Maratona de Cascais. Têm é de avisar o pessoal.

Outra vantagem é que este percurso, como não começa a subir, estica mais rapidamente, o que evita os engarrafamentos que às vezes aconteciam no percurso anterior.

A t-shirt

Esta prova tinha o chamariz de, em cada ano, a camisola ter os nomes do pessoal que tinha concluído a prova no ano anterior. Ora este ano não fizeram essa impressão dos nomes. É uma grande falha, pois muita gente foi lá a contar receber essa t-shirt.

20 Km de Cascais (2013)

Fevereiro 10, 2013

Esta é uma daquelas provas às quais não posso faltar e hoje foi a minha terceira participação seguida na mesma. Este ano foi a 30ª edição da prova.

Em muito melhor forma do que na altura da minha participação na 29ª edição, tinha de me redimir daquela desgraça de tempo que tinha feito no ano passado.

A t-shirt desta prova trás os nomes dos participantes que acabaram a prova no ano anterior. Ainda não me dediquei a procurar o meu porque a lista é imensa… No próximo ano a t-shirt ainda deve ter mais nomes, tal a quantidade de gente que estava na prova. Quando ia ao primeiro quilómetro ainda tinha mesmo muita gente à minha frente. Não conseguia ver espaços vazios na frente…

Não tenho muito para dizer sobre a prova. Fiz a parte inicial, dentro de Cascais, de forma relativamente calma. Quando cheguei ao 6º km / início da “recta” comecei a correr um pouco mais depressa, e fui aguentado o vento contra. Andei quase sempre entre os 4m50s/km e os 5m00s/km. A certa altura ainda questionei o ritmo, pois andava à volta do ritmo que fiz há 3 meses na Nazaré – e já não estou nesse género de forma, mas sempre era menos quilómetro portanto decidir arriscar.

A prova passou pelo Farol da Guia, que é um dos sítios onde costumo fazer escalada. Curiosamente, na última prova em que participei (“GP Fim da Europa”), também tinha passado numa das zonas para onde já fui escalar (ao pé do Convento dos Capuchos).

É impressionante a seriedade com que as pessoas cada vez mais abordam estas provas de atletismo. Eu vi pessoal que devia ir para fazer tempos entre 1h45 e 1h50 a tomarem gel de hidratos de carbono.

Ao quilómetro 18 aquilo já me estava a custar um bocado, mas lá arranjei força para fugir do grupo onde estava. Cada vez mais perto da meta e aproveitando a descida lá ganhei um bocadito de velocidade.

Cheguei ao final e o meu Garmin marcava 1h38m43s. Nada mal.

Quando cheguei a casa fui ver os meus tempos de 2011 e 2012. Em 2011, na minha primeira e melhor participação, tinha feito 1h38m15s. Que grande porra: fiquei a 28 segundos do meu melhor tempo na prova.

Aqui fica um resumo do meu histórico nesta prova:

20-km-de-Cascais-2011-2013-resumo

PS: Só é pena que não tenham voltando a distribuir medalinhas com as letras da palavra cascais. Ainda pensei que este ano voltassem ao “C”, mas não. Agora tenho lá em casa um “I” e um “S” muito solitários…

Prova Livre da Estafeta Cascais -> Oeiras -> Lisboa

Abril 17, 2012

No passado Domingo, fui até ao Estoril para participar, pela segunda vez, nesta “Prova Livre” de 20 Km. A ideia é começar no Estoril e acabar em Lisboa ao pé dos Jerónimos, passando por Oeiras, sempre à beira-mar.

A “Estafeta” propriamente dita já conta com 73 anos de história, mas a “Prova Livre” vai apenas na segunda edição. No ano passado tinha lá estado a fazer de lebre (grande falhanço) mas este ano já lá fui na onda competitiva, para testar a minha forma.

Fiz a viagem de comboio, partindo no Cais do Sodré. Gosto de andar de comboio nesta linha pois a paisagem é muito agradável (bem melhor do que a linha de Sintra) e como já se sabe, isto que eu faço não é desporto, é turismo desportivo.

Por um erro de planeamento não comi quase nada de manhã: apenas um yogurt, umas dentadas numa maça que estava meio… duvidosa, e uns rebuçados que tinha trazido do restaurante Japonês onde tinha jantado no Sábado à noite.

Estava um pouco preocupado com este fraco abastecimento matinal mas, felizmente, o jantar do dia anterior tinha sido bem carregado em hidratos de carbono…

Esta prova tem um percurso cheio de sobe e desce. Começa numa subida, à qual se segue uma descida longa, à qual se se uma subida inclinada, à qual se segue outra descida, à qual se segue outra subida inclinada (sim, é mesmo assim) e só depois estabiliza mais ou menos em recta durante alguns quilómetros. É um percurso que facilmente faz mossa naqueles quilómetros iniciais.

Comecei a prova num ritmo conservador (parece que o juízo está a voltar). Estava algum frio, o que facilita imenso a prática da corrida. Fui rolando e passei aos 5 Km com cerca de 26 minutos. Mais alguns quilómetros num ritmo conservador e passei aos 10 km com 52 minutos e meio. Por esta altura estava a passar por Oeiras e já havia algum sol mais forte, mas nada que incomodasse, até porque tinha levado o meu chapéu do deserto.

No abastecimento dos 10 km aconteceu uma coisa um bocado caricata: ia para apanhar uma garrafa e o distribuidor de água puxou a mesma da minha frente. Já aconteceu outros corredores roubarem a água, mas o distribuidor… é inédito. Aposto que vinha alguma rapariga bonita atrás de mim… Mandei uma boca e apanhei outra garrafa no distribuidor seguinte.

Mais alguns quilómetros a rolar à beira-mar (a paisagem desta prova é muito bonita) e finalmente cheguei à zona do Jamor. Nesta altura, começou a chover de forma significativa… Bem, admito que a chuva veio mesmo a jeito porque ajudou a arrefecer sem ter de desperdiçar água e isso ajudou-me a preparar o arranque para os 5 quilómetros finais. Nesta altura (15 Km) ia com cerca de 1h19m, ou seja, continuava dentro do ritmo que tinha feito até então.

Nos últimos cinco quilómetros ganhei algum ritmo e fiz quatro quilómetros a ritmos abaixo de 5 min/km.

O Garmin marcou 20.16 Km feitos em 1h43m59s.

Acabei por ficar satisfeito com o resultado. Foram menos alguns minutos do que o tempo feito há 2 meses nos 20 Km de Cascais, embora a temperatura me tenha ajudado. O mais relevante foram mesmo os últimos cinco quilómetros, nos quais já notei algumas melhorias de forma. O facto de ter tido cabeça e ter conseguido gerir o ritmo inicial de forma a acabar a prova em crescendo de ritmo também é positivo.

Em relação à organização, não tenho grande coisa a assinalar, salvo aquela história da garrafa de água, que vou atribuir à eventual existência de alguma deusa que devia merecer mais a água do que eu.

De resto, gosto muito do percurso desta prova e claramente é daquelas a repetir.

20 Km de Cascais (2012)

Fevereiro 19, 2012

Este início de ano foi muito parado para mim. Por várias razões estive mais de 40 dias sem correr. Decidi então ir aos 20 Km de Cascais para quebrar esta má vida e voltar aos bons hábitos.

Para preparar a prova fiz alguns pequenos treinos (entre os 5 e os 10 Km) durante a semana anterior, tendo o primeiro treino do ano calhado no dia 12 de Fevereiro.

No Sábado fui buscar o dorsal e deram-me logo a famosa t-shirt com os nomes dos atletas chegados em 2011. Ainda demorei um bocado a encontrar o meu nome, mas lá estava.

Como estou em (muito) má forma, abordei esta prova com o objectivo de chegar ao final, sem grandes preocupações em termos de tempo (mas a olhar para o limite da sanidade: 2 horas).

Chegado a Cascais o tempo estava bastante bom, com céu limpo e sol (ao contrário do ano passado, em que choveu um bocado antes do início da prova).

Comecei a corrida nas calmas para garantir que conseguia chegar ao final. Parece-me que houve ali uma mudança no percurso logo na fase inicial, tendo este ano havido uma passagem perto da zona da Boca do Inferno. Depois do 8º ou 9º Km comecei a apertar mais um pouco o ritmo, pelo menos até chegar o vento contra do Guincho.

Passei pelo 10º Km com cerca de 55 minutos de prova. Se não quebrasse iria conseguir ficar dentro do tempo máximo que tinha previsto. Ainda passei uns dois quilómetros a levar com aquele vento forte, contra, que me fazia desperdiçar alguma energia. Eu bem me tentava proteger indo atrás de grupos, mas o raio do vento vinha meio de lado.

Chegado ao ponto de retorno acabava-se o vento contra e era só gerir o regresso a Cascais. Mas a certa altura começou a ficar muito calor, o que não ajuda nada.

Por volta dos 15 Km percebi que pelo menos conseguia fazer 1h50m e que se apertasse um bocado ainda conseguia ficar nas 1h48m.

Fui apertando e passei aos 18 Km com cerca de 1h38min. Faltavam dois km e comecei a ficar com uma “dor de burro”. Mas pronto, já não ia ficar pelo caminho…

No final ainda consegui fazer um pequeno sprint, embalado pela descida da meta.

Lá me deram mais uma bela medalha, com a letra “S” no fundo. Como só participei em duas edições desta prova (2011 e 2012), só tenho as letras “I” e “S”, da palavra Cascais. Espero que voltem ao início em 2012, para eventualmente conseguir fazer com as 6 letras (não pela ordem suposta, mas não há que ser picuinhas :)).

Tempo em 2012
1h47m46seg

Tempo em 2011
1h38m14seg

O relógio não mente. Por esta altura, em 2011, estava em muito melhor forma. Penso que foi a primeira vez que o meu resultado piorou numa mesma prova, de uma edição para a outra. Mas é mesmo assim, quem não treina não pode esperar bons resultados.

20 Kms de Cascais

Março 6, 2011

Após duas semanas em que apenas fiz 4 treinos, fui ver até Cascais ver como estava a máquina. A prova eram os 20 Kms de Cascais e era a minha primeira participação na mesma. Esta prova é praticamente uma meia-maratona. Tem menos um quilómetro e qualquer coisa, mas dá para testar a distância. Em termos de calendário até calhou bem, porque daqui a 2 semanas tenho uma Meia-Maratona para fazer :).

Tive a companhia do Osvaldo que ia fazer a sua maior prova de sempre. Quando chegámos a Cascais começou a chover, algo para o qual não iamos preparados. Fomos buscar os dorsais e apanhámos um bocado de água… a coisa estava tremida… mas, à medida que o tempo foi passando, o céu foi limpando e na hora da partida já tinha parado a chuva.

Os primeiros 5 quilómetros da prova eram uma voltinha por dentro de Cascais, que fazia com que passassemos duas vezes pelo balão da partida. Esses 5 Km estavam mesmo a jeito para servirem de aquecimento. E foi mesmo assim: comecei calmo e passei aos 5 Km com 26:28 (min).

O céu estava azul e tinhamos algum sol. Correr à beira-mar na Marginal foi muito agradável. Nesta altura do ano não está o calor pateta que costumo apanhar nas provas que há por ali (Corrida do Tejo e Corrida do Destak).

Ao quilómetro 12 estava a ficar com menos força nas pernas. Pouco depois do ponto de retorno, por volta dos 12.5 Km, tirei do bolso a minha arma secreta: um cubo de marmelada. Despachei-o num instante…

Por esta altura já estava em modo de ultrapassagem, correndo solitáriamente de ilha em ilha e deixando para trás o pessoal que tinha começado mais forte.  O regresso era quase sempre a rolar, tirando duas subidas já perto do final. O final propriamente dito era em descida.

Cada vez gosto mais destas provas maiores. Quando vou correr 10 Km estou sempre com “pressa de acabar” e de bater o relógio. Para correr 20 Km não posso usar o mesmo ritmo com que corro 10 Km, portanto acabo por olhar mais em volta e apreciar a paisagem.

Cheguei ao final com 1h38m14seg o que me dá uma boa indicação para a minha segunda Meia-Maratona.

No final deram-me um saco com a t-shirt e uma bonita medalha. A t-shirt tem os nomes de todos os que acabaram a prova no ano passado. No próximo ano tenho de lá voltar para ficar com a t-shirt que terá o meu nome.

PS: Entretanto descobri que a medalha tem a letra “I” escrita a branco no centro. E a razão para isso é simples: há alguns anos a organização desta prova começou a meter letras nas medalhas, de forma a construir a palavra “CASCAIS” ao fim de algumas edições. Portanto no próximo ano a medalha deve ter um “S”… Estes pormenores são uma boa forma de garantir que a casa vai estando sempre cheia.