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Maratona Seaside de Lisboa (2012)

Dezembro 9, 2012

Hoje era dia M, de Maratona. Era dia de correr 42.165 metros. E era dia de ir atrás das infames quatro horas nesta distância mítica.

A estratégia

A minha estratégia era simples:

  • Para bater as 4 horas tinha de correr, em média, a um ritmo mínimo de 5m41s / km.
  • Como a prova tem um final difícil (Almirante Reis) iria fazer os primeiros 5 km a um ritmo ligeiramente mais lento (à volta de 5:51 por km) para evitar gasto energético elevado (para ter reservas para atacar a Almirante Reis) e para poder aquecer devidamente “a máquina”.
  • Depois do 5º km começaria a recuperar terreno, baixando progressivamente o ritmo, mas evitando baixar dos 5m36s / km. Nota: os 5m36s foram recomendação de uma pessoa experiente, com base no meu recente tempo à Meia-Maratona.
  • Desta forma teria de fazer a maioria do percurso abaixo de 5m39s, de forma a obter a média referida.

Era a minha segunda participação nesta prova, pelo que já conhecia o percurso.

A incógnita aqui era a Almirante Reis. No ano passado cheguei muito bem à Almirante Reis porque tinha feito a corrida quase toda de forma muito conservadora. Este ano não podia ser tão conservador, pois queria mesmo bater o relógio.

Eu estava convencido de que iria conseguir seguir a estratégia, pelo menos até à Almirante Reis. Se quebrasse na Almirante Reis podia não conseguir o ritmo médio alvejado.

A coisa correu mais ou menos assim, embora em algumas zonas tenha saído significativamente dos ritmos alvo.

A prova

O Estádio Primeiro de Maio estava cheio de pessoal. Não sei o que é que aconteceu, mas havia muito mais gente do que no ano passado. Principalmente estrangeiros, que são bem-vindos porque vêm cá deixar os seus euros e dólares que tanta falta nos fazem (sim, as senhoras loirinhas de olhos azuis embelezam a capital, mas a gente precisa é de euros :)).

Nos bolsos tinha o material da minha estratégia de abastecimento: 4 pacotes de gel de pêra e 3 cubos de Marmelada. Também tinha um telemóvel.

Antes da prova começar estava um pouco nervoso, mas isso passou assim que cruzei a linha da partida.

Comecei um pouco mais lento do que o previsto. Não estava fácil correr pois havia muita gente em prova e ainda demorou um pouco a abrir uma clareira.

Ainda durante o primeiro quilómetro passei por um rapaz que estava a fazer a prova em cadeira de rodas e que, na subida, estava a ser ajudado por alguns corredores. Pelo que percebi havia ali um grupo de três ou quatro pessoas que estavam a fazer a Maratona para ajudar o rapaz. Cruzei-me várias vezes com este grupo durante a prova e achei bastante interessante: não é fácil correr uma Maratona e é de louvar que alguém se disponha a correr a distância mítica para ajudar outra pessoa.

Sair da zona de conforto

Os cinco primeiros quilómetros foram feitos a um ritmo calmo, tendo inclusivamente feito dois quilómetros acima de 6:00 (6:02 e 6:06). O ritmo médio estava à volta dos 5:52, que era 11 segundos acima do médio. Estava na hora de começar a correr ligeiramente mais rápido e de começar a aproximar-me do ritmo pretendido. E assim foi.

Durante estes primeiros quilómetros notei uma pequena dôr na coxa direita, e estava preocupado que isso pudesse vir a dar trabalho mais à frente. Era uma dôr já tinha tido em alguns treinos. A certa altura passou e não me chateou mais :).

Por volta do 13º km tive de fazer uma paragem para ir ao WC (à custa da água que já tinha bebido). Curiosamente fui ao WC no mesmo sítio onde tinha ido no ano passado. Ir ao WC significa perder tempo, mas a decisão era fácil: ou ia ao WC, ou tinha de lidar com o desconforto durante mais 30 km. Nesta ida ao WC perdi uns 20 ou 30 segundos – como foi numa rua em descida, acabou por não ter grande impacto no tempo do quilómetro.

Um pouco mais à frente, ao 15º km e já em Sete Rios, apareceu mais uma subida semi-longa, seguida de outra descida que nos levou para a rua do El Corte Inglés, onde nos apareceu mais uma subida… Enfim, é Lisboa :).

Aproveitei a descida desde o El Corte Inglés até ao Terreiro do Paço para recuperar algum tempo e fiz dois quilómetros a 5:27. Tive de me conter um bocado, porque as descidas são enganadoras e é fácil gastar energia sem se dar por isso. Ainda assim, achei que os 5:27 já eram abusar da sorte…

A recta

Lá cheguei ao Terreiro do Paço. Era altura de acalmar o ritmo e voltar para o intervalo de segurança (5:36 – 5:41).

Eu estava constantemente a olhar para o relógio para perceber se o Ritmo Médio estava a baixar. A cerca altura já ia em 5:43, o que significava que já tinha recuperado significativamente do início mais lento.

Eu quase sempre que olhava para o relógio via que estava a correr o quilómetro actual a 5:38 mas, curiosamente, há muito poucos parciais com 5:38 no registo que o relógio fez. Se calhar estava a sonhar. Na cabeça ia a dúvida sobre se conseguiria manter aquilo ritmo até ao final.

Lá passei na zona em que começa a Meia-Maratona (ainda me lembro de, em 2010, estar nesta zona à espera da partida para a minha primeira Meia-Maratona e de ver passar o pessoal da Maratona e de ter achado as passadas daquela malta impressionantes) e aquilo ainda estava cheio de pessoal que lá estava para a estafeta.

Ao quilómetro 23 cruzei-me com o meu amigo Tiago, que me foi dar dois cubos de marmelada (os bolsos são limitados e não cabia lá tudo) que eu iria usar durante a segunda metade da prova. Tinha dito ao Tiago que ia chegar ao pé dele entre as 11:08 e as 11:15, e passei à volta das 11:12 e qualquer coisa. A coisa estava a correr bem e ainda me sentia em boas condições mas a parte chata da Maratona ainda estava para começar.

Continuo em direcção a Algés e, a certa altura, oiço alguém a gritar o meu nome. Era o Nuno, que estava no outro lado da estrada, de bicicleta, a deslocar-se para o local onde iria esperar por mim para me ajudar nos quilómetros finais. O rapaz fez uma tal baralheira que devem ter ficado a achar que ia maluco :).

Esta parte do percurso é um bocado chata e longa, mas era a parte onde era essencial que eu conseguisse correr abaixo do ritmo alvo, para poder compensar o início mais lento. Ia olhando para o pessoal que corria na direcção contrária, tentando encontrar alguns amigos e conhecidos que vinham na Meia-Maratona. Acabei por não conseguir ver ninguém, ao contrário do ano passado…

A certa altura escorreguei no chão molhado de uma zona de abastecimento e ia caindo (cheguei a tocar com uma mão no chão). Fiquei com umas dores no braço e no dedo grande do pé direito (!) e isso deixou-me um pouco preocupado. Também fiquei um pouco irritado, pois tinha perdido ali alguns segundos e, principalmente, tinha saído do meu ritmo. As dores no braço foram passando, mas o dedo tinha ficado tocado suficiente para causar algum desconforto.

Eu continuava a manter o ritmo e a olhar para o relógio. A certa altura aquilo marcava 5:42 de ritmo médio. Estava quase a entrar no ritmo médio que permitia acabar a Maratona abaixo das 4 horas, mas ainda não estava lá e já tinha corrido vários km abaixo do ritmo desejado. Estariam as minhas expectativas desajustadas? Tinha feito mal as contas?

A companhia

Tal como no ano passado, recrutei o Nuno para me ajudar nos últimos quilómetros da Maratona. Desta vez ele juntou-se a mim perto do 29º km.

Expliquei-lhe a estratégia que estava a seguir e disse-lhe que precisava de continuar a correr abaixo de 5:39 / 5:38 para conseguir baixar o ritmo médio e acabar aquilo bem.

Ali por volta dos 30º km já se começavam a notar algumas quebras no pessoal. Isso acaba por dar algum alento a quem ainda vai bem.

O Nuno perguntou-me como estava o Ritmo Cardíaco e disse-lhe que este ano tinha decidido não ligar ao RC. Estava a fazer a prova usando apenas o ritmo de corrida como referência. Acho que só olhei para o RC uma vez durante a prova toda (até me lembro que marcava 146 bpm na descida do ECI para o Marquês).

Ali por volta do 32º ou 33º comecei a notar alguma dificuldade em manter o ritmo. Tinha de puxar mais pela “máquina” para me conseguir manter naquela zona alvo. Mas ainda conseguia correr normalmente e conseguia falar.

Um pouco antes de chegar à Almirante Reis, o relógio marcou 5:39 (ou 5:40, já nem sei) como ritmo médio. Fiquei contente e esperançado mas, como ainda faltava subir aquilo tudo, ainda não tinha certeza que fosse conseguir as quatro horas. Se mantivesse o ritmo ia conseguir, mas se quebrasse podia desperdiçar quatro meses de trabalho.

A Almirante Reis

Não sei o que se passou mas, a certa altura, já estava em piloto automático e comecei a correr mais rápido. Enquanto subia a Almirante Reis, à qual tinha chegado com 35 km nas pernas. O Nuno chamou à atenção que estávamos a fazer como no ano passado e que estávamos a passar montes de gente.

Apesar dos receios, a Almirante Reis correu-me bem. No entanto custou-me muito, porque ia com as pernas muito cansadas e foi físicamente e psicológicamente exigente manter (ou melhor, acelerar) o ritmo durante aquela subida toda. O meu cérebro deve ter passado para as pernas… Foram várias as vezes em que me vieram lágrimas aos olhos (não estava em sofrimento, mas estava em esforço e um pouco emocionado por perceber que o treino ia dar dividendos). Fiz, durante a subida da Almirante Reis, 2 dos 3 quilómetros mais rápidos de hoje. O apoio do Nuno foi muito importante nesta fase, porque permitiu tirar um bocado a cabeça do desconforto.

Ainda durante a subida ainda tive algumas dores e ameaços de caimbras (que me iam assustando) mas nada que me obrigasse a baixar o ritmo (pelo contrário).

A certa altura o relógio começou a marcar 5:37 de ritmo médio e foi aí que me apercebi que ia conseguir bater as 4 horas com margem. Chegado ao Areeiro ainda tomei o último gel (não sei se terá tido algum efeito… mas estava no bolso, portanto siga) e a partir dali já estava feita :).

O Nuno deixou-me um pouco depois, antes da descida da Av. dos EUA. Ali já estava super feita, era só aproveitar a descida para embalar para o final. À entrada do estádio ainda escorreguei ligeiramente, o que fez com que outra caimbra aparecesse mas era só mais uma ameaça. Vieram-me novamente lágrimas aos olhos enquanto me deslocava para o tartan. Quando entrei no tartan e olhei para o relógio, vi que estava nas 3h57m…

Quando cruzei a meta e parei comecei a ter caimbras em vários músculos das pernas. Ainda bem que a Maratona são só 42165 metros…

Consegui bater as 4 horas. Fiz a prova em 3h57m47s. É o meu novo record pessoal na distância da Maratona. É uma bela prenda de Natal antecipada :).

Quando cheguei ao carro e me sentei, tive uma caimba que me obrigou a sair do carro para alongar os músculos. A minha boleia fez o seguinte comentário “Para que é que é preciso correr 40 km? Não chegam 20?”. Eu nem tentei explicar…

Parciais do Garmin:

  • 10 km – 58m43s
  • 21 km (HM) – 2h01m (+ -)
  • 30 km – 2h51m11s
  • 40 km – 3h47m (+ -)
  • 42.165 m – 3h57m47s

Fiz um parcial negativo de cerca de 3 minutos.

Em 2011 tinha feito esta prova em 4h12m32s, o que significa que o novo record são menos 12m45s.

Eu gosto muito deste percurso e gostaria de melhorar mais o meu tempo no mesmo. Infelizmente, pelo que li recentemente, este terá sido o último ano que a prova teve este percurso. A prova foi adquirida e o percurso previsto para o próximo ano será praticamente todo à beira-mar.

Tenho pena que mudem o percurso, pois acho que é muito desafiante – não só pela Almirante Reis, mas pelo perfil de sobe-e-desce que torna difícil uma “temporização equilibrada”. Percebo que o percurso actual não é grande chamariz para os estrangeiros que querem é provas para bater records, mas Lisboa é sobe e desce. Uma Maratona de Lisboa sem colinas não é uma Maratona de Lisboa :).

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Uma nota sobre o treino

Como já tinha dito no post sobre o treino feito em Agosto,
uma das dificuldades do plano era o treino em RM ao Sábado, seguido de um treino longo ao Domingo. Isto fazia com que o treino de Domingo fosse difícil devido às pernas cansadas do treino mais rápido de Sábado. Ao subir a Almirante Reis lembrei-me desses dias em que o treino de Domingo era mais lento do que o planeado (que já era lento por concepção) pois, em termos de resposta ao cansaço, parecia que estava num desses treinos (embora com muito mais esforço, porque estava a correr muito mais depressa).

Outra coisa que o plano recomendava (e que fui fazendo) eram as ocasionais “fast finish long runs“, nas quais o último 1/4 da distância (supostamente – nem sempre fiz tanto) era feito a um ritmo mais rápido do que os 3/4 anteriores, também para treinar a capacidade de correr depressa com as pernas cansadas.

Estou plenamente satisfeito com a escolha de plano para o resultado desejado e efectivamente fiquei preparado para “correr rápido com as pernas cansadas”. Embora não tenha seguido o plano a 100% e apesar de ter feito algumas modificações (essencialmente para adicionar distância) segui o espírito (filosofia?) do mesmo à risca.

Para terminar, deixo os meus parabéns a todos os que se estrearam nesta prova e que entraram na categoria de Maratonistas 🙂 e um agradecimento ao Tiago e ao Nuno pela disponibilidade para irem para o frio a um Domingo de manhã para me ajudarem a alcançar o objectivo.

Meia-Maratona da Nazaré (2012)

Novembro 18, 2012

Estive presente na 38ª edição desta que é a mais antiga Meia-Maratona realizada em Portugal (facto que leva a que lhe chamem “a Mãe de todas as meias maratonas”.

Esta foi a prova na qual participei e que implicou um maior deslocamento (e também uma maior despesa, porque passei o fim de semana na Nazaré). Tudo começou quando o meu amigo João resolveu treinar para uma Meia-Maratona e a prova que mais perto estava do final do plano dele era a Meia da Nazaré. Como eu ainda não tinha feito nenhuma Meia-Maratona neste período de treino para a Maratona, decidi juntar-me na viagem até à Nazaré.

Fomos no Sábado para a Nazaré.

A falta de prática nisto das provas já se vai notando e nem me lembrei de meter alfinetes d’ama no saco.
Então lá andámos nós à procura de alguma loja que vendesse tal material, com receio de não arranjar-mos no dia da prova. Lá encontrámos uma loja que os tinha, e onde a vendedora nos disse “hoje e amanhã só se vende é disto“.

À noite fomos buscar os dorsais ao Cine-Teatro, que pelos vistos também é o cinema. E fiquei com ideia que também é o casino. No saco do dorsal vinham alfinetes d’ama… 🙂

A prova

Eu ia à Nazaré para bater o meu record pessoal, porque sentia que estava capaz de o fazer e porque precisava de fazer o melhor tempo possível, para ter uma referência realista para a Maratona. Apontei para um ritmo médio abaixo de 5m10s / km, com os três quilómetros iniciais acima disso para aquecimento e porque já sabia que haveria uma longa subida que começava antes do segundo quilómetro.

Lá cumpri o plano durante os primeiros dois quilómetros, mas mas depois apercebi-me de que o ritmo (perto dos 5:05 por km) estava a sair sem grande esforço. Decidi que ia manter aquele ritmo (um bocado abaixo do que tinha planeado, mas não muito). A certa altura comecei a achar que na segunda parte da prova seria capaz de fazer alguns quilómetros abaixo dos 5m / km.

Fui mantendo o ritmo e os quilómetros foram passado. Fui passando pelas zonas de distribuição de água e, além da água, estavam a dar esponjas molhadas – e nem sequer estavam a ser forretas (deram-me sempre 2 nos vários pontos).

Chegado ao ponto de retorno, por volta dos 12.5 km, e despachada a subida mais complicada da prova, estava na altura de voltar para a Nazaré. Foi aqui que começou o meu embalo para o final, pois aproveitei a descida para ganhar velocidade.

Estava um vento contra muito forte, mas eu estava com força e com vontade.

Aquele vento meio-de-frente, meio-de-lado deve ter estoirado com muita gente. Aos 13 km já se notava que estava muita gente a quebrar e não havia quase ninguém num ritmo que me agradasse e que me fizesse querer ficar com essa pessoa – tirando um senhor ao qual até ofereci uma das esponjas que me deram. Eventualmente esse senhor também começou a ficar para trás, e lá fui eu para outra ilha e assim andei durante um bocado.

Aos 17 km começo a sentir a porra da dor de burro. Nesta altura juntei-me a um pequeno grupo de três atletas e fiquei ali ao pé deles para controlar o meu próprio ritmo enquanto recuperava da dor. Comecei a massajar a zona e passou num instante. Menos um susto, mas estava a começar mais uma subida. Era a segunda passagem no viaduto. Eu continuava com força. Feita a subida, estava na hora de descer e recuperar mais um pouco.

Aos 18 km olhei para o relógio, que marcava 1h30m. Fiz umas contas de cabeça, mas já estava meio baralhado… a brilhante conta foi algo do género:
“1h30 + 4 km, portanto + 20min, portanto 1h50”
achei um bocado estranho, pensei melhor e lá me lembrei que dos 18 para os 21 são 3 e não 4:
“portanto 1h45”
claro que também me estava a esquecer que estava a rolar abaixo dos 5 min/km. Mas 1h45 já era um senhor record, pelo que estava super motivado para manter aquele ritmo.

Tinha agora um “colega” pendurado que estava a usar-me como escudo anti-vento e como reboque. Decidi que me ia embora dali.

Passo pelo chuveiro (sim, havia um par de chuveiros a meio do percurso) penso se “vou ou não vou” e passo ao lado. Não valia a pena, já estava muito perto.

Estava-me a custar muito manter aquele ritmo, já ia de dentes serrados.

Vejo o primeiro balão (o da partida) e recupero algum alento. Falta pouco. Já se via o segundo balão. Já agora aguenta-se o esforço e o record vai ser ainda mais simpático. Chego ao segundo balão e oops, afinal ainda não é aqui. Falta mais um bocado. Relaxo durante uns metros até perceber onde era a meta, para voltar a apertar um pouco depois.

(Ao cruzar a meta levei umas bocas por ter ultrapassado algum pessoal nos últimos metros. Não percebo esta malta.)

Cheguei ao final. O relógio marcava 1h44m09s – um novo record pessoal. Pela primeira vez tinha feito uma Meia-Maratona abaixo da 1h50m. Não só tinha batido o meu RP, como tinha tirado mais de 6 minutos ao tempo anterior (1h50m45s feito em Setembro de 2011).

No saco estava uma medalha, um bonito prato de porcelana alusivo à prova, um bolito regional (bem bom) e mais algumas coisas. Mas é claro que o record foi a melhor prenda que trouxe da Nazaré.

Esperei pelo João e depois fomos para a praia, onde molhei as pernas na água gelada da Nazaré, para tentar apressar a recuperação. Passado um pouco, uma daquelas ondas malucas trouxe-me de volta para a costa…

Passadas umas horas voltámos para Lisboa. Estava bem alegre e com um sentimento de dever cumprido. O meu trabalho dos últimos três meses (na realidade já vão sendo cinco) estava a ser recompensado.

O impacto da prova na população

Uma coisa que me apercebi durante este fim de semana foi o impacto que esta prova tem na economia local. A Nazaré é uma zona turística, à beira-mar, que provavelmente é mais frequentada no verão. Durante este fim de semana vi a Nazaré cheia de gente de fato de treino ou com ténis ultra coloridos. Pareceu-me realmente algo importante para a região, ao contrário de muitas provas (mesmo as mais populares) em que costumo participar. Algo a ter em conta em futuras escolhas de provas.

Deixo já a promessa que, em 2013, repito a visita à “Mãe de todas as Meias-Maratonas em Portugal”. Pode ser que a Mãe me dê outra prenda :).

Para quem estiver na dúvida: vale a pena ir a esta prova, principalmente para quem gosta de provas sem confusão e onde a enfase está na corrida e não na “festa”. Partida sem confusões, pormenores interessantes (chuveiros e esponjas), percurso e cenários variados e até havia sardinhas gratuitas para os corredores (mas era preciso ir à casa do benfica e isso já é pedir demais de mim :p).

Meia-Maratona de Portugal (2011)

Setembro 25, 2011

Participei hoje, pela primeira vez, na Meia-Maratona de Portugal. A prova tem início “a meio” da ponte Vasco da Gama, vai junto ao rio até St. Apolónia e depois regressa para a zona da Expo ’98.

Em geral, a organização funcionou bem. Assim que cheguei ao Vasco da Gama (pouco antes das 8h30)  não esperei sequer 5 minutos para entrar no autocarro. Chegados à ponte, só tive de fazer uma pequena caminhada até à zona de separação que permite às pessoas da Meia-Maratona começarem a prova colocadas à frente das pessoas da Mini. Até aqui tudo bem. O único senão foi o tempo de espera: passar uma hora de meia ao sol em cima da ponte é um bocado aborrecido.

Estas provas com muita gente são sempre uma confusão nos primeiros quilómetros. Vi muito pessoal a ultrapassar no meio da molhada, sem nenhum cuidado com quem vem atrás…

Havia bastantes abastecimentos, a começar com o primeiro logo aos 3 Km. Infelizmente, a certa altura, a água e bebidas-coloridas que estavam a ser distribuídas já estavam quentes. De qualquer forma estava imenso calor, pelo ingeri líquidos que nunca mais acabavam. Penso que foram 6 garrafas de água e 3 garrafas das bebidas coloridas… acho que nunca bebi tanto numa corrida. Além disso ainda ingeri dois pedaços de banana e um quarto de laranja, que juntei aos meus dois cubos de marmelada…

Entre o 19º e o 20º Km fiquei com uma dor de burro, que me obrigou a reduzir um bocado o ritmo. Não sei se foi efeito da quantidade de abastecimento que usei…

Eu tinha apontado para algo entre 1h47 e 1h49, mas ainda não foi desta. O Garmin diz que fiz 1h50m45s, o que é um novo record pessoal, mas com apenas menos 9 segundos do que o meu record anterior (embora este percurso seja menos fácil do que o percurso da Meia-Maratona de Lisboa onde tinha registado o record anterior).

Sugestão

A única coisa que mudava nesta prova era a hora de início. Uma prova que começa às 10h30, num dia de céu destapado, faz com que qualquer pessoa que demore mais do que uma 1h30m a fazer a prova, apanhe com o sol do meio-dia. Ainda por cima a prova é toda à beira do Rio Tejo… Será que não se podia começar a prova um bocado mais cedo (às 9h30, talvez) para se fugir ao calor?

Adenda

O Luís foi a esta prova fazer uma Meia-Maratona pela primeira vez. O engraçado é reparar no máximo que ele tinha corrido de uma só vez até hoje: dois treinos de 15 km feitos nos últimos 10 dias. Ainda assim, conseguiu correr até aos 19 Km antes de ter de se meter a andar e depois ainda voltou a correr no quilómetro final… 🙂

Corrida do ISCPSI / APAV

Março 27, 2011

Este mês houve oferta de corrida com fartura, o que fez com que eu fosse a 4 corridas em 4 fins de semana consecutivos. Hoje, para fechar o mês, fui à Corrida do ISCPSI / APAV. No ano passado, neste mesmo dia, tinha estado na Corrida do Pai. Este ano não até era capaz de a repetir, mas não sei o que lhe fizeram… Mas adiante, que variedade também é bom.

Convenci dois novatos a irem também. Um deles (Luís) já fez algumas corridas, mas o outro (Tiago) era estreante. Acho que só o convenci porque ele mora ali perto da zona da partida, mas pronto, o que interessa é que aceitou o desafio :).

O tempo de manhã estava fresquinho, mesmo a jeito para correr à beira-mar.

Partiu-se de Alcântara, mais concretamente do Largo do Calvário, em direcção ao Cais do Sodré. Antes de chegar ao Cais do Sodré era o ponto de retorno, e a corrida passava a ser em direcção a Belém, de onde se retornava novamente para acabar perto do CCB.

Este percurso tem a particularidade de praticamente não ter desníveis, pelo que era ideal para mais uma correria atrás do relógio. Em Mem Martins, num percurso cheio de sobe e desce, os 10 Km tinham ido em 44:56 (min) e esta corrida era uma oportunidade de confirmar (ou não) que estou a conseguir percorrer 10 Km em 45 minutos.

Quando deram o tiro lá arranquei e fui quase a passo até arranjar espaço para correr. Pouco depois já ia num ritmo mais rápido e pronto para irritar o relógio.

Dez quilómetros são dez quilómetros e correr a 4:30 min/km não me deixa grande espaço para apreciar a vista. Por esta razão não tenho grandes recordações da prova.

A maior dificuldade que senti foi o vento contra que se fez sentir algures entre os quilómetros 6 e 9. Isto coincidiu com uma fase em que tive de andar a apertar o ritmo para andar “de ilha em ilha” (ou seja, de pequeno grupo de corredores em pequeno grupo de corredores). Mas prefiro o vento contra do que o sol maluco que estava na semana passada na Meia-Maratona de Lisboa.

Tempo final: 44:32 (min). O Garmin marcou 10.06 Km. É o meu novo record pessoal em provas de 10 Km 🙂 e é a segunda vez que faço menos do que 45 minutos nesta distância.

Esta prova foi provavelmente a prova onde me deram mais “brindes”, quer no saco que me deram quando paguei a inscrição, quer no saco que deram no final. Só encontrei dois pontos negativos na prova: a t-shirt da prova era preta e de algodão, pelo que não a usei porque correr de preto é faltar ao respeito ao Sol. O outro ponto negativo foi a impossibilidade de pagar a inscrição via-Multibanco. Enfim, nada do outro mundo. No próximo ano sou capaz de voltar.

PS: O Tiago, o estreante, no caminho de regresso, vinha a dizer “a seguir quero fazer uma prova de 5 Km” ;).

Meia-Maratona de Lisboa (2011)

Março 20, 2011

Mais uma vez  a sair da cama às 6h30 para chegar ao Pragal cedo e conseguir partir sem problemas. Estive para não ir porque ontem passei o dia mal do estomago e não queria ter uma “emergência” em cima do tabuleiro… mas acabei por arriscar.

Já fui várias vezes a esta corrida mas foi a primeira vez que participei na Meia-Maratona. Convencido que ia estar a humidade do costume do lado de lá, levei uma t-shirt por baixo da t-shirt da corrida. Mas desta vez nada de humidade. Esteve sempre bom tempo.

Percurso da Meia-Maratona de Lisboa

Esta corrida tem sempre um mar de gente a participar, apesar de ser uma prova cara. A maioria das pessoas vão para a Mini, mas mesmo assim o número de participantes na Meia é muito grande. Há muitos estrangeiros, que vêm atrás do chamariz “Ponte”. Isto faz com que haja alguma confusão. Quando participei na Mini era um ver se te avias para conseguir arranjar um sítio decente para arrancar.

Hoje, na zona do “garrafão” da ponte, o pessoal da Meia foi separado de forma a partir na zona à frente do pessoal da Mini. Este grupo de pessoal da Meia foi depois alinhado a cerca de 50 metros da linha da partida e foi daí que se começou a correr quando foi dado o sinal de Partida. Isto acontece porque existe um outro grupo que parte mais à frente, mesmo na linha da partida. Pensei que este grupo fossem atletas com certos tempos, mas também havia algum pessoal com dorsais da Mini a passar para essa zona… Ouvi falar em dorsais “VIP”… vá-se lá perceber.

Na minha zona também estava uma rapariga que, pelo que percebi sem ter visto o dorsal dela, ia fazer a mini. E ia fazê-la com uma mala de senhora ao tiracolo. A rapariga estava preocupado que o pessoal quando começasse a correr fosse muito depressa e a atropelasse. Pudera :p

(Eu acho bem que as pessoas participem nestas coisas mesmo que não corrram, porque muita gente que hoje fez a “mini da ponte” a andar e daqui a uns tempos pode estar mesmo a correr e a fazer corridas de 10 Km todos os meses, o que é positivo. Mas o pessoal devia evitar meter-se em zonas para as quais não tem pedalada.)

Deram o arranque e lá foi o pessoal todo em carga, em direcção à ponte. Nisto só vejo um grupo de três senhoras de idade, que iam lado-a-lado, a desviar-se do pessoal que ia todo a correr em carga. Não sei se as senhoras tinham dos tais dorsais “VIP”, mas sei que estarem ali podia ter dado em problemas…

A meio do tabuleiro olho para o lado direito e estava um artista a unirar pro Rio Tejo… Será que foi lá de propósito para fazer aquilo ? 🙂

Consegui passar o tabuleiro todo sem nenhum zigue-zague. Muito fixe e só foi possível porque ia na Meia-Maratona. No ano passado, na Mini, eu e o Osvaldo fizemos aquela coisa em zigue-zague e tivemos de saltar o separador central várias vezes.

Em Alcantâra, depois do primeiro abastecimento de água, o pessoal foi para a esquerda, em direcção ao Cais do Sodré. Neste abastecimento enfiei uma garrafa de água no bolso. E que jeito veio a dar…

O retorno foi feito um pouco depois da zona da Praça do Comércio. Na volta, um calor desgraçado. O Sol estava a ficar alto e não ia dar perdão.  Passei aos 10 Km com 50:40 (min). Até estava dentro do objectivo. O pior foi um bocado mais à frente.

Ao 13º veio a minha quebra. Até aqui tinha feito todos os quilómetros (excepto o primeiro) abaixo dos 5:10 (min/km). O 13º fiz em 5:17 e o 14º em 5:19.

Por volta do 15º passou-se em frente à zona da meta. Por esta altura eu já pedia chuva :). Mais um quilómetro feito em perca: 5:25 (min/km).

Mais ou menos aos 17.5 Km aparece o abastecimento de comida. Laranjas e bananas. Peguei em meia laranja e comi aquilo. Achei que podiam ter feito esse abastecimento um pouco antes (mais perto do 15º Km). Parece-me que nessa altura teria feito mais diferença. Continuei em frente, e continuei a quebrar o ritmo. Ia-me tentando colar a pessoas, mas todos os que ia apanhando estavam em quebra ainda maior que a minha. Estava difícil.

O novo ponto de retorno foi ali na zona de Algés. A partir daí senti que a prova estava praticamente feita. Mas tinha as pernas muito pesadas.

O 18º Km foi feito em 5:31, o 19º Km foi feito a 5:42 (min/km) e o 20º em 5:36.

Algures por aqui, mais meia laranja. A certa altura, o vento resolve aparecer e o boné que me tinham dado voou para trás. Não parei para o recuperar e ainda bem. Ainda ficava por ali.

No 21º puxei um bocado mais e consegui recuperar ligeiramente, tendo-o feito a 5:10 (min/km) mas já era tarde demais…

Tempo final 1h50m54s. É record pessoal pois foi melhor tempo do que a minha meia-maratona anterior, mas estava à espera de muito melhor: o meu objectivo era 1h45m.

Acho que este tempo de hoje, para a prova que é, com quase três quilómetros a descer, é fraquito. E também acho que estou a valer mais do que isso à Meia-Maratona. Os meus tempos dos 20 Km de Cascais e das Lezírias pediam outra prestação nesta meia… Os problemas de estômago não ajudaram. Faltou-me aquela força e energia que costumo ter. Talvez me devesse ter contido mais nos quilómetros iniciais. Se calhar devia ter levado uns cubos de marmelada 🙂 para comer depois da primeira metade da corrida. Não sei.

De qualquer forma, gostei da prova. A separação do pessoal da Meia e da Mini foi feita bem, tirando casos particulares de pessoal que se conseguiu infiltrar. Havia muita água e bebidas isotonicas ao longo do percurso. E ainda bem, porque passei a prova toda a destilar. Sempre que passava num ponto de abastecimento, trazia uma garrafa de água e a mesma não durava muito. Até bebidas isotónicas eu bebi e é muito raro eu beber disso…

Estou com a testa toda queimada do Sol. Devia ter feito a barba: teria ficado com alto bronze :).

(E agora é descobrir quando será a próxima meia, para ir lá tentar baixar este tempo.)

PS: Já não é a primeira vez que penso nisto. Nesta corrida há sempre montes roupa que fica no garrafão. Camisolas, calças e outras peças de roupa que o pessoal leva e que depois resolve abandonar quando fica melhor tempo. Não sei se esta roupa está a ser aproveitada de alguma forma, ou se está a ir para o lixo. Caso esteja a ir para o lixo, podia ser aproveitada, após limpeza, para dar aos sem abrigo… fica aqui a ideia.

Grande Prémio de Mem Martins

Fevereiro 20, 2011

Fui hoje participar pela primeira vez no G. P. de Mem Martins, que teve hoje a sua quarta edição.

Durante a semana tinha feito um treino de 31 Km e até pensei em não ir correr hoje. No entanto, como já tinha pago e não gosto de deitar dinheiro pro lixo… lá fui eu.

Já sabia que ia encontrar muito sobe e desce, e que havia algumas subidas tramadas. Fiz um bocado de corrida para aquecer, muitos alongamentos (alguns músculos das pernas ainda não estão a 100%) e meti-me na fila para a partida.

Comecei a correr. Passo no primeiro Km em cima dos 4 minutos. Já tinha reparado que ia rápido e estava-me a sentir bem, mas ainda era cedo, portanto resolvi acalmar. Para acalmar nada como escolher uma pessoa como referência e não a ultrapassar (assumindo que essa pessoa mantém um passo constante). Fiz isso e juntei-me lá a um rapaz. Mas pouco depois, lá pro 2º Km, ele resolveu fugir dali e deixei-o ir. Era muito cedo e estava à vista uma subida meio maluca.

Pouco depois entro na tal subida maluca mas não sem antes ter de me desviar numa rotunda para deixar passar um carro da PSP que ia com urgência. A subida teve para aí uns 700 metros e era bem inclinada. Já se via pessoal a ficar para trás e a andar. Para quem conhecer a zona, é a subida que o LeClerc no topo.

Passo ao 5º Km com 22.05 (min). Uns metros depois está a distribuição de água. Apanhei uma garrafa, bebi um bocado mas, de repente, deixei a garrafa escorregar e a mesma caiu no meio do chão… nada a fazer, adiante. A partir daqui foi uma secção de descida, uma recta e outra descida.

Um pouco depois do 6º Km começou mais uma subida inclinada e longa (uns 600 metros), que acabou ao 7º Km. Novamente a descer. Ao final desta descida voltei a alcançar o rapaz que tinha fugido ao 2º Km. Olhei para a esquerda e percebi que iamos subir novamente a subida maluca até ao LeClerc. O tal rapaz nesta altura já só dizia asneiras e eu ria-me :p. A subida é bem lixada, e fazê-la duas vezes no mesmo espaço de 20 ou 30 minutos foi obra.

(Aparte: Nesta fase reparei numa coisa, que já me aconteceu na Corrida de S. Domingos de Benfica: eu era um dos últimos no grupo onde ia e não vinha ninguém perto a seguir-nos. Ou seja, havia ali uma “quebra”. Estou curioso para ver as classificações.)

No topo da subida, quando recuperei o folego, consegui descolar do tal rapaz. Já faltavam só uns 1500 metros para a meta. Um pouco mais à frente fui alcançado por um senhor de mais idade que me ajudou ali a manter o ritmo e a fugir a eventuais quebras.

A certa altura entrei na recta da meta. Quando vi o balão comecei a acelerar. Olhei para o relógio e faltava meio minuto para os 45. Vai dar, não vai dar, vai dar…

A uns 5 metros da meta olho para o cronómetro oficial e o vejo-o a mudar para os 45 min. Disse um palavrão qualquer e afroxei um bocado. Cruzei a meta, parei o cronómetro e lembrei-me que tinha começado um bocado atrás, portanto o tempo real seria abaixo do tempo oficial.

Olhei para o Garmin para ver o tempo: 44.56 min. O Garmin marcou 10.12 Km. Eu estava todo roto.

É o meu novo record aos 10 Km, mas acabei por beneficiar do percurso (apesar de ter acabado todo roto). Isto porque, embora as subidas sejam inclinadas e longas, as descidas acabam por compensar e permitem recuperar tempo.

Para lidar com estas situações de provas com percursos pouco lineares, só vou dar o objectivo dos 45 min aos 10 Km como cumprido quando fizer 3 provas de 10 Km (seguidas) em 45 minutos ou menos. De qualquer forma, estou-me a aproximar, e é que isso que interessa :).

No final da prova deram-me uma garrafa de água e um saco com uma t-shirt, uma laranja e uma maça.

Gostei da prova: o percurso é variado (tirando aquela repeticação da subida maluca) e nada monótomo. Tinha pouca gente, portanto deu para aquecer, deu para começar perto do balão de partida e deu para correr à vontade. Em princípio será para repetir no próximo ano.

Corrida São Domingos de Benfica (2010)

Janeiro 16, 2011

Fui hoje até Sete-Rios para enfrentar o frio matinal e fazer uns KMs. Fui para lá muita cedo para levantar o dorsal, e realmente apanhei com o frio todo durante mai de 1 hora de espera à frente do Zoo. Para compensar estive um pouco à conversa com o José Magro d’O Mundo da Corrida e com a senhora Analice (uma das Madrinhas-Pirata de Monsanto).

Durante a semana apenas fiz um treino (ontem, nos trilhos do Parque Florestal de Monsanto) pois tinha estado constipado…

A coisa começou rápida. Passei aos 5 Km com pouco mais de 22 minutos. Já estava a ver que ia dar para record mas não conhecia o percurso portanto não sabia bem o que ia sair dali (normalmente tenho o cuidado de pesquisar informação sobre a altimetria, mas desta vez não tive tempo). A certa altura houve lá uma subida que me deu cabo do juízo porque estava-me a sentir com pouca força nas pernas (e eu normalmente subo bem) e aquilo parecia que nunca mais acabava. Já ontem no treino em Monsanto tinha estado com alguma dificuldade em subir… Mas pronto, tive de me aguentar à bronca e não desanimar com a falta de resposta das pernas.

Como o que sobe tem de descer, a certa altura aquilo começou a descer. Os últimos dois quilómetros eram novamente em terreno sem desnivel, portanto a coisa estava bem encaminhada. Colei-me a um senhor que me tinha passado na subida e fui com ele até que estava perto o suficiente para aumentar um pouco mais o ritmo. Passei a meta em sprint. Estava tão concentrado no sprint que não parei logo o relógio…

Resultado 46:16 (min), que é um novo record pessoal 🙂

O Garmin marcou 10.22 Km.

São Silvestre de Lisboa (2010)

Dezembro 26, 2010

Fui esta tarde fazer a prova de São Silvestre de Lisboa.

Levava pendurado na t-shirt o peluche que me foi oferecido pela madrinha Pirata na quinta-feira passada, o que fez com que alguns piratas me chamassem para a conversa e para tirar umas fotos. Entretanto até a madrinha Pirata apareceu :).

Como mencionei no post anterior, no ano passado desisti a meio caminho desta prova, devido a uma dor-de-burro valente que me tinha dado entre o 3º e o 4º Km. Portanto este ano queria mesmo acabar esta prova, para não ficar com “macaquinhos no sotão”. Desta forma era importante controlar o passo nos quilómetros iniciais. O Garmin ia dar uma ajuda valente nesse aspecto.

Entrei na área dos sub-50. Estava um mar de pessoas (acho que este ano aumentaram o número de vagas disponíveis).

Liguei o Garmin, para ir apanhando o satelite. Satelite ele encontrou mas… ficou sem bateria. Lá se foi o meu controlo de passo e também o controlo do tempo final “real”.  A lebre dos sub-50 estava um pouco mais à frente, pelo que decidi ir atrás dela (ou melhor, dele).

Começou a prova, com uma grande confusão para chegar à linha da partida. Arranquei e passados uns 300 metros cheguei ao pé da lebre. Mantive-me ali a uns metros dela e fui recuperando. Ao 1º quilómetro já estava a correr ao lado da lebre. Continuei ao lado da dita até à volta nos Restauradores onde a lebre acabou por ficar para trás devido a alguma confusão que por ali ia. Em vez de esperar pela lebre deixei-me ir. Não me sentia a correr demasiado depressa mas como já tinha passado a lebre,  já estava a ver o filme a ser parecido ao do ano passado… continuei e estava-me a sentir bem. Passei o 3º quilómetro bem, ao contrário do ano passado. Passei o 4º e também estava bem… mas não durou muito. Antes da zona de retorno antes do 5º Km (perto dos 4300 metros, mais coisa, menos coisa) começou-me a dar uma dor-de-burro. Reduzi logo o andamento e comecei a fazer massagens na zona. Comecei também a ficar com pouca força na parte inferior das pernas… comecei a ser ultrapassado por todos os lados. Onde é que já vi este filme?

Quando cheguei ao início da 2ª subida para os Restauradores (6º Km), já me sentia um pouco melhor, mas continuava lento como tudo. Acabou por ser a subida até ao Marquês que me ajudou a recuperar. Quando cheguei lá cima já estava bem melhor do “burro” e as pernas já não estavam sem força. A partir dali o percurso ficou mais fácil pois era só descer até ao Rossio e depois era sempre em recta sem desnível, apenas sendo necessário fazer duas curvas.

Quando entrei na recta da meta já ia a correr a um bom ritmo. A certa altura deparo-me com o cameraman e outro homem, que estavam a filmar aquilo mesmo no meio da rua. Tive de me baixar para não ir contra eles (passei por baixo do braço de um :)). Suponho que devem ter apanhado imagens giras, mas não me pareceu boa ideia estarem mesmo ali no meio, na zona dos sprints para a meta… :p

Cruzei a meta. Estava feita e o objectivo de terminar estava alcançado. Tempo oficial: 50:20 (min). Não sei se é tempo líquido (chip) ou bruto. Gostava de saber o meu tempo aos 5 Km para ver se realmente apertei muito na primeira metade, mas o site não dá essa indicação 😦

De qualquer forma fico na dúvida sobre se estas dores-de-burro fortes são à custa de ritmo exagerado meu, ou se a alimentação descuidada desta época também contribui para isto.

Falta a São Silvestre da Amadora para fechar o ano em termos de corridas.

PS: Entretanto publicaram os resultados com os tempos de chip. Fiz 48:46 (min). É o meu novo record em 10 Km.

Corrida do Pai 2010

Março 29, 2010

Ontem lá fui correr na primeira edição da Corrida do Pai.

Em cima da hora mudaram um pouco o percurso, mas asseguraram que se mantinham os 10KM (já fui confirmar no google maps e parecem ter razão).

O percurso desta corrida é muito interessante e eu já conhecia parte do mesmo da minha participação no GP de Natal 2009 – correr pelo Marquês de Pombal, Fontes Pereira de Melo, Av. da Républica e Campo Grande é muito divertido e acho alguma piada a ver os carros parados enquando as pessoas correm.

A participação na corrida é que não foi grande coisa, provavelmente por ser a primeira edição (e porque havia outra corrida de 10 Km em Lisboa no mesmo dia): cerca de 100 pessoas na corrida de 10 KM. A vantagem deste pormenor é que deu para correr logo de início sem grande problema.

No final da prova havia um stand de massagens gratuítas para os participantes na corrida.

Em relação ao meu desempenho: comecei devagarito, como tinha pensado fazer, para não me cansar muito na subida da Av. Fontes Pereira de Melo. Depois lembrei-me que os túneis são um sobe-e-desce engraçado mas que ao fim de uns quantos já começam a cansar um bocado (apesar de até me aguentar bem em subidas) e resolvi ir continuando no ritmo controlado. Aguentei-me num ritmo mais ou menos lento até um pouco (talvez 500 m) antes da zona de distribuição de água (que era aos 5 KM). No percurso de volta fiz um ritmo engraçado e andei a recuperar tempo ao relógio.

No final custou-me um bocado subir a Av. António Augusto Aguiar. Ao entrar na recta da meta lá fiz um sprint (e o speaker mandou-me a “boca” de estar a sprintar para a fotografia – mas eu estava a sprintar era pro record :p).

O  tempo no meu cronómetro foram 50:47.69 min. É um novo record pessoal mas ainda está um pouco longe do objectivo dos 45 minutos :).

Nos próximos dias vou começar em pensar em qual a próxima corrida. Até um dia destes…

Background

Março 25, 2010

Mini Maratona de Lisboa (Março de 2010) – 7 KM em 42:47:68 min.

Grande Prémio do Natal (Dezembro de 2009) – 43 min. a 50 metros da meta (supostamente de 10 KM mas dizem as más línguas que não era bem isso).

Corrida do Tejo (Outubro de 2009) – 10 KM em 56:07 minutos. Este é o meu record pessoal na distância.

Mini Maratona de Lisboa (Março de 2009) – 7 KM em 49:xx:yy min.

Nota: Os tempos são, salvo alguma indicação em contrário, o tempo do meu relógio com o cronómetro a ser iniciado desde que passo na partida até que cruzo a meta.