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Grande Prémio “Fim da Europa”

Janeiro 26, 2014

Se para concluir o ano faço a São Silvestre da Amadora, para iniciar o ano sempre o Grande Prémio Fim da Europa. Claro que há mais provas em Janeiro, mas esta é a prova que me interessa nesta altura do ano. O percurso é porreiro, a distância não me obriga a treino específico e é perto de casa. Esta era a minha terceira participação neste evento.

Em conjunto com os Etíopes e Quenianos tinha feito dois treinos no percurso da prova nas duas semanas anteriores: um de 15 km (7.5 para cada lado) e um segundo que foram uns 17.5 km ou 18 km – não era para ser tanto, mas houve pessoal que se perdeu, e foi preciso andar à procura deles. Nem sei a distância total exacta desse treino, porque fiquei sem bateria no relógio, mas adiante.

A prova este ano estava mesmo cheia de gente. A organização bem sugeriu que as pessoas usassem as partidas separadas, mas suspeito que muita gente que estava com hora de aranque posterior, arrancou logo pelas 10 horas. Até porque a sugestão era mesmo isso, uma sugestão (porque os próprios dorsais, apesar de indicarem a hora de arranque de cada um, diziam que se podia arrancar noutra altura sem ter de comunicar à organização).

Para quem não conhece a prova, aqui fica uma descrição do percurso:

Começa-se com três quilómetros sempre a subir, seguidos de um quilómetro em que se desce um pouco, mas também se sobe um pouco. Depois disso o terreno é quase sempre a descer, até chegar ao 10º km, zona na qual começa onde há um muro de quase um quilómetro. Depois do muro a coisa acalma e volta entra-se numa descida inclinada que se prolonga até ao final.

Em relação à enchente, pessoalmente não me senti prejudicado, embora em algumas situações não fosse fácil ultrapassar (em particular nas subidas, em que havia tendência para se juntarem mais pessoas).

A abordagem táctica era simples: ter cuidado nos quatro quilómetros iniciais, depois começar a recuperar tempo até chegar ao muro. Passado o muro, é soltar as pernas para tentar baixar a média.

Este ano não foi diferente. O que me custou mais foi mesmo o muro, e suspeito que é à custa do peso a mais, que não é bom amigo de ninguém e muito menos quem tem coisas para subir.

Cheguei ao final com 1h30m17s (para 16.84 km). Lá cumpri a minha “promessa” de melhorar o tempo que havia feito em 2013, mas ainda estou longe do meu record sub-1h24h5m nesta prova.

Deram-me uma sandes e um bolo (“queque sem açucar“), e também havia chá quentinho. Não houve medalha. Há quem não ligue, mas eu até gosto de fazer colecção. Até acho que preferia receber uma medalha e não receber a t-shirt.

Fui buscar o meu saco (entrega organizada de forma impecável) e fiquei à espera do resto da malta. Quando fui para os autocarros ainda tive algum tempo à espera. Deu-me ideia que nos outros anos a coisa foi mais ágil, mas não garanto.

Para o próximo ano haverá mais Fim da Europa.

PS: Ainda estou para descobrir o que andava lá a fazer uma chinesa de bikini e patins. Alguém sabe?

PS2: Actualmente estou a usar um Garmin 610, e este relógio marcou um pouco mais nesta prova do que o meu antigo 305, mas ainda assim não chegou a marcar os infames 17 km.

Grande Prémio “Fim da Europa” (2013)

Janeiro 27, 2013

Hoje participei pela segunda vez nesta prova, que tem um dos percursos mais agradáveis aqui à volta de Lisboa.

Para quem não sabe, esta prova não se realizou oficialmente no ano passado, por falta de orçamento, mas algumas pessoas juntaram-se e fizeram o percurso da mesma em treino. No ano passado não fui a esse treino porque na altura estava com gripe, mas vontade não me faltava, porque o percurso realmente é bonito.

Assim que soube que as inscrições estavam abertas para a prova oficial em 2013, inscrevi-me logo. Ou seja, estava inscrito para isto há uns três meses (o que não costumo fazer normalmente).

Um bocadinho de história deste mês

No início do ano, uns dois dias após a São Silvestre de Lisboa, comecei a ter umas dores num dos pés. Decidi descansar um par de dias o que fez com que a dor passasse. Mas quando corria (ou andava um pouco mais), no dia a seguir estava novamente com dores. Mais uns dias sem correr, voltei a correr, voltou a doer.

Decidi tirar 15 dias de repouso total. Resultado: em Janeiro, até hoje, tinha corrido 5 vezes, todas abaixo de 10 km. Isto não só leva a alguma perda de forma, como faz com que não faça um dos meus hobbies favoritos… Que grande seca.

Ainda pensei em não ir à prova, mas decidi ir e fazer nas calmas, e decidi que de vez em quando iria parar e fazer alguns metros a andar. O objectivo era mais começar a recuperar a forma, do que outra coisa.

Regressando à prova

O dia estava de chuva, mas a chuva parou um pouco antes da partida.

A minha prova não teve grande história: fui fazendo aquilo nas calmas, parei para andar nos pontos de abastecimento e fiz nas calmas mais ou menos até ao muro dos 10 km.

Pouco depois de passar uma hora de prova, o meu relógio começou-se a queixar da bateria. Já me tinha queixado disto aquando dos treinos para a Maratona, mas nessa altura ainda aguentava três horas antes de se queixar.

Durante o percurso deu para ver muitas das árvores que tinham caído durante o temporal do fim de semana anterior. Também havia algum nevoeiro, o que fazia com que não se visse muito da paisagem. Mas Sintra é Sintra, e o nevoeiro até contribui para aquele “ar mágico”…

Aos 12 km ia com 1h24m, que era o tempo de 2011. Tinha mesmo andado nas calmas. Depois disso já estava descansado em relação ao pé e portanto deixei-me ir.

Perto da meta, mais um aviso do Garmin. Olha a porra. Já sei que vou entrar em despesa para comprar um relógio novo.

Cheguei ao final com 1h38m54s, exactamente 14 minutos a mais em relação ao tempo de 2011.

O melhor de tudo foi ter voltado a correr :).

Espero que em 2014 a prova volte a ser realizada, para poder ir lá fazer um tempo de jeito.