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Corrida das Lezírias (2013)

Março 10, 2013

Hoje fui a Vila-Franca para participar em mais uma Corrida das Lezírias.

Esta era a minha terceira participação nesta prova, à qual fui com o Osvaldo (2ª participação) e com o Horácio (1ª participação).

Eu continuo com o objectivo (simplista) de melhorar os tempos que andei a fazer no ano passado. Não tenho treinado muito, porque há cerca de duas semanas voltei a ter algumas dores no pé. Entretanto essas dores já passaram, mas acabei por perder muitos dias de treino. Este ano tem sido raro conseguir fazer mais do que dois dias de treino consecutivos e tem sido frequente estar cinco ou seis dias parado. Chatices.

O tempo em Lisboa não estava grande coisa, tenho nós apanhado alguma chuva quando nos deslocávamos para a estação de comboio. Se estivesse a chover daquela forma em Vila Franca, ia ser bonito :).

Quando cheguei a Vila Franca estava algum frio, pelo que estava a pensar em fazer a prova de casaco. Mas depois o céu foi abrindo e acabei por meter o casaco na mochila que foi para o bengaleiro.

Pouco depois, lá fomos para a zona da partida. Estava lá imensa gente, como já é habitual. A certa altura vi que os da frente já tinham começado a correr, e eu nem tinha dado pelo sinal de partida.

Isto de ir às provas várias vezes, em anos consecutivos, vai fazendo com que seja cada vez mais difícil falar sobre a prova, sem estar a chover no molhado.

A minha entrada na parte inicial da prova foi bastante calma, até porque há muita gente e as ruas afunilam um bocado. Isto é assim até chegar à Ponte de Vila-Franca, onde já se começa a arranjar espaço (porque a ponte é larga e porque é a subir, o que tem sempre o efeito de partir o pessoal em grupos mais pequenos).

Saindo da ponte, e virando à direita, entra-se no terreno de terra batida (as tais Lezírias), onde se fazem cerca de cinco quilómetros em cada direcção. Na entrada das Lezírias está o campino com o cavalo, característica típica desta prova. O piso não é grande coisa, pois é um bocado duro. As poças de água também não ajudam, porque há sempre aquela tentação de ir aos saltinhos, para não molhar (tanto) os pés e as pernas. Esta fase da corrida foi um bocado chata, porque este ano havia vento contra (na ida). Desde que tinha saído da ponte que ia à volta dos 4m55s por quilómetro. Quando comecei a apanhar o vento, fui um pouco para cima dos 5m por quilómetro. Passei aos 5 km com cerca de 25 minutos de prova – não é mau, mas também não é bom e ainda é cedo para estar com contas. Aos 10 km já se avalia novamente.

Depois do retorno, já não tinha vento contra, e tinha vento a favor, por isso voltei a entrar num ritmo um pouco mais rápido. O vento estava a ajudar, mas o chão continuava duro – não se pode ter tudo. O tempo ia passando, e eu já estava novamente a fazer contas: aos 10 km com 51 minutos iria dar algo perto da 1h15m no final. Seria melhor que no ano anterior, mas ainda longe da minha melhor marcar nas Lezírias.

Saindo das Lezírias, e voltando à estrada, passo pelo cavalo que devia estar bastante confuso em relação à quantidade de pessoal vestido às cores que tinha estado a passar à frente dele na última hora.

Mais uma subida da ponte, onde a pressão de um colega me fez dar um pouco mais, quando estava com vontade de relaxar um pouco. Usei a descida da ponte para descomprimir um pouco. Estava quase, faltavam apenas dois quilómetros.

Passou-me pela cabeça a minha participação de 2011, e como ia em esforço nessa altura. É engraçado, como estar em melhor forma física faz com que seja mais fácil “entrar em esforço”, i.e., dar um pouco mais e entrar naquele ponto de desconforto no qual sentimos que estamos a dar o nosso melhor. Eu esperava que isto fosse proporcional, mas está-me a parecer que não. Talvez seja psicológico. Ou então, sou eu que sou calão e já não tenho espírito para estas coisas :).

Passando a Praça de Toiros, entrei no Parque, preparando-me para ir nas calmas até lá à frente. No entanto, poucos metros mais à frente, alguém se aproximou de mim, o que imediatamente levou ao clique do “isto podia estar a ser mais rápido” e fez com que fizesse aqueles cento e qualquer coisa metros um pouco mais rápido.

Cheguei ao final com o Garmin a marcar 1h15m18s. Não foi mau, e cumpri o objectivo de melhorar o tempo de 2012, apesar do percurso ser diferente, a diferença de mais de seis minutos é significativa. Parece-me que o percurso de 2012 é mais duro, devido às irregularidades do chão.

Segue-se o resumo das minhas participações nesta prova:

lezirias_2011_2013_02

No caso desta prova, tem de se ter em conta que o percurso não foi sempre o mesmo. Os percursos de 2011 e 2013 são praticamente iguais, mas confirmei no mapa do percurso que a partida em 2013 foi feita mais atrás, o que poderá explicar parte da diferença (provavelmente em conjunto com algum erro do GPS). O percurso de 2012 foi diferente em cerca de 5 a 7 km do deste ano.

No final da corrida, andavam lá a vender rifas para ficar com este animal fofo:

2013-03-10 11.50.42

Organização

Para acabar, vou deixar uma crítica à organização desta prova:

Duranta a semana divulgaram (através do site, por telefone e por e-mail) a informação de que os dorsais apenas seriam entregues entre 5ª e Sábado. Isto era o contrário do que tem acontecido nos últimos dois anos, nos quais os dorsais foram dados no dia da prova. Tivemos de arranjar uma solução e, apenas por sorte, não tivemos de ir a Vila-Franca no Sábado. Hoje, quando chegámos a Vila Franca, fomos procurar o bengaleiro e lá estavam, alegremente, a entregar dorsais. Eram cerca de 9h30. Claro que eu já esperava que isto fosse acontecer.

Eu percebo que queiram evitar confusão no próprio dia, mas não faz sentido obrigarem as pessoas a irem até ao local da prova, no dia anterior à mesma, para levantar os dorsais. A alternativa de levantar os dorsais na Xistarca não era realista, devido ao horário indicado: qualquer um de nós os três, para estar na Ajuda às 18h00, teria de sair do trabalho o mais tardar às 17h00.

Corrida das Lezírias (2012, Vila Franca de Xira)

Março 11, 2012

Hoje fui a Vila Franca de Xira para participar pela segunda vez nesta prova.

Fui para a zona de entrega dos dorsais e não sabiam do meu dorsal. O meu nome e número estavam na lista mas não encontravam o envelope com o dorsal e o chip. Resultado: fizeram-me um novo dorsal lá na altura para poder correr.

Início da prova: lembrava-me que no ano passado tinha começado num ritmo forte e que depois a segunda metade da prova me tinha custado um bocado, portanto decidi começar bem lento (não estou em forma suficientemente boa para arriscar). Perto do 3º Km, na entrada para as Lezírias, aparece o primeiro campino a cavalo, característica típica desta corrida.

Chegado ao 4º km estava-me a sentir bem, portanto decidi correr um bocado mais depressa.

A certa altura percebi que o percurso nas Lezírias estava a ser diferente do percurso do ano passado, pois não se tinha feito inversão do percurso por volta dos 7 Km. Mais alguns quilómetros feitos e aparece o segundo campino a cavalo.

A mudança de percurso acabou por ser interessante pois alguns quilómetros foram feitos numa parte das Lezírias onde praticamente só se conseguia correr em duas filas paralelas, embora houvesse algum espaço para quem quisesse fazer ultrapassagens pelo meio. Isto era bem diferente da zona inicial onde havia uns bons 5 ou 6 metros de largura e era possível correrem várias pessoas lado a lado.

Um dos problemas que tive foi com o calor que se fazia sentir.

Saindo das Lezírias e voltando a subir a ponte de Vila Franca, tive uma ligeira quebra. Curiosamente (ou não), já no ano passado tinha tido uma quebra no início da segunda passagem na ponte e após sair das Lezírias. No entanto, chegado lá acima, já estava a recuperar o ritmo. Aproveitei a descida para recuperar algum terreno e, a partir daí, fui mais a gerir o ritmo que levava do que outra coisa. Só acelerei mesmo na reta da meta, para acabar em sprint.

No final o Garmin marcava 15.42 Km feitos em 1h21m45seg. Não fiquei muito satisfeito pois estava à espera de fazer algo mais perto da 1h15m. No entanto, acabou por ser um bom treino para a Meia-Maratona de Lisboa, não só devido à distância mas também devido à temperatura, pois é algo que me tem incomodado em provas à beira-mar e que cruzam a hora do calor.

2012 vs 2011

Este tempo foi bem pior do que o meu tempo do ano passado (1h08m59seg), mas o percurso também foi significativamente diferente, pelo que é mais difícil fazer comparações. Uma das razões pelas quais gosto do atletismo enquanto modalidade desportiva é o facto de ser muito justa: os resultados que temos resultam daquilo que metemos nos treinos.

Uma nota negativa em relação à organização

A certa altura ficaram sem camisolas de vários tamanhos e, principalmente, sem água. Um amigo meu chegou à meta e já não havia nada para levar nem água para beber. Será sempre uma falha grave não ter água suficiente no final das provas, mas com o calor que estava ainda se torna pior.

Corrida das Lezírias 2011 (Vila Franca de Xira)

Março 13, 2011

Participei hoje pela primeira vez na Corrida das Lezírias, em Vila Franca de Xira. Quando ando nas provas costumo ver pessoas com camisolas desta corrida e tinha alguma curiosidade em saber como seria. A distância também vinha a calhar, tendo em conta a Meia-Maratona da próxima semana… portanto lá me inscrevi.

Saí da cama por volta das 6:30, tomei o pequeno-almoço, saí de casa e meti-me no comboio. Era o primeiro de três que tinha de apanhar para chegar a Alverca. Num dia normal de trabalho só acordaria depois das 7:00 :).

O tempo não estava grande coisa, tendo apanhado alguns pingos de chuva no caminho de casa para o comboio.

Em Entrecampos entrou um senhor no comboio que trazia uma mala da Corrida do Metro. Viu-me equipado e perguntou-me se ia para a corrida. Lá começamos a trocar umas ideias. Esse senhor tinha à volta de 60 anos, era de Setúbal e tinha acordado ainda mais cedo do que eu. No meio da conversa, contou-me uma história engraçada: quando era mais novo esteve na guerra, em Moçambique. Como a viagem de barco, de Portugal para Moçambique, demorava muito tempo, tinha de treinar a correr à volta do barco. Eram 180 metros para dar uma volta ao dito. Quando o mar ficava bravo, tinha de se agarrar, para evitar ir tomar banho… :).

A viagem de comboio lá foi passando e sempre dava para ver a paisagem. Chegámos a Vila Franca às 9h00. O tempo já tinha melhorado e, pelo menos por ali, não ameaçava chover.

Os dorsais estavam a ser distribuídos dentro da Praça de Touros local. Não sou grande apreciador de touradas, e acho que nunca tinha estado dentro de uma Praça de Touros. Aquilo estava praticamente tudo aberto e ainda dei um salto às bancadas. Mas até dava para ir ao meio da arena sem grande esforço. Uma coisa engraçada: a Praça tem lá pendurados uns quadros que são uma espécie de “diploma” de homenagem a alguns touros. Os quadros tinham uma figura dourada de um touro, o nome do animal e do “criador”. Pelos vistos, os touros mais “bravos” ganham o direito a ficar com o seu nome num quadro na parede da Praça.

Entretanto vi por lá o Luís Parro e o José Magro. Estive na conversa com o José Magro que me esteve a contar uns pormenores sobre os Trilhos de Sicó e outras provas organizadas pel’ O Mundo da Corrida. Tirei umas dúvidas que tinha sobre a Meia-Maratona na Areia (que também vai ser organizada por eles em Maio) e depois lá fui aquecer.

Havia bastante espaço para aquecer.

Eu tinha visto o caminho do ano passado e já sabia que o percurso era praticamente todo em recta. A única excepção é a subida e descida da ponte que passa por cima do Tejo e que tem de ser feita duas vezes.

Como não ando a tentar fazer nenhum tempo em especial aos 15 Km, resolvi fazer a experiência de ir “forte” desde o início e ver quanto tempo aguentava num ritmo perto do que consigo fazer em provas de 10 Km. Ia-me lixando, claro :p.

Começou a corrida. Lá fomos em direcção à Ponte de Vila Franca. No final da ponte virou-se à direita, para as Lezírias. Na curva estava um campino, em cima de um cavalo branco. Passou-se do alcatrão para a terra batida.

A chuva tinha deixado algumas pequenas poças no percurso. Como resultado, as pernas do pessoal estavam a ficar salpicadas de água acastanhada. E assim foi até um pouco depois dos 7000 metros, quando se chegou ao ponto de retorno. Nesse local, outro campino, em conjunto com um barril, marcava o local da volta.

Eu nem sei se os campinos foram lá colocados pela organização ou se resolveram ficar ali a ver a malta a correr. De qualquer das formas, estava giro.

No regresso já me estava a custar manter o ritmo. Mantive-me junto a um grupo de quatro corredores que iam entretidos na conversa. Fiquei com eles durante alguns quilómetros, até à entrada na ponte. Fiz a segunda subida da ponte feita “nas calmas” e os quatro fugiram.

Confirmei com o colega do lado que aquilo agora era pelo mesmo caminho da vinda.

Quando começou a descer, aproveitei para recuperar velocidade e tentar ganhar algum balanço. E assim foi. Voltei a alcançar o grupo de quatro corredores pouco depois.

Chegado à placa do 14º Km meti-me a caminho. Mas livra, era muito cedo. Quando fiquei com a meta à vista quebrei um bocado. Estava com vontade de dar um “esticão”, mas o esticão já tinha ido :).

No final o Garmin marcou 14.80 Km, em 1h08m58seg. Estava todo roto :).

Fiquei satisfeito. Foi bem menos do que esperava, o que resultou em que conseguisse apanhar o comboio mais cedo do que o previsto. Na volta, uma viagem de comboio calma, em parte passada a ler uma revista de desporto que me deram no final da corrida.

Já agora, os parciais do Garmin:

5 Km - 00:22:58 (hora)
10 Km - 00:46:30 (hora) - 5000 m em 23:30
Final - 01:08:58 (hora) - 4800 m em 22:28

(convém ter em conta que o Garmin não é exacto “ao metro”, portanto pode haver ali alguma discrepância…)

E pronto, na próxima semana há mais.