São Silvestre da Amadora (2012)

Hoje fui à Amadora para participar pela terceira vez consecutiva nesta prova que “encerra” o ano civil. Acho que esta é a prova na qual tenho mais participações (três). É uma prova que calha bem em termos de data (ajuda a eliminar as calorias em excesso do Ano Novo) e fica perto de casa.

Este ano houve um par de novidades:
A primeira é que estava a chover. A segunda é que mudaram ligeiramente o percurso.

Com tanta chuva nem fui aquecer. Nem eu, nem a malta que estava comigo.

Normalmente esta prova tem muitas pessoas a assistir, quer na rua, quer às janelas. Pensei que com a chuva fosse haver menos público nas ruas, mas depois isso acabou por não se verificar. De todas as provas que fiz, esta é a que tem o melhor apoio popular, sem qualquer dúvida. Não há uma única secção em que não haja apoio.

Saindo do carro, onde estava escondido da chuva e do frio, liguei o meu Garmin: Sinal de bateria fraca. Oops. Tenho quase certeza que o tinha carregado ontem, portanto ou o liguei sem querer, ou então a bateria está mesmo pelas ruas da amargura e vou ter de entrar em despesa em 2013… mas ainda tinha uma barra, e uma barra tipicamente dá para uma horita. Podia ser que desse.

Só nesta altura é que nós percebemos que o percurso ia ser diferente do ano passado, porque o balão da partida estava ao pé do Rangel (nos anos anteriores o arranque foi em frente ao Pingo Doce).

Fomos para lá, sempre com chuva a cair na cabeça. Deram a partida das senhoras e nós continuámos à espera.

Pelo que percebi da conversa do animador, a prova bateu ou esteve perto de bater o record de participantes. Suspeito que a crise fez com que muita gente não tenha viajado nesta passagem de ano, deixando assim o calendário aberto para mais uma corridita.

O pessoal já estava a ficar impaciente… mas lá arrancou a prova. Toca a subir.

Primeiro quilómetro feito em 5:15.1; Nada mal para um quilómetro quase todo a subir e sem aquecimento. Segundo quilómetro feito em 5:17.5;

Pouco depois do 2º quilómetro o meu Garmin apagou-se. E pronto, agora era correr sem referência e ver o que saía dali.

Eu ia com algumas dores nas pernas. Era dor de perna em esforço e não parecia ser muscular. Suspeito que foi mais à conta da falta de aquecimento do que de outra coisa. Outra hipótese era ser por causa dos ténis, que nunca tinha usado em prova, mas com os quais já tinha feito mais de 100 km de treino para a Maratona, portanto já não deveriam causar problemas – a não ser que não sejam grande coisa. Na subida do Lido essas dores nas pernas tornaram-se um pouco mais chatas, mas acabei por subir sem grande dificuldade, embora não tenha sido a melhor subida que fiz daquela rua.

Algures pelo 7º km um rapaz veio contra mim e deu-me uma ligeira carga de ombro. Estava com ar de quem ia cansado, pois não ia com boa postura. Chamei-lhe à atenção, o que resultou neste diálogo:

> Desculpe. É que estou com pressa.
> Estás com pressa para quê? Para fugir da chuva?
> Para acabar a corrida.
> Mas tens de ter cuidado para não provocares uma queda…

(Diálogos “engraçados” a meio da prova.)

Pouco depois cheguei passei na placa do 8º quilómetro e perguntei o tempo a um corredor que ia ao meu lado. Disse-me que ia em 38 minutos. Pensei que ainda era capaz de dar para baixar ligeiramente o tempo do ano passado, pois agora o percurso era maioritariamente a descer.

Esqueci-me foi que o percurso não tinha começado no sítio do costume. Quando cheguei ao Pingo Doce e vi a placa do 9º quilómetro é que percebi que ainda faltava um bocado grande. E lá tive de ir correndo em direcção às Portas de Benfica (ou de Lisboa?), antes de chegar ao ponto retorno (um bocado antes das ditas Portas).

Feito o retorno era só aguentar até à meta.

Cheguei à meta com o relógio oficial a marcar 48 minutos e qualquer coisa. Como não tenho tempo do meu relógio, não sei ao certo qual o tempo líquido, mas estou a suspeitar que não bati o tempo do ano passado. Claramente cheguei à meta menos cansado.

Acabei por ficar satisfeito com a prova, pois o percurso desta corrida não é fácil, e a chuva também não ajudou.

Fiquei com alguma pena por não ficar com o registo electrónico da prova, mas pronto, não se pode ter tudo. Fica aqui uma imagem que mostra o que o Garmin conseguiu captar:

são-silvestre-amadora-2012

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