Corrida dos Sinos (Mafra)

Abril 8, 2014

Dois anos depois, voltei a Mafra, para a minha terceira participação nesta prova de 15 km. É uma das minhas provas favoritas e só não fui no ano passado porque estava lesionado.

Não ia com grande vontade de correr. Tinha estado 15 dias parado, por causa de um dente do siso, e apenas tinha retomado os treinos na semana da prova. Para além disso, os treinos que tenho feito foram todos à volta dos 10 km, o que também não ajuda nada.

Esta prova tem “truque” e é preciso não embandeirar no percurso tendencialmente a descer da primeira metade, para depois ter força para responder no retorno, que é tendencialmente a subir. Era este o plano, como tem sido nos outros anos em que lá fui. O problema é que a forma não é a mesma que nos últimos anos em que lá fui (principalmente em 2011, quando eu estava na melhor forma que já tive).

Fui à prova com os Etíopes e Quenianos, e foi o que me valeu. Basicamente fiz a prova (quase) toda em esforço e puxado por um deles, o Carlos, que podia ter feito um tempo melhor, mas escolheu fazer de reboque a alguém com menos 30 anos do que ele. Eu bem tentei que ele se fosse embora, mas não me quis deixar para trás.

Sempre que fui a esta prova, tive direito a um percurso ligeiramente diferente. Desta vez prolongaram o percurso até ao barril e retiraram a volta dentro do Parque. Sinceramente até gostei, porque aquela volta final dentro do Parque é uma seca: passa-se perto da entrada no estádio, corre-se na direcção oposta, para depois se voltar para o estádio – ou seja, foge-se da zona da meta, para depois se voltar para lá. Não acho esse género de percurso muito apelativo, e há várias provas nesta onda.

Cheguei à meta com 1h16m45s, para 15.26 km marcados pelo Garmin. Sem o Carlos não tinha feito este tempo, portanto a primeira coisa que fiz depois de parar o relógio foi agradecer-lhe.

Este foi o meu pior tempo nesta prova. Quem não chora não mama e quem não treina, não faz bons tempos.

Lá recebi mais um sino, que desta vez é de vidro e amarelado.

Esta prova continua a ser uma das melhores que por aí anda, e vale a pena aparecer. Para o ano espero regressar a Mafra para ir buscar mais um sino e ver se faço um tempo um pouco melhor.

20 Km de Cascais

Abril 6, 2014

Mais uma ida a Cascais, para a minha segunda prova do ano.

No próprio dia descobri que também havia alteração do percurso: ao contrário dos anos anteriores, a prova iria arrancar na direcção da Baía.

Outra novidade deste ano era terem a partida dividida em várias zonas (às quais se tinha acesso enviando um comprovativo de tempo de uma prova feita durante o ano anterior). Estas separações acabaram por não resultar muito bem. O pessoal dos “subs” foi deixado para a última da hora, e nessa altura já a fila onde estava a maioria das pessoas tinha avançado. Mesmo nos “subs” aquilo não estava a ser minimamente controlado (e estamos em Portugal).

A primeira parte da prova é, como de costume, em direcção ao Guincho. A segunda parte é o regresso. Normalmente há ali algum vento contra, e aquilo é uma recta muito longa, e um pouco chata. Foram aqui que começaram as minhas dificuldades. Aos 8 km fui ultrapassado por um conhecido, que me perguntou se estava bem e que no final me disse que eu ali estava com má cara. Esta prova custou-me, não sei bem porquê. Estava à espera de ficar ali à volta dos 1h40m mas foi bem diferente disso.

Depois do ponto de retorno ainda recuperei ligeiramente, mas não o suficiente. Esta zona é novamente outra recta longa, mais ou menos até à zona do Farol da Guia.

Quando apareceu a marca dos 16 km, o meu relógio já tinha passado os 17 km. Nesta altura já a minha quebra se notava no tempo que estava a fazer a cada quilómetro.

Na marca dos 18, o relógio ia com 19 km. Ou o relógio estava maluco, ou a prova não ia acabar no sítio do costume, ou então, estava mal marcada.

Na marca dos 20 Km estava um senhor da organização que nos disse “Hoje é um bocadinho mais, desculpem lá”. Não era o Garmin que estava maluco… Um quilómetro nem é muito, mas, quando se vai em esforço, aquilo parece mais do que os mil metros.

Cheguei ao final com 1h47m (para 21.11 km marcados pelo Garmin).

Não sei se a prova chegou a ter a distância da Meia-Maratona (21097 m), porque o Garmin não é exacto “ao metro”, mas se não teve, andou lá perto.

Novo percurso

Até gostei do novo percurso. Evita-se a repetição da passagem na Baía, embora a recta até ao Guincho seja um pouco mais chata (e contra-vento). Eu nem me chateava nadinha que isto passasse a ser a Meia-Maratona de Cascais. Têm é de avisar o pessoal.

Outra vantagem é que este percurso, como não começa a subir, estica mais rapidamente, o que evita os engarrafamentos que às vezes aconteciam no percurso anterior.

A t-shirt

Esta prova tinha o chamariz de, em cada ano, a camisola ter os nomes do pessoal que tinha concluído a prova no ano anterior. Ora este ano não fizeram essa impressão dos nomes. É uma grande falha, pois muita gente foi lá a contar receber essa t-shirt.

Grande Prémio “Fim da Europa”

Janeiro 26, 2014

Se para concluir o ano faço a São Silvestre da Amadora, para iniciar o ano sempre o Grande Prémio Fim da Europa. Claro que há mais provas em Janeiro, mas esta é a prova que me interessa nesta altura do ano. O percurso é porreiro, a distância não me obriga a treino específico e é perto de casa. Esta era a minha terceira participação neste evento.

Em conjunto com os Etíopes e Quenianos tinha feito dois treinos no percurso da prova nas duas semanas anteriores: um de 15 km (7.5 para cada lado) e um segundo que foram uns 17.5 km ou 18 km – não era para ser tanto, mas houve pessoal que se perdeu, e foi preciso andar à procura deles. Nem sei a distância total exacta desse treino, porque fiquei sem bateria no relógio, mas adiante.

A prova este ano estava mesmo cheia de gente. A organização bem sugeriu que as pessoas usassem as partidas separadas, mas suspeito que muita gente que estava com hora de aranque posterior, arrancou logo pelas 10 horas. Até porque a sugestão era mesmo isso, uma sugestão (porque os próprios dorsais, apesar de indicarem a hora de arranque de cada um, diziam que se podia arrancar noutra altura sem ter de comunicar à organização).

Para quem não conhece a prova, aqui fica uma descrição do percurso:

Começa-se com três quilómetros sempre a subir, seguidos de um quilómetro em que se desce um pouco, mas também se sobe um pouco. Depois disso o terreno é quase sempre a descer, até chegar ao 10º km, zona na qual começa onde há um muro de quase um quilómetro. Depois do muro a coisa acalma e volta entra-se numa descida inclinada que se prolonga até ao final.

Em relação à enchente, pessoalmente não me senti prejudicado, embora em algumas situações não fosse fácil ultrapassar (em particular nas subidas, em que havia tendência para se juntarem mais pessoas).

A abordagem táctica era simples: ter cuidado nos quatro quilómetros iniciais, depois começar a recuperar tempo até chegar ao muro. Passado o muro, é soltar as pernas para tentar baixar a média.

Este ano não foi diferente. O que me custou mais foi mesmo o muro, e suspeito que é à custa do peso a mais, que não é bom amigo de ninguém e muito menos quem tem coisas para subir.

Cheguei ao final com 1h30m17s (para 16.84 km). Lá cumpri a minha “promessa” de melhorar o tempo que havia feito em 2013, mas ainda estou longe do meu record sub-1h24h5m nesta prova.

Deram-me uma sandes e um bolo (“queque sem açucar“), e também havia chá quentinho. Não houve medalha. Há quem não ligue, mas eu até gosto de fazer colecção. Até acho que preferia receber uma medalha e não receber a t-shirt.

Fui buscar o meu saco (entrega organizada de forma impecável) e fiquei à espera do resto da malta. Quando fui para os autocarros ainda tive algum tempo à espera. Deu-me ideia que nos outros anos a coisa foi mais ágil, mas não garanto.

Para o próximo ano haverá mais Fim da Europa.

PS: Ainda estou para descobrir o que andava lá a fazer uma chinesa de bikini e patins. Alguém sabe?

PS2: Actualmente estou a usar um Garmin 610, e este relógio marcou um pouco mais nesta prova do que o meu antigo 305, mas ainda assim não chegou a marcar os infames 17 km.

São Silvestre da Amadora

Janeiro 1, 2014

Mais uma ida à Amadora para dar início ao ritual de mudança de ano. Esta prova é das poucas às quais tento ir sempre que possível, por ser perto de casa e por achar que estes dias de festa são bons dias para treinar e fugir do conforto (essa grande causa de moleza).

Antes da prova já ouvia o pessoal a falar da mudança de percurso, que pouco depois foi confirmada pela organização: tinham eliminado a subida do “Lido”, e feito algumas alterações para compensar a distância. Pessoalmente não sou grande apreciador das mudanças de percurso das provas, por duas razões: em primeiro lugar porque qualquer planeamento baseado no conhecimento do percurso acaba desvirtuado; em segundo lugar porque impossibilitam a comparação dos tempos de um ano para o outro. De qualquer forma a prova teve a distância suposta, e isso é o que mais interessa.

O céu estava um bocado nublado e ainda pensei que talvez fosse chover um bocado, mas as nuvens desta vez deram descanso ao pessoal (e ainda bem, pois ainda me lembro da chuvada que apanhei no ano passado enquanto esperava pela partida).

A Amadora é sempre a mesma história, mesmo com algumas mudanças no percurso: subidas e descidas, muita gente na rua, muita malta já a meio dos festejos (copos) de fim de ano, alguns dos quais a mandar bocas mais ou menos parvas aos atletas.

A minha prova é que não teve grande história. Foi chegar, correr e acabar o mais rápido que consegui, com o relógio a marcar 49m49s. Não foi nada de especial mas para quem está com 7 ou 8 kg a mais, já foi aceitável, embora muito perto daquele “limite” dos 50 min…

Para o ano há mais Amadora.

Meia-Maratona dos Descobrimentos (2013)

Dezembro 30, 2013

Nove meses depois, voltei a fazer a uma prova de atletismo popular…

O meu objectivo para esta prova era simplesmente fazê-la e “testar o pé”. Os treinos que tenho feito, apesar de regulares, têm sido entre 40 e 50 km por semana, o que não é nada de mais para o que estava habituado a correr antes da minha lesão, em Janeiro. Também em termos de distâncias, os treinos não têm sido por aí além, sendo que os treinos mais longos que fiz nos últimos meses foram um treino de 16.5 km (a 3 semanas da prova) e outro de 17 km (a 8 dias da prova). O peso também não anda famoso pois estou com 5 ou 6 kg acima do meu “normal”.

Com tudo isto, estava à espera de fazer 1h50, ou pouco melhor, pois esse era o meu resultado típico em Meias-Maratonas e só o tinha descido significativamente em 2012, no pico dos meus treinos para Maratona, com outro nível de treino em cima e, principalmente, com uma quantidade bem menor de “peso inútil” em cima.

Quando regressei aos treinos, há cerca de três meses, comecei a treinar com um grupo de pessoal da minha zona, que dá pelo nome de “Etiopes e Quenianos“. Estes senhores andaram a puxar por mim numa altura em que andava desmotivado e sem grande vontade de correr.

Acontece que um desses colegas de treino, o Valter, falou-me do seu record pessoal na MM de apróx. 1h50m, e eu achava que o conseguia ajudar a baixar aquilo, mesmo que eu acabasse por dar o real estoiro.

Ora lá arrancámos.

Pouco depois do arranque, uma senhora de idade avançada atravessou-se à minha frente e tive de parar e de a segura para garantir que não a deitava ao chão. Logo aqui a má organização a dar sinal:  faltou ali algum tipo de controlo. Alguns metros mais à frente, voltei a ver várias pessoas a cruzar o pessoal da corrida numa passadeira. Adiante.

Passámos aos 7 km com 35 min certinhos. Contas de cabeça, 35 min * 3 dá 1h45m. Isto já era record para Valter, portanto bastava manter o ritmo  e era escusado arriscar mais. Aos 10 km passámos um abaixo dos 50 min. Estávamos a ganhar tempo. A questão era se o ritmo se ia manter até ao final. Ora este padrão foi-se repetindo com o progredir da distância, e aos 15 km eu já estava convencido que ia-mos mesmo fazer à volta de 1h45m.

Até que passámos ao quilómetro 18, com menos de 1h29m, e com ritmo a oscilar entre os 4m40s e os 4m50s / km. Contas de cabeça: 1h29, faltam 3 km, portanto mais 15 min, o que quer dizer 1h44m, mas estou a gastar menos do que 5 min por km, portanto isto dá para RP… Bora lá. E baldei-me dali para fora. Foram três quilómetros bem difíceis e claro que nas contas de cabeça tinham faltado os 97 metros extra…

Cruzei a meta, parei o relógio, por engano carreguei novamente no botão de “start” e tive de o voltar a parar… reparei que marcava 1h43m55. Um novo RP, mas por apenas 14 segundos.

A página da xistarca até diz um pouco menos (1h43m51), possivelmente à custa de eu só ter parado o relógio depois de passados dois pontos de controlo e por causa da patetice de ter carregar no start novamente… mas adiante, o relógio é que conta.

Claro que tenho de agradecer ao percurso, que é quase todo em linha, à temperatura e também ao Valter (que bateu o seu RP por vários minutos) pois acabámos por andar nos puxar um ao outro.

Tenho de agradecer aos “Etiopes e Quenianos” pois, na fase em que eu andava muito desmotivado, foram uma boa motivação para me fazer sair de casa e correr um pouco mais.

Apesar de ser um record magrinho (14 segundos…), fiquei bem satisfeito por voltar a estar nas redondezas da 1h44m. Para quem passou vários meses lesionados, isto é uma conquista a dobrar. E o melhor de tudo foi que o pé não me doeu ao longo dos 21 km. Isto deixa-me com mais alento para próximos eventos.

Eis a mensagem do Garmin connect…

novo-record-mm-2013

… que acaba por mostrar o mesmo ritmo em ambas as provas, embora com tempos finais diferentes, devido a terem sido medidas distâncias diferentes.

Em relação à prova

Positivo:

  • Para quem quer bater records, este percurso é muito bom, devido aos seus 18 km em linha.

Negativo:

  • Aquela longa reta de Belém até St. Apolónia é a real seca. O percurso é bom para bater records, mas não o achei divertido.
  • Mau controlo da multidão.
    • Houve várias partes do percurso em que as pessoas cruzaram a corrida. Particularmente perigoso ao início quando está muita gente junta.
  • Não houve abastecimento sólido a meio da prova. Nem fruta, nem marmelada… nada.

Segue-se a São Silvestre da Amadora, para fechar o ano, como de costume.

Também de Maratonistas alheios…

Outubro 7, 2013

No ano passado a minha amiga Lúcia casou-se. Calhou-me na rifa ficar na mesa do copo-de-água que estava destinada aos ex-colegas de escola. Calhou também que uma das ex-colegas (a Vanessa) levou o seu namorado, um rapaz chamado Rudolfo.

Eu estava na altura a treinar para a minha segunda Maratona e achei que isso era um bom tema de conversa para a mesa do casamento. Nisto descobri que o Rudolfo também corria. Palavra-puxa-palavra e suspeito que lhe meti na cabeça aquela curiosidade pela distância mítica.

Devido a uma lesão no pé, e com muita pena minha, não consegui treinar para fazer a Maratona de Lisboa deste ano.

Quando soube que o Rudolfo tinha decido estrear-se na distância mítica, ofereci-me logo para fazer alguns quilómetros ao lado dele - tal como o grande Nuno me ajudado a terminar nas minhas duas maratonas.

Combinámos então que eu esperaria por ele ao quilómetro 30, e dali fazia-lhe companhia até ao final. E assim foi. Foram 12 quilómetros notariamente duros (é a Maratona, a tal que não faz prisioneiros) rodeados por muitos outros estreantes e não só, cada um na sua luta pessoal com a mítica. Foram quilómetros duros, mas acredito mas que no final foram recompensadores.

Quase na reta da Meta cruzámo-nos com a Vanessa, que tinha um cartaz onde se lia “Rudolfo, vais vencer“. Epá, era fofo.

Imagem

Esta foi a foto que a Vanessa tirou depois de passar-mos por ela e um pouco antes de eu me retirar de cena, para deixar a meta para quem de direito, O Rudolfo ia de verde. À Sporting.

O esforço foi todo do Rudolfo e para ele aqui ficam os meus parabéns.

Eu não tive a minha Maratona de 2013, mas fiquei contente por ter participado nesta festa, por mais pequena que tenha sido a ajuda que dei.

E no final, o Rudolfo lá concordou comigo: aquilo é mesmo uma cena épica. E ficou com vontade de fazer outra :).

Corrida das Lezírias (2013)

Março 10, 2013

Hoje fui a Vila-Franca para participar em mais uma Corrida das Lezírias.

Esta era a minha terceira participação nesta prova, à qual fui com o Osvaldo (2ª participação) e com o Horácio (1ª participação).

Eu continuo com o objectivo (simplista) de melhorar os tempos que andei a fazer no ano passado. Não tenho treinado muito, porque há cerca de duas semanas voltei a ter algumas dores no pé. Entretanto essas dores já passaram, mas acabei por perder muitos dias de treino. Este ano tem sido raro conseguir fazer mais do que dois dias de treino consecutivos e tem sido frequente estar cinco ou seis dias parado. Chatices.

O tempo em Lisboa não estava grande coisa, tenho nós apanhado alguma chuva quando nos deslocávamos para a estação de comboio. Se estivesse a chover daquela forma em Vila Franca, ia ser bonito :).

Quando cheguei a Vila Franca estava algum frio, pelo que estava a pensar em fazer a prova de casaco. Mas depois o céu foi abrindo e acabei por meter o casaco na mochila que foi para o bengaleiro.

Pouco depois, lá fomos para a zona da partida. Estava lá imensa gente, como já é habitual. A certa altura vi que os da frente já tinham começado a correr, e eu nem tinha dado pelo sinal de partida.

Isto de ir às provas várias vezes, em anos consecutivos, vai fazendo com que seja cada vez mais difícil falar sobre a prova, sem estar a chover no molhado.

A minha entrada na parte inicial da prova foi bastante calma, até porque há muita gente e as ruas afunilam um bocado. Isto é assim até chegar à Ponte de Vila-Franca, onde já se começa a arranjar espaço (porque a ponte é larga e porque é a subir, o que tem sempre o efeito de partir o pessoal em grupos mais pequenos).

Saindo da ponte, e virando à direita, entra-se no terreno de terra batida (as tais Lezírias), onde se fazem cerca de cinco quilómetros em cada direcção. Na entrada das Lezírias está o campino com o cavalo, característica típica desta prova. O piso não é grande coisa, pois é um bocado duro. As poças de água também não ajudam, porque há sempre aquela tentação de ir aos saltinhos, para não molhar (tanto) os pés e as pernas. Esta fase da corrida foi um bocado chata, porque este ano havia vento contra (na ida). Desde que tinha saído da ponte que ia à volta dos 4m55s por quilómetro. Quando comecei a apanhar o vento, fui um pouco para cima dos 5m por quilómetro. Passei aos 5 km com cerca de 25 minutos de prova – não é mau, mas também não é bom e ainda é cedo para estar com contas. Aos 10 km já se avalia novamente.

Depois do retorno, já não tinha vento contra, e tinha vento a favor, por isso voltei a entrar num ritmo um pouco mais rápido. O vento estava a ajudar, mas o chão continuava duro – não se pode ter tudo. O tempo ia passando, e eu já estava novamente a fazer contas: aos 10 km com 51 minutos iria dar algo perto da 1h15m no final. Seria melhor que no ano anterior, mas ainda longe da minha melhor marcar nas Lezírias.

Saindo das Lezírias, e voltando à estrada, passo pelo cavalo que devia estar bastante confuso em relação à quantidade de pessoal vestido às cores que tinha estado a passar à frente dele na última hora.

Mais uma subida da ponte, onde a pressão de um colega me fez dar um pouco mais, quando estava com vontade de relaxar um pouco. Usei a descida da ponte para descomprimir um pouco. Estava quase, faltavam apenas dois quilómetros.

Passou-me pela cabeça a minha participação de 2011, e como ia em esforço nessa altura. É engraçado, como estar em melhor forma física faz com que seja mais fácil “entrar em esforço”, i.e., dar um pouco mais e entrar naquele ponto de desconforto no qual sentimos que estamos a dar o nosso melhor. Eu esperava que isto fosse proporcional, mas está-me a parecer que não. Talvez seja psicológico. Ou então, sou eu que sou calão e já não tenho espírito para estas coisas :).

Passando a Praça de Toiros, entrei no Parque, preparando-me para ir nas calmas até lá à frente. No entanto, poucos metros mais à frente, alguém se aproximou de mim, o que imediatamente levou ao clique do “isto podia estar a ser mais rápido” e fez com que fizesse aqueles cento e qualquer coisa metros um pouco mais rápido.

Cheguei ao final com o Garmin a marcar 1h15m18s. Não foi mau, e cumpri o objectivo de melhorar o tempo de 2012, apesar do percurso ser diferente, a diferença de mais de seis minutos é significativa. Parece-me que o percurso de 2012 é mais duro, devido às irregularidades do chão.

Segue-se o resumo das minhas participações nesta prova:

lezirias_2011_2013_02

No caso desta prova, tem de se ter em conta que o percurso não foi sempre o mesmo. Os percursos de 2011 e 2013 são praticamente iguais, mas confirmei no mapa do percurso que a partida em 2013 foi feita mais atrás, o que poderá explicar parte da diferença (provavelmente em conjunto com algum erro do GPS). O percurso de 2012 foi diferente em cerca de 5 a 7 km do deste ano.

No final da corrida, andavam lá a vender rifas para ficar com este animal fofo:

2013-03-10 11.50.42

Organização

Para acabar, vou deixar uma crítica à organização desta prova:

Duranta a semana divulgaram (através do site, por telefone e por e-mail) a informação de que os dorsais apenas seriam entregues entre 5ª e Sábado. Isto era o contrário do que tem acontecido nos últimos dois anos, nos quais os dorsais foram dados no dia da prova. Tivemos de arranjar uma solução e, apenas por sorte, não tivemos de ir a Vila-Franca no Sábado. Hoje, quando chegámos a Vila Franca, fomos procurar o bengaleiro e lá estavam, alegremente, a entregar dorsais. Eram cerca de 9h30. Claro que eu já esperava que isto fosse acontecer.

Eu percebo que queiram evitar confusão no próprio dia, mas não faz sentido obrigarem as pessoas a irem até ao local da prova, no dia anterior à mesma, para levantar os dorsais. A alternativa de levantar os dorsais na Xistarca não era realista, devido ao horário indicado: qualquer um de nós os três, para estar na Ajuda às 18h00, teria de sair do trabalho o mais tardar às 17h00.

20 Km de Cascais (2013)

Fevereiro 10, 2013

Esta é uma daquelas provas às quais não posso faltar e hoje foi a minha terceira participação seguida na mesma. Este ano foi a 30ª edição da prova.

Em muito melhor forma do que na altura da minha participação na 29ª edição, tinha de me redimir daquela desgraça de tempo que tinha feito no ano passado.

A t-shirt desta prova trás os nomes dos participantes que acabaram a prova no ano anterior. Ainda não me dediquei a procurar o meu porque a lista é imensa… No próximo ano a t-shirt ainda deve ter mais nomes, tal a quantidade de gente que estava na prova. Quando ia ao primeiro quilómetro ainda tinha mesmo muita gente à minha frente. Não conseguia ver espaços vazios na frente…

Não tenho muito para dizer sobre a prova. Fiz a parte inicial, dentro de Cascais, de forma relativamente calma. Quando cheguei ao 6º km / início da “recta” comecei a correr um pouco mais depressa, e fui aguentado o vento contra. Andei quase sempre entre os 4m50s/km e os 5m00s/km. A certa altura ainda questionei o ritmo, pois andava à volta do ritmo que fiz há 3 meses na Nazaré – e já não estou nesse género de forma, mas sempre era menos quilómetro portanto decidir arriscar.

A prova passou pelo Farol da Guia, que é um dos sítios onde costumo fazer escalada. Curiosamente, na última prova em que participei (“GP Fim da Europa”), também tinha passado numa das zonas para onde já fui escalar (ao pé do Convento dos Capuchos).

É impressionante a seriedade com que as pessoas cada vez mais abordam estas provas de atletismo. Eu vi pessoal que devia ir para fazer tempos entre 1h45 e 1h50 a tomarem gel de hidratos de carbono.

Ao quilómetro 18 aquilo já me estava a custar um bocado, mas lá arranjei força para fugir do grupo onde estava. Cada vez mais perto da meta e aproveitando a descida lá ganhei um bocadito de velocidade.

Cheguei ao final e o meu Garmin marcava 1h38m43s. Nada mal.

Quando cheguei a casa fui ver os meus tempos de 2011 e 2012. Em 2011, na minha primeira e melhor participação, tinha feito 1h38m15s. Que grande porra: fiquei a 28 segundos do meu melhor tempo na prova.

Aqui fica um resumo do meu histórico nesta prova:

20-km-de-Cascais-2011-2013-resumo

PS: Só é pena que não tenham voltando a distribuir medalinhas com as letras da palavra cascais. Ainda pensei que este ano voltassem ao “C”, mas não. Agora tenho lá em casa um “I” e um “S” muito solitários…

Grande Prémio “Fim da Europa” (2013)

Janeiro 27, 2013

Hoje participei pela segunda vez nesta prova, que tem um dos percursos mais agradáveis aqui à volta de Lisboa.

Para quem não sabe, esta prova não se realizou oficialmente no ano passado, por falta de orçamento, mas algumas pessoas juntaram-se e fizeram o percurso da mesma em treino. No ano passado não fui a esse treino porque na altura estava com gripe, mas vontade não me faltava, porque o percurso realmente é bonito.

Assim que soube que as inscrições estavam abertas para a prova oficial em 2013, inscrevi-me logo. Ou seja, estava inscrito para isto há uns três meses (o que não costumo fazer normalmente).

Um bocadinho de história deste mês

No início do ano, uns dois dias após a São Silvestre de Lisboa, comecei a ter umas dores num dos pés. Decidi descansar um par de dias o que fez com que a dor passasse. Mas quando corria (ou andava um pouco mais), no dia a seguir estava novamente com dores. Mais uns dias sem correr, voltei a correr, voltou a doer.

Decidi tirar 15 dias de repouso total. Resultado: em Janeiro, até hoje, tinha corrido 5 vezes, todas abaixo de 10 km. Isto não só leva a alguma perda de forma, como faz com que não faça um dos meus hobbies favoritos… Que grande seca.

Ainda pensei em não ir à prova, mas decidi ir e fazer nas calmas, e decidi que de vez em quando iria parar e fazer alguns metros a andar. O objectivo era mais começar a recuperar a forma, do que outra coisa.

Regressando à prova

O dia estava de chuva, mas a chuva parou um pouco antes da partida.

A minha prova não teve grande história: fui fazendo aquilo nas calmas, parei para andar nos pontos de abastecimento e fiz nas calmas mais ou menos até ao muro dos 10 km.

Pouco depois de passar uma hora de prova, o meu relógio começou-se a queixar da bateria. Já me tinha queixado disto aquando dos treinos para a Maratona, mas nessa altura ainda aguentava três horas antes de se queixar.

Durante o percurso deu para ver muitas das árvores que tinham caído durante o temporal do fim de semana anterior. Também havia algum nevoeiro, o que fazia com que não se visse muito da paisagem. Mas Sintra é Sintra, e o nevoeiro até contribui para aquele “ar mágico”…

Aos 12 km ia com 1h24m, que era o tempo de 2011. Tinha mesmo andado nas calmas. Depois disso já estava descansado em relação ao pé e portanto deixei-me ir.

Perto da meta, mais um aviso do Garmin. Olha a porra. Já sei que vou entrar em despesa para comprar um relógio novo.

Cheguei ao final com 1h38m54s, exactamente 14 minutos a mais em relação ao tempo de 2011.

O melhor de tudo foi ter voltado a correr :).

Espero que em 2014 a prova volte a ser realizada, para poder ir lá fazer um tempo de jeito.

2012

Janeiro 1, 2013

O ano passado não começou muito bem em termos desportivos. Depois de 45 (ou 46) dias sem correr, durante os quais ganhei algum peso e perdi muita forma, o regresso às provas foi complicado e resultou em tempos muito piores dos que tinha andado a fazer em 2011.

Com o regresso aos treinos regulares a forma foi voltando e o peso foi baixando. Tudo dentro da normalidade, pois a corrida é muito justa e colhemos mesmo aquilo que semeamos. Em consequência disso, no segundo semestre acabei por “receber” umas belas prendas…

Pontos altos de 2012:
A Maratona em menos de 4 horas, claro.

Um novo record à Meia-Maratona, tendo finalmente batido a barreira da 1h50 (e também da 1h45), e que me deixou a acreditar que a Maratona sub 4 horas seria possível…

Comecei a fazer escalada desportiva, e descobri uma actividade que me deixa tão concentrado como aqueles últimos quilómetros de uma prova de atletismo para a qual estive vários meses a treinar ;).


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